Triste vida.
Perdi a comodidade de viver na ignorância e agora que finalmente caí numa realidade que para mim sempre foi tão abstracta e distante, não sou capaz de suportar tal situação. Será que o ser humano perdeu a completa noção de que as suas atitudes não afectam apenas o seu ego mas todos aqueles que os rodeiam? Não haverá consciência dentro de cada cabeça para compreender algo tão simples?? Porquê deixar-nos levar por falsas impressões, por palavras alheias que têm como único objectivo destruir tudo aquilo que por nós foi construído ao longo da vida? Talvez seja eu a estar errada. Talvez os meus impetuosos 17 anos não sejam suficientes para dizer isto. Talvez o facto de a minha consciência ter mais peso para mim do que a opinião do Mundo inteiro não seja assim uma perspectiva tão abrangente como eu gostaria. O pior é que muitas das vezes não procuramos uma razão lógica para fazer o que fazemos, não temos a preocupação de perceber o porquê de tais vontades, de tais actos infrutíferos, na maioria das vezes, temos sim a preocupação de arranjar desculpas para tudo isto.
Todos nós adquirimos o vício de estabelecer regras para os outros e excepções para nós, como que dando autorização a nós próprios para cometermos os maiores erros da nossa vida sem que possamos vir a ser castigados por isso. . . Era bom que se começasse a parar e a pensar naquilo que se faz e nas consequências que daí poderão advir. . . O isolamento, a solidão poderá ser o primeiro passo para que tal se suceda.
As pessoas fogem da solidão porque têm medo dos próprios pensamentos, porque só o facto de poderem ir até ao 'fundo' da questão os assusta. Quantas vezes dizemos que as nossas palavras vêm do fundo do coração, quando na verdade nem sentidas são? O fundo do coração está mais longe do que o fim do Mundo. Apenas algo muito verdadeiro poderá vir de lá, algo que muitas pessoas dizem ter mas poucas o têm o privilégio de ter. É aqui que fugimos, é aqui de corremos em busca de uma vida melhor. Mas de que nos serve correr se estamos no caminho errado? Não há obstáculos intransponíveis, temos é de fazer deles os nossos pontos de partida para uma luta diária e incessante.
Não é por termos liberdade que podemos mudar tudo à nossa volta, mas dispomos da faculdade de dar sentido a tudo (o que é muito melhor), mesmo àquilo que não o tem! Nem sempre somos senhores do desenvolvimento da nossa vida, mas somos sempre senhores do sentido que lhe conferimos. Eu, particularmente, não tenho coragem para tomar este tipo de iniciativas, confesso, mas ajo como se a tivesse o que talvez venha a dar ao mesmo. . . Dizem que a dor alimenta a coragem e que ninguém pode ser corajoso se nunca sofreu. Bem, por este ponto de vista estou a tornar-me num ser muito corajoso mas como a arte de vencer apenas se aprende com as derrotas, faço disto o meu objectivo. Posso até cair sete vezes mas levantar-me-ei oito! Deixarei o meu medo de lado e tentarei descobrir o lado positivo de tudo isto.
Sempre que voltar a ouvir o levantar de vozes não irei pôr a música ainda mais alto mas irei fazer de tudo para as calar.
Nem mesmo a 'sombra' que me tem aprisionado me irá deitar abaixo, a partir de agora, não a temerei pois é sinal que uma luz brilha bem próximo de mim.
sábado, 30 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Português Ambíguo
Conversaz Produtivaz ao MÓvel x$
Eu: Sim?!
Sara Carolina: [Silêncio]
Eu: Hey!!
SC: Saraaaa! Olha, tenho uma dúvida.
Eu: Diz.
SC: Vinha para casa e vi que tava um relâmpago no ce'u. . E' sinal q ta' a trovejar certo?
Eu: :OO Yaaa!
SC: E isto e' uma trovoada ne'?
Eu: Sim! :$
SC: Hum. Tabem.
Eu: :O Taz bem?
SC: Esquece la' oz trovoes! Olha, pode dizer'se 'trovejada'?
Eu: Claro q nao!
SC: Ah, maz uma professora de português disse q sim! Pode dizer'se trovoada e trovejada. .
Eu: Nao e' nada!
SC: E o qeq tu percebes disto??
Eu: :O PUTA!
SC: Entao mas se quando vem a trovoada é porque troveja, porque e' que não trovoa quando vem a trovejada?
Eu: :OOOOOOOOO
SC: Oh. Vou ver ao dicionário. Xau.
Eu: Ok :o Xau.
SC: Ate' amanha. Quer dizer ate' logo.
Eu: Vai. Ate' logo.
SC: [Desliga o movel]
Algunz segundoz depoiz. . .
Eu: Sim?!
SC: HEY! Nada de meter isto no Hi5!
Eu: Yaya! Claro q nao!
SC: Ok. Xau.
AHAHAHA! NAO TENTEM FAZER ISTO EM CASA -.-
Poiz bem, esta dúvida começou a dar-me a volta à cabeça e decidi ir pesquisar. Peguei no meu super-dicionário que já estava com um camadão de pó em cima pela falta de uso, que vergonha dizer isto :$, e parti à procura da palavra desconhecida. Abri numa página e sorri de imediato quando encontro a palavra "uretrovaginal". Algo bonito de se ler, é o que dá abrir o dicionário numa página ao calhas.
Passo a apresentar o resultado da pesquisa:
Trovejado - adjectivo; acompanhado de trovão ou trovoada
Trovejar - verbo intransitivo; soar o trovão, haver trovoada (...)
Trovoada - substantivo feminino; Série de trovões; tempo de trovoada (...)
Outros Resultados:
Sara: Talvez exista a palavra 'trovejada'
Rúben: E' um verbo mas muito pouco usual que deriva do latim "trovejaeum".
Sílvia: Eu acho que não existe, o google anda parvo.
Patrick: E' trovoada ne'? Eu acho que trovejada nao existe.
Rui: Eu acho que não existe, mas nunca se sabe.
Bem, isto leva-me a concluir que o português deve ser mesmo muito complicado.
Do meu ponto de vista, a palavra "trovejada" poderá realmente existir mas como género feminino de 'trovejado', nunca como sinónimo de trovoada, sendo esta um substantivo. Posso estar errada mas penso que seja realmente assim.
Qualquer pessoa que posso ajudar a esclarecer esta dúvida, é favor que o faça.
:'D
Obrigadaa!
ER(R)OS
Criei este blog à cerca de um ano e dois meses, no início tinha o nome de "Horizonte de Um Só Olhar" (nem eu sei bem porquê) mas, passado algum tempo alterei o seu nome para "ER(R)OS". Muitas pessoas já me haviam perguntado o significado de tal designação mas nunca soube dar uma resposta concreta. Hoje, tentarei fazê-lo.
Bem, para começar devo dizer que a palavra base da qual o nome surgiu é 'EROS' e não 'ERROS'. Eros era um Deus primordial, tal como Urano, Nix ou Óreas e era o Deus Grego do Amor.
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando pertubada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo. Com Psiquê teve trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia "
Talvez esta seja uma história que reflecte um pouco o que eu quero transmitir. O amor está muitas das vezes associado a grandes erros. . Sabemos que o único modo de evitar os erros é adquirindo experiência mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros. . . Não será por isto, decerto, que deixaremos de amar até porque o maior erro que um homem pode cometer é viver com medo de cometer um erro. Não espelho neste blog todos os erros que já cometi, tento apenas mostrar o lado positivo, e também o menos positivo, das escolhas que somos obrigados a fazer diariamente em prol desses amores e não só. Já errei muitas vezes mas não me arrependo de tais "pecados", se é que assim podem ser designados. . Como diz alguém com quem converso ao telemóvel neste momento (ahahah) "Não considero que tenha cometido erros graves no passado pois quando supostamente os cometia pensava estar a agir correctamente e isso é o essencial. Não tenho piores momentos, tudo o que me aconteceu foi especial nessa altura mesmo que agora pareçam ter sido as piores asneiras do Mundo, aprendi sempre alguma coisa. Por tudo isto a vida se torna uma verdadeira escola."
Pouco me resta para acrescentar. . .
Bem, para começar devo dizer que a palavra base da qual o nome surgiu é 'EROS' e não 'ERROS'. Eros era um Deus primordial, tal como Urano, Nix ou Óreas e era o Deus Grego do Amor.
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando pertubada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo. Com Psiquê teve trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia "
Talvez esta seja uma história que reflecte um pouco o que eu quero transmitir. O amor está muitas das vezes associado a grandes erros. . Sabemos que o único modo de evitar os erros é adquirindo experiência mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros. . . Não será por isto, decerto, que deixaremos de amar até porque o maior erro que um homem pode cometer é viver com medo de cometer um erro. Não espelho neste blog todos os erros que já cometi, tento apenas mostrar o lado positivo, e também o menos positivo, das escolhas que somos obrigados a fazer diariamente em prol desses amores e não só. Já errei muitas vezes mas não me arrependo de tais "pecados", se é que assim podem ser designados. . Como diz alguém com quem converso ao telemóvel neste momento (ahahah) "Não considero que tenha cometido erros graves no passado pois quando supostamente os cometia pensava estar a agir correctamente e isso é o essencial. Não tenho piores momentos, tudo o que me aconteceu foi especial nessa altura mesmo que agora pareçam ter sido as piores asneiras do Mundo, aprendi sempre alguma coisa. Por tudo isto a vida se torna uma verdadeira escola."
Pouco me resta para acrescentar. . .
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Love VS Dead
O amor é inseparável da morte. Sei que amo porque me esqueço de que existo, porque morri para mim mesma, para viver naqueles que amo. Se eles estiverem bem, então eu estou bem, ainda que esteja mal. Dois termos tão diferentes, tão opostos no seu todo mas no fundo tão iguais e semelhantes.
Há quem diga que começamos a morrer no momento em que nascemos e que o fim é o desfecho do início. Whatever ~_~ Talvez seja assim, talvez não o seja. A verdade é que tudo o que tem início, obrigatoriamente terá um fim também, será mais ou menos longo mas, do destino não podemos fugir.
Em tudo o que vivo, tudo o que faço, em todas as minhas decisões tenho o objectivo de melhorar o que sou e não de ganhar isto ou aquilo, ter mais ou menos conquistas materiais até porque quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos. Possuímos apenas aquilo que não perdemos com a morte, tudo o resto é ilusão e, a nossa personalidade jamais ninguém nos poderá roubar, nem mesmo a morte com o seu carácter assustador. Há quem a tema, quem a deseje, quem a procure e até quem se limite a esperá-la. Não a temo simplesmente porque o meu maior medo não é morrer mas sim não vencer. Não ter a capacidade de conseguir ser feliz e vingar numa vida onde a tristeza e vingança cada vez são mais senhoras e mandatárias.
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade e talvez por isso tudo o que é feito é já a pensar no seu fim. Queremos tudo e nada ao mesmo tempo mas, no final, um túmulo bastará a todos aqueles para quem não bastava o mundo inteiro !
Apesar de saber que a morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora todos os dias luto para tornar a minha vida segura e firme também, ganhar consistência no pouco que me resta.
Talvez tudo isto porque acredito que não morrerei, apenas partirei primeiro do que todos aqueles que andam neste mundo *__*
Enfim.
Há quem diga que começamos a morrer no momento em que nascemos e que o fim é o desfecho do início. Whatever ~_~ Talvez seja assim, talvez não o seja. A verdade é que tudo o que tem início, obrigatoriamente terá um fim também, será mais ou menos longo mas, do destino não podemos fugir.
Em tudo o que vivo, tudo o que faço, em todas as minhas decisões tenho o objectivo de melhorar o que sou e não de ganhar isto ou aquilo, ter mais ou menos conquistas materiais até porque quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos. Possuímos apenas aquilo que não perdemos com a morte, tudo o resto é ilusão e, a nossa personalidade jamais ninguém nos poderá roubar, nem mesmo a morte com o seu carácter assustador. Há quem a tema, quem a deseje, quem a procure e até quem se limite a esperá-la. Não a temo simplesmente porque o meu maior medo não é morrer mas sim não vencer. Não ter a capacidade de conseguir ser feliz e vingar numa vida onde a tristeza e vingança cada vez são mais senhoras e mandatárias.
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade e talvez por isso tudo o que é feito é já a pensar no seu fim. Queremos tudo e nada ao mesmo tempo mas, no final, um túmulo bastará a todos aqueles para quem não bastava o mundo inteiro !
Apesar de saber que a morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora todos os dias luto para tornar a minha vida segura e firme também, ganhar consistência no pouco que me resta.
Talvez tudo isto porque acredito que não morrerei, apenas partirei primeiro do que todos aqueles que andam neste mundo *__*
Enfim.
Definição Incerta
"A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.
Diz a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.
A verdade, como a inocência, costuma estar inerme: não toma o cuidado de se precaver com alibis. Essa é a sua miséria, essa é a sua grandeza.
Toda a nossa vida é uma primavera, porque temos em nós a verdade que não envelhece, e essa verdade anima toda a nossa caminhada.
A verdade não está do lado de quem mais grita.
Diz a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.
A verdade, como a inocência, costuma estar inerme: não toma o cuidado de se precaver com alibis. Essa é a sua miséria, essa é a sua grandeza.
Toda a nossa vida é uma primavera, porque temos em nós a verdade que não envelhece, e essa verdade anima toda a nossa caminhada.
A verdade não está do lado de quem mais grita.
As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
Para alcançar a liberdade interior é preciso vencer a ignorância e as diferentes manifestações de fraqueza. Assim a consciência vai descobrindo a verdade e pondo em ordem os bens e os deveres. Daí a importância de ter verdadeiro amor à verdade.
Quem ama a verdade, procura formar a consciência: conhecer os princípios morais, pedir conselho a pessoas rectas e com experiência; não considerar humilhante que nos corrijam. De facto, os outros observam-nos de fora e com mais objectividade do que nós mesmos. Também é preciso tirar experiência dos próprios actos, examinar-nos com frequência (diariamente) e corrigir os erros. É preciso ser humildes para reconhecer os erros e rectificar, mas isso dar-nos-á uma grande sabedoria, e capacidade de ajudar os outros também.
Em cada decisão, entra em jogo a consciência que, ou impõe a verdade sobre a conduta ou é desprezada e calada. No primeiro caso, somos nós que actuamos com a nossa liberdade; no segundo é algo que está dentro de nós: os caprichos, a preguiça, o medo ao que dirão.
Só nos encontramos a nós mesmos depois de encararmos a verdade.
No interior de todas as coisas existe uma medida, uma verdade última, que é preciso respeitar.
Todos desejam ardentemente ter a verdade do seu lado e muito poucos optam por estar do lado da verdade.
A verdade padece, mas não perece.
Quem procura a verdade deve estar disposto a sacrificar tudo pela verdade.
A verdade é sempre o argumento mais forte.
Não mentir é talvez a forma mais rara de heroísmo.
A pior coisa que uma pessoa pode fazer na vida é fugir de si mesmo; mais cedo ou mais tarde alcançar-se-á e... ainda por cima cansado.
Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.
O costume de guiar-se sempre pela consciência, chama-se rectidão. Manifesta-se no amor à verdade e dá uma grande beleza e fortaleza ao carácter.
A verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície... Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo.
A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil.
Nunca queres "esgotar a verdade". - Umas vezes, por correcção. Outras - a maioria - para não passares um mau bocado. Algumas, para o evitares aos outros. E, sempre, por cobardia.
Assim, com esse medo de aprofundar, nunca serás homem de critério.
Para a mentira ser segura
e atingir profundidade,
deve trazer à mistura
qualquer coisa de verdade...
A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio.
Cada vez que mentes para evitar um esforço, a manta sob a qual te escondes torna-se um pouco maior, até que acabes por te afogares debaixo dela.
A experiência da nossa fraqueza e o reconhecimento de que agimos mal, é algo que humilha. Quando à fraqueza se une o orgulho, o engano pode chegar a extremos patológicos: não se conforma com uma modesta justificação, mas incomoda-se com a verdade, com os que lhe dizem a verdade, ou com os que a vivem.
A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.
A pior verdade custa apenas um grande desgosto. A melhor mentira custa muitos pequenos desgostos e, no fim, um desgosto grande.
Nas montanhas da verdade nunca se faz uma escalada inútil.
A verdade levanta tormentas contra si mesma; as quais transportam as suas sementes pelos quatro ventos.
A experiência da nossa fraqueza e o reconhecimento de que agimos mal, é algo que humilha. Quando à fraqueza se une o orgulho, o engano pode chegar a extremos patológicos: não se conforma com uma modesta justificação, mas incomoda-se com a verdade, com os que lhe dizem a verdade, ou com os que a vivem.
A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.
A pior verdade custa apenas um grande desgosto. A melhor mentira custa muitos pequenos desgostos e, no fim, um desgosto grande.
Nas montanhas da verdade nunca se faz uma escalada inútil.
A verdade levanta tormentas contra si mesma; as quais transportam as suas sementes pelos quatro ventos.
Aquele que procura a verdade corre o risco de a encontrar.
A única verdade é a realidade.
A única verdade é a realidade.
Prefiro incomodar com a verdade do que agradar com adulações.
É fácil falar com clareza quando não se vai dizer toda a verdade.
A verdade libertar-vos-á.
Não somos nós que criamos a verdade, que a dominamos e a fazemos valer. É a verdade que nos possui.
O homem está sempre disposto a negar aquilo que não compreende.
Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam.
Se tiveres a coragem de olhar o mal cara a cara, de o veres como realmente é e de lhe dares o seu verdadeiro nome, ele não terá poder sobre ti e poderás destrui-lo.
Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia; mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade.
A repetição não transforma uma mentira numa verdade. "
Bem, antes de ir dormir, dei-me ao trabalho de ir pesquisar sobre o que será de facto considerado como "a verdade". Aqui estão alguns exemplos de definições dadas ou tentativas de juízos de valor acerca deste assunto através de frases bem inspiradas. Como era incapaz de fazaer melhor, apenas me limitei a destacar as que, para mim, são as melhores e mais conscientes.
The Truth
Já estive na cama, prontinha para passar mais uma bela noite mas, perante a minha total falta de sono e excessivo estado de excitação, tal não aconteceu. Dei mil e uma voltas na cama, quase que contei carneirinhos para ver se resultava, não o fiz porque já experimentei uma vez e não deu em nada (humpft ~_~), mas nem assim o sono apareceu.
Foi então que pensei: Por que não ir escrever?
Só hoje já iniciei dois textos diferentes mas não consegui incutir um sentido lógico a nenhum deles e, por isso, estão bem guardados nos rascunhos :'D
Pronto, estou aqui com toda esta conversa mas confesso que, uma outra razão que me levou a ligar o portátil a estas horas, foi o facto de ter ficado sem bateria no MP4 e estar a precisar urgentemente de ouvir música aos berros ( é por isto que os phones dão tanto jeito e eu começo a ficar surda xD ).
Estou pouco confortável, vou levar o meu 'amigo com teclas' para cima da cama. . .
Enfim, cá estou eu a tentar forçar a minha imaginação para arranjar um bom tema que me leve a escrever um 'testamento', como dizem que faço sempre [-_-] mas acho que não vou ter muita sorte.
Wiiiiii ='X Não resisti e já liguei a música *__* Baixinho para não acordar ninguém, dado que são 01:51 da manhã -.-'
Devo ser um tanto ou quanto louca, quantas pessoas terão estes ataques a meio da noite? Bem, pelo menos não me dá para ir assaltar o frigorífico e os armários da cozinha o que, aí sim, seria um problema grave. Ao vir escrever, além de exercitar os dedos, ainda vou tentando não perder o pouco jeito que tinha para isto.
Até era capaz de fazer um texto lamechas, em que poria meio mundo a chorar ao ler ( que grande lata a minha :$ ) mas não consigo. . . O meu estado de pseudo-histerismo aliado a esta música não me deixa escrever quaisquer palavras que transmitam tristeza, saudade e afins. Não que estes sentimentos não estejam presentes em mim mas tento ao máximo não os revelar. . . Aprendi a controlar-me, não explodir, não descarregar em outrém. É nestas alturas que me apercebo que mudei mesmo, para melhor, pelo menos no meu ponto de vista. A partir de agora, não agora neste exacto momento mas o 'agora' desde esta mudança, estará sempre tudo bem mesmo que não o esteja, vou sempre sorrir mesmo com vontade de chorar, vou saltar mesmo com vontade de gritar de raiva, vou dizer que amo a vida mesmo que esteja a morrer interiormente. Talvez um dia olhe para trás e perceba que só estou a errar ainda mais tomando estas atitudes um tanto ou quanto infantis mas, sinceramente, I DON'T CARE! W i i i i :')
Faço'o porque sei que se não o fizer estarei a magoar as pessoas que gostam de mim. Já cometo asneiras suficientes e estou farta! Ninguém imagina o quão difícil é ver alguém que amamos sofrer apenas porque nos ama, porque se sente desiludido, porque não correspondemos às suas espectativas, porque de qualquer forma o 'atraiçoamos', porque não somos capazes de enfrentá-lo e dizer tudo o que sentimos. Tal como diz alguém que é tão importante para mim "Às vezes há palavras que doem mais que uma estalada". Sim, é verdade. . . Daí eu preferir calar-me e ficar na espectativa.
A renitência em postar isto é cada vez maior, está a perder toda a lógica inicial e até eu começo a perder a força (psico)lógica para continuar. Ficar-me-ei pelo meu MP4, agora já com alguma bateria (espero eu) e ouvirei música pela noite fora. . .
"The truth burns deep inside, And will never die"
Parece que até a música se adequa às minhas palavras.
Traduzindo "a verdade queima lá dentro e nunca irá morrer". Bem, parece que isto irá contradizer de certa forma tudo o que escrevi anteriormente mas, tal como diz a música, a verdade acaba por nos queimar interiormente e nunca morre, por muito que a queiramos esconder. Com o passar do tempo corroer-nos-à e talvez seja demasiado tarde para voltar atrás. Valerá a pena arriscar?
Talvez, quem sabe.
Eu arrisco ='X
[São 02:11 da manhã, horas de ir].
Até Amanhã :D
Foi então que pensei: Por que não ir escrever?
Só hoje já iniciei dois textos diferentes mas não consegui incutir um sentido lógico a nenhum deles e, por isso, estão bem guardados nos rascunhos :'D
Pronto, estou aqui com toda esta conversa mas confesso que, uma outra razão que me levou a ligar o portátil a estas horas, foi o facto de ter ficado sem bateria no MP4 e estar a precisar urgentemente de ouvir música aos berros ( é por isto que os phones dão tanto jeito e eu começo a ficar surda xD ).
Estou pouco confortável, vou levar o meu 'amigo com teclas' para cima da cama. . .
Enfim, cá estou eu a tentar forçar a minha imaginação para arranjar um bom tema que me leve a escrever um 'testamento', como dizem que faço sempre [-_-] mas acho que não vou ter muita sorte.
Wiiiiii ='X Não resisti e já liguei a música *__* Baixinho para não acordar ninguém, dado que são 01:51 da manhã -.-'
Devo ser um tanto ou quanto louca, quantas pessoas terão estes ataques a meio da noite? Bem, pelo menos não me dá para ir assaltar o frigorífico e os armários da cozinha o que, aí sim, seria um problema grave. Ao vir escrever, além de exercitar os dedos, ainda vou tentando não perder o pouco jeito que tinha para isto.
Até era capaz de fazer um texto lamechas, em que poria meio mundo a chorar ao ler ( que grande lata a minha :$ ) mas não consigo. . . O meu estado de pseudo-histerismo aliado a esta música não me deixa escrever quaisquer palavras que transmitam tristeza, saudade e afins. Não que estes sentimentos não estejam presentes em mim mas tento ao máximo não os revelar. . . Aprendi a controlar-me, não explodir, não descarregar em outrém. É nestas alturas que me apercebo que mudei mesmo, para melhor, pelo menos no meu ponto de vista. A partir de agora, não agora neste exacto momento mas o 'agora' desde esta mudança, estará sempre tudo bem mesmo que não o esteja, vou sempre sorrir mesmo com vontade de chorar, vou saltar mesmo com vontade de gritar de raiva, vou dizer que amo a vida mesmo que esteja a morrer interiormente. Talvez um dia olhe para trás e perceba que só estou a errar ainda mais tomando estas atitudes um tanto ou quanto infantis mas, sinceramente, I DON'T CARE! W i i i i :')
Faço'o porque sei que se não o fizer estarei a magoar as pessoas que gostam de mim. Já cometo asneiras suficientes e estou farta! Ninguém imagina o quão difícil é ver alguém que amamos sofrer apenas porque nos ama, porque se sente desiludido, porque não correspondemos às suas espectativas, porque de qualquer forma o 'atraiçoamos', porque não somos capazes de enfrentá-lo e dizer tudo o que sentimos. Tal como diz alguém que é tão importante para mim "Às vezes há palavras que doem mais que uma estalada". Sim, é verdade. . . Daí eu preferir calar-me e ficar na espectativa.
A renitência em postar isto é cada vez maior, está a perder toda a lógica inicial e até eu começo a perder a força (psico)lógica para continuar. Ficar-me-ei pelo meu MP4, agora já com alguma bateria (espero eu) e ouvirei música pela noite fora. . .
"The truth burns deep inside, And will never die"
Parece que até a música se adequa às minhas palavras.
Traduzindo "a verdade queima lá dentro e nunca irá morrer". Bem, parece que isto irá contradizer de certa forma tudo o que escrevi anteriormente mas, tal como diz a música, a verdade acaba por nos queimar interiormente e nunca morre, por muito que a queiramos esconder. Com o passar do tempo corroer-nos-à e talvez seja demasiado tarde para voltar atrás. Valerá a pena arriscar?
Talvez, quem sabe.
Eu arrisco ='X
[São 02:11 da manhã, horas de ir].
Até Amanhã :D
domingo, 24 de agosto de 2008
Summer 08 :$
"Estou prestes a fazer a reeinvenção de um verdadeiro diário a bordo, neste caso a bordo de um automóvel.
Há uma semana atrás, dava tudo para sair daquela cidade, sair dos mesmo sítios e fugir das mesmas pessoas, no fundo, queria fugir da minha vida e precisava dessa distanciação. Estava a definhar completamente numa angústia e numa 'fossa', da qual eu já quase não queria nem conseguia sair. . . A solução surgiu com esta oportunidade. Parti para um destino incerto e vim parar à Figueira da Foz. Talvez um local banal para muitos, para mim também o era mas, tinha esperança de que fosse aqui que iria conseguir repôr todas as minhas energias, de que fosse não mais um sítio mas sim O SÍTIO. Agora, passados estes dias deparo-me com o completmento subtil e quase perfeito entre o desejo de ir e a vontade de ficar. . .Tenho aqui a paz que noutro sítio não tenho, tenho aqui o mar que lá não tenho, tenho a distância de tudo aquilo que me estava a fazer mal mas, falta algo muito mais importante do que tudo isto: faltam as pessoas que eu amo! Pessoas essas sem as quais não vivo e que me fazem falta. . .Muita mesmo! Durante todo este tempo, vários foram os dias em que me tudo me levava a desistir, queria voltar para a vida que eu designava de miserável sem sequer tentar parar para perceber o porquê de muitas das coisas que me andavam a atormentar. Quis voltar mas algo mais forte me fez continuar e permanecer aqui inabalável. Tudo me fazia confusão, tudo me alterava o humor, tudo me tirava a vontade de sorrir. . .
"As férias começam a ser longas demais.
stou a precisar urgentemente de sair daqui, desta terra, destes lugares, deste Mundo em que vivo diariamente.
Já não suporto estar sempre a ver as mesmas coisas, as mesmas pessoas, os mesmos sítios. Quero fugir da rotina mas nem isso posso fazer. Resta'me portanto sentar-me à beira da cama, olhar para o relógio e, ao ver que ainda é cedo para fazer o que quer que seja, começo a tentar
escrever."
Este é um excerto de um 'texto' escrito por mim antes de ter quebrado esta rotina. Digo 'texto' porque não se pode considerar um verdadeiro texto a estas míseras frases. Naquele dia queria escrever, soltar tudo, mas nem isso estava a ser capaz de fazer. Por isso parei. . Fiquei-me por estas palavras e nem sequer me dei ao trabalho de as publicar ficando, até hoje, guardadas nos rascunhos. Tal situação não podia continuar. .
Prometi a mim mesma que voltaria uma pessoa diferente da que era e consegui. Olho para este mar pela última vez e sigo. A minha vida espera-me! Não irei mais fugir, enfrentarei, lutarei e nunca desistirei. Por mim, por ele, por todos aqueles que sempre acreditaram nas minhas capacidades e nunca desistiram de mim.
Estou no cimo de uma Serra neste preciso momento. Lá em baixo apenas vejo o mar e pouco mais do que isso. A sensação de liberdade é tal que não me importava de continuar a subir infinitamente. . . Há um tempo atrás talvez o meu maior desejo fosse cair lá em baixo mas, agora, quero exactamente o contrário. Tenho muito mais coisas que me prendem aqui!

Durante muito tempo não conseguia dizer que era 100% feliz, faltava qualquer coisa apesar de já ter tudo o que me poderia tornar numa pessoa assim. Tinha os amigos certos, a pessoa certa, a vida certa mas as atitudes erradas. . Faltava ela! A única pessoa que me faltava (re)conquistar. Julguei que tinha perdido a sua amizade para sempre, que nada nos faria voltar atrás e tentar recuperar momentos e um tempo em que tinhamos sido, ou eu pelo menos tinha, tão feliz. Queria pedir desculpa, olhar nos olhos e dizer que nunca lhe deveria ter feito tais coisas mas faltava a coragem para tal, a culpa que sempre senti era maior e levavam-me a reprimir tudo o resto. Pequenos flash-backs aconteciam constantemente, tudo nos levava a sítios, frases, momentos e sentimentos passados. . . Mas nem assim. Até ao dia em que tudo mudou de novo, sei que não vai voltar a ser o que era mas podemos pelo menos chegar perto de tal. Agora, tenho realmente tudo para ser feliz!
Agora vou lutar por isso. . . Sim, eu agora sei que sou capaz!
Ficam para trás as mágoas, os ressentimentos, as crueldades, as vinganças fugazes e recíprocas.
A Sara volta outra! E desta vez, não irei ceder perante as dificuldades e obstáculos que no meu caminho se atravessarem. . ."
Bem, este texto, como já devem ter reparado, foi escrito durante a minha viagem de regresso destas belas férias [não devia ter mais nada para fazer ~_~]. Como até o achei engraçadito decido postá-lo, não vou dizer que espero que gostem, pois tal é impossível, mas sim agradecer a todos aqueles, que imagino que sejam muitos [ahahaha piadinha -_-] que perderam 5 minutos do seu precioso tempo a ler este blog. A todos MUITO OBRIGADA pela distinção :'P
Há uma semana atrás, dava tudo para sair daquela cidade, sair dos mesmo sítios e fugir das mesmas pessoas, no fundo, queria fugir da minha vida e precisava dessa distanciação. Estava a definhar completamente numa angústia e numa 'fossa', da qual eu já quase não queria nem conseguia sair. . . A solução surgiu com esta oportunidade. Parti para um destino incerto e vim parar à Figueira da Foz. Talvez um local banal para muitos, para mim também o era mas, tinha esperança de que fosse aqui que iria conseguir repôr todas as minhas energias, de que fosse não mais um sítio mas sim O SÍTIO. Agora, passados estes dias deparo-me com o completmento subtil e quase perfeito entre o desejo de ir e a vontade de ficar. . .Tenho aqui a paz que noutro sítio não tenho, tenho aqui o mar que lá não tenho, tenho a distância de tudo aquilo que me estava a fazer mal mas, falta algo muito mais importante do que tudo isto: faltam as pessoas que eu amo! Pessoas essas sem as quais não vivo e que me fazem falta. . .Muita mesmo! Durante todo este tempo, vários foram os dias em que me tudo me levava a desistir, queria voltar para a vida que eu designava de miserável sem sequer tentar parar para perceber o porquê de muitas das coisas que me andavam a atormentar. Quis voltar mas algo mais forte me fez continuar e permanecer aqui inabalável. Tudo me fazia confusão, tudo me alterava o humor, tudo me tirava a vontade de sorrir. . .
"As férias começam a ser longas demais.
stou a precisar urgentemente de sair daqui, desta terra, destes lugares, deste Mundo em que vivo diariamente.
Já não suporto estar sempre a ver as mesmas coisas, as mesmas pessoas, os mesmos sítios. Quero fugir da rotina mas nem isso posso fazer. Resta'me portanto sentar-me à beira da cama, olhar para o relógio e, ao ver que ainda é cedo para fazer o que quer que seja, começo a tentar
escrever."
Este é um excerto de um 'texto' escrito por mim antes de ter quebrado esta rotina. Digo 'texto' porque não se pode considerar um verdadeiro texto a estas míseras frases. Naquele dia queria escrever, soltar tudo, mas nem isso estava a ser capaz de fazer. Por isso parei. . Fiquei-me por estas palavras e nem sequer me dei ao trabalho de as publicar ficando, até hoje, guardadas nos rascunhos. Tal situação não podia continuar. .
Prometi a mim mesma que voltaria uma pessoa diferente da que era e consegui. Olho para este mar pela última vez e sigo. A minha vida espera-me! Não irei mais fugir, enfrentarei, lutarei e nunca desistirei. Por mim, por ele, por todos aqueles que sempre acreditaram nas minhas capacidades e nunca desistiram de mim.
Estou no cimo de uma Serra neste preciso momento. Lá em baixo apenas vejo o mar e pouco mais do que isso. A sensação de liberdade é tal que não me importava de continuar a subir infinitamente. . . Há um tempo atrás talvez o meu maior desejo fosse cair lá em baixo mas, agora, quero exactamente o contrário. Tenho muito mais coisas que me prendem aqui!

Durante muito tempo não conseguia dizer que era 100% feliz, faltava qualquer coisa apesar de já ter tudo o que me poderia tornar numa pessoa assim. Tinha os amigos certos, a pessoa certa, a vida certa mas as atitudes erradas. . Faltava ela! A única pessoa que me faltava (re)conquistar. Julguei que tinha perdido a sua amizade para sempre, que nada nos faria voltar atrás e tentar recuperar momentos e um tempo em que tinhamos sido, ou eu pelo menos tinha, tão feliz. Queria pedir desculpa, olhar nos olhos e dizer que nunca lhe deveria ter feito tais coisas mas faltava a coragem para tal, a culpa que sempre senti era maior e levavam-me a reprimir tudo o resto. Pequenos flash-backs aconteciam constantemente, tudo nos levava a sítios, frases, momentos e sentimentos passados. . . Mas nem assim. Até ao dia em que tudo mudou de novo, sei que não vai voltar a ser o que era mas podemos pelo menos chegar perto de tal. Agora, tenho realmente tudo para ser feliz!
Agora vou lutar por isso. . . Sim, eu agora sei que sou capaz!
Ficam para trás as mágoas, os ressentimentos, as crueldades, as vinganças fugazes e recíprocas.
A Sara volta outra! E desta vez, não irei ceder perante as dificuldades e obstáculos que no meu caminho se atravessarem. . ."
Bem, este texto, como já devem ter reparado, foi escrito durante a minha viagem de regresso destas belas férias [não devia ter mais nada para fazer ~_~]. Como até o achei engraçadito decido postá-lo, não vou dizer que espero que gostem, pois tal é impossível, mas sim agradecer a todos aqueles, que imagino que sejam muitos [ahahaha piadinha -_-] que perderam 5 minutos do seu precioso tempo a ler este blog. A todos MUITO OBRIGADA pela distinção :'P
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Olimpo *_*
Não posso, e no fundo não consigo, acrescentar mais nada, o vídeo mostra tudo :'X
Obrigada Flávia :D Ficou LINDO!
*_*
quarta-feira, 30 de julho de 2008
A New Life *_*
Há muito tempo que este post espera ser publicado. . Não o fiz antes pois não tinha certezas suficientes se o deveria fazer, ou melhor, não sabia se o poderia fazer. Hoje tive essa certeza e aqui estou eu :D
Acabei de virar a página, terminar uma fase da minha vida e tentar começar do zero. Longe daqui, longe desta vida que já se começava a tornar insuportável. Mas, tudo tem o seu lado negativo. . . Essa nova vida será iniciada longe das pessoas que mais amo no Mundo.
Para trás ficarão os dois anos da pré, os três anos da escola primária, os cinco anos na Gomes Eanes e os três anos da ESFA! Como o tempo passa. . . Durante estes anos conheci pessoas que me marcaram, por boas ou más razões, mas todas elas se tornaram numa parte da minha vida. Há coisas que nunca se esquecem e tenho pequenas recordações, dos tempos mais antigos, que ainda hoje prevalecem e que nunca mais serão esquecidas. Ainda me lembro do primeiro dia que fui para a escola. . Ao contrário de muitos, eu queria ir para lá! Era talvez o único lugar onde me sentia verdadeiramente "em casa". Estupidez minha? Talvez. Com o passar dos anos fui perdendo um certo interesse (esta parte era desnecessária) mas nunca deixei de gostar de tudo o que vivia. Desde o primeiro ano, altura em que fiz dois anos num na escola, que fui habituada a estar sempre em turmas com pessoas mais velhas que eu. Sentia-me bem no meio deles, isso também me fazia parecer um pouco mais adulta mesmo que não o fosse. Cheguei ao 2º ciclo com nove anos, acabados de fazer, e olhava para tudo com tal expectativa que chegava a pensar o que fazia eu tão nova no meio daqueles "matulões" todos. Ahahaha. [ Naquela altura eu era pequenina :x ] Foi ali que cresci, que tive os meus primeiros grandes amigos, o primeiro amor mais a sério, as primeiras maluqueiras mais drásticas. . . Enfim. Uma panóplia de aventuras que, contadas, davam decerto um livro bem engraçado. O 9º ano deve ter sido o melhor de todos até então. . . Foi simplesmente único! Seguiu-se a ESFA. . . Não sabia bem o porquê mas julgava que ia odiar andar ali, era demais para mim. . [tinha nesta altura 14 anos]. Com o passar do tempo aprendi a gostar daquele lugar. . . A pouco e pouco mostrava ter qualquer coisa de especial, era tudo muito diferente mas muito igual simultaneamente. Este mistério fascinava-me. Após uns 10º e 11º anos normais [ de salientar apenas as viagem de dois dias a Lisboa (10º) e à Corunha (11º). Nesta última descobri que tenho um quadro profundo num museu espanhol juntamente com a Sílvia (tem um buraco xD) e fizeram-se as primeiras experiências da 'posição do copo'. . .AhAhAh. Nem vale a pena dizer que tanto numa como noutra o sono foi trocado pela galhofa e a tentativa de directas, frustradas por parte de alguns]. Agora sim. . . o 12º ano! Bem, esse superou o incrível 9º ano de longe! Foi mais que único. . Foi perfeito! Sem dúvida o melhor ano de todos! Ganhei um grupinho fantástico de amigos que viraram anjos, ganhei três gémeos e mais dois irmãos falsos, ganhei aventuras, histórias. . .
Hoje, quando entrei na ESFA, provavelmente pela última vez ( em actos oficiais xD), passaram-me pela cabeça todos esses momentos e deu-me uma vontade enorme de voltar atrás. Voltar a viver tudo aquilo de novo, sem mudar nada. . Com as mesmas pessoas, nos mesmos sítios, da mesma maneira. . .Só assim valeria a pena e, até os momentos menos bons, eu quereria repetir pois em todos eles sentia que tinha do meu lado pessoas que em momento algum me abandonaram e que sempre estiveram ali a apoiar. Olhava para todos os cantos e todos eles me traziam recordações. As entradas dos pavilhões na quais fazíamos aquelas asneiritas (os belos cinco minutos, não é Flávia?), os dias em que apanhávamos o Jerome a pintar a parede e depois ficávamos a ler as revistas que supostamente lá estavam para a tinta não pingar no chão, os cacifos, o quadro do "vendo cu", os dias em que íamos brincar com as garrafas de água para a relva e depois nos expulsavam de lá, aquelas tardes e manhãs em que íamos fazer escândalos para a biblioteca a interpretar poemas de forma menos própria e depois desatávamos às gargalhadas e, para variar, também éramos expulsos, os joguinhos de matrecos a fazer sons estranhos, as conversas paralelas às aulas em que púnhamos papéis de colados na janela para que os da janela do pavilhão da frente respondessem, as brincadeiras no laboratório, os desenhos no quadro nos intervalos. . . Vou ter saudades de tudo! Das salas geladas logo pela manhã, de dançar kuduro com a MJ em cima das mesas enquanto supostamente estaríamos a fazer um trabalho, de tirar fotos nas aulas de matemática com flash, das aulas de português que tinham que ser gravadas para que se conseguisse apanhar tudo o que a professora dizia, dos abaixo-assinados que fazíamos para calar a professora, dos papeis que voavam pelas mesas todas sem que ela se apercebesse, das calinadas constantes que apanhávamos deles e depois nos púnhamos a rir horas seguidas, os desenhos nas mesas, dos mistos (quase sempre frios) mas que não sabem bem em nenhum outro lugar do mundo, dos almoços na cantina em que éramos sempre os últimos a sair, das vezes em que deixámos de comer porque começávamos com histórias porcas à mesa ( ex: blhac! Esse puré parece vomitado..), das idas à casa-de-banho aos montes, do belo do chocolate sempre à hora de almoço, das conversas com a D.Rosa que descambavam sempre para a badalhoquice, dos poemas que escrevíamos ao Agnelo e que ele adorava, até das vezes em que fazíamos parzinhos entre os funcionários ( D.Natália e Sr. Zé Tic- Tac que nunca apareciam quando eram precisos, o Sr. Luís e a D.Laurinda sempre na arrecadação. . .), dos saltos do Jerome nos intervalos, dos moches no meio do chão do pavilhão C, das arrecadações do swing, das experiências laboratoriais que davam sempre errado porque eram aldrabadas. . . Enfim. Todos aqueles pequenos momentos em que estávamos sempre juntos!
Claro que até as aulas tinham o seu q.b. de cómicas. .
As stressadas aulas de biologia em que não ouvia nada porque passava o tempo a encher as margens do livro da Sii de poemas (mais tarde apanhados pelo Nelito xD), as de AP em que íamos para a biblioteca fazer 'nenhum', as de matemática que apesar de sérias tornavam-se divertidas, as de EF em que fazíamos o que queríamos, as de FQ em que púnhamos a professora com os cabelos em pé, e sem nunca esquecer as de português! Essas sim! A tia Juju era o auge *_* Quando ela trocava os 'v' pelos 'b' e depois não sabíamos como se escreviam as palavras que ela dizia, quando me chamava Marlene (:@) mesmo com toda a gente a dizer que era a Sara -.- , sinceramente ninguém ouvia nada daquelas aulas mas ela nem dava por isso tal era o entusiasmo com que falava. . Não dá para descrever nem metade! Ai. . O baile e a viagem de finalistas *_* Momentos únicos! Lindos! Perfeitos! Memoráveis!
Agora tudo isso acabou.
Já não somos mais os miúdos do liceu! Já não temos as facilidades que tínhamos outrora, já não podemos estudar nas vésperas. . . Começa uma vida de responsabilidades na qual estamos dependentes de nós próprios. O que eu odeio esta frase --'
Quero voltar atrás! Quero os meus amigos de volta! Quero a minha vida de criança de volta! TUDO!
Eu sei que tal é impossível x(
Eu sei que nada vai voltar. . .
Agora, cá vou eu com 17 anos para longe. . .Futura advogada/juíza deste país a cair no declínio total. Não sei o que vou fazer daqui em diante mas, por agora, não quero pensar nisso também.
Apesar de tudo, estou feliz.
Agora sim, mais do que nunca =D
Acabei de virar a página, terminar uma fase da minha vida e tentar começar do zero. Longe daqui, longe desta vida que já se começava a tornar insuportável. Mas, tudo tem o seu lado negativo. . . Essa nova vida será iniciada longe das pessoas que mais amo no Mundo.
Para trás ficarão os dois anos da pré, os três anos da escola primária, os cinco anos na Gomes Eanes e os três anos da ESFA! Como o tempo passa. . . Durante estes anos conheci pessoas que me marcaram, por boas ou más razões, mas todas elas se tornaram numa parte da minha vida. Há coisas que nunca se esquecem e tenho pequenas recordações, dos tempos mais antigos, que ainda hoje prevalecem e que nunca mais serão esquecidas. Ainda me lembro do primeiro dia que fui para a escola. . Ao contrário de muitos, eu queria ir para lá! Era talvez o único lugar onde me sentia verdadeiramente "em casa". Estupidez minha? Talvez. Com o passar dos anos fui perdendo um certo interesse (esta parte era desnecessária) mas nunca deixei de gostar de tudo o que vivia. Desde o primeiro ano, altura em que fiz dois anos num na escola, que fui habituada a estar sempre em turmas com pessoas mais velhas que eu. Sentia-me bem no meio deles, isso também me fazia parecer um pouco mais adulta mesmo que não o fosse. Cheguei ao 2º ciclo com nove anos, acabados de fazer, e olhava para tudo com tal expectativa que chegava a pensar o que fazia eu tão nova no meio daqueles "matulões" todos. Ahahaha. [ Naquela altura eu era pequenina :x ] Foi ali que cresci, que tive os meus primeiros grandes amigos, o primeiro amor mais a sério, as primeiras maluqueiras mais drásticas. . . Enfim. Uma panóplia de aventuras que, contadas, davam decerto um livro bem engraçado. O 9º ano deve ter sido o melhor de todos até então. . . Foi simplesmente único! Seguiu-se a ESFA. . . Não sabia bem o porquê mas julgava que ia odiar andar ali, era demais para mim. . [tinha nesta altura 14 anos]. Com o passar do tempo aprendi a gostar daquele lugar. . . A pouco e pouco mostrava ter qualquer coisa de especial, era tudo muito diferente mas muito igual simultaneamente. Este mistério fascinava-me. Após uns 10º e 11º anos normais [ de salientar apenas as viagem de dois dias a Lisboa (10º) e à Corunha (11º). Nesta última descobri que tenho um quadro profundo num museu espanhol juntamente com a Sílvia (tem um buraco xD) e fizeram-se as primeiras experiências da 'posição do copo'. . .AhAhAh. Nem vale a pena dizer que tanto numa como noutra o sono foi trocado pela galhofa e a tentativa de directas, frustradas por parte de alguns]. Agora sim. . . o 12º ano! Bem, esse superou o incrível 9º ano de longe! Foi mais que único. . Foi perfeito! Sem dúvida o melhor ano de todos! Ganhei um grupinho fantástico de amigos que viraram anjos, ganhei três gémeos e mais dois irmãos falsos, ganhei aventuras, histórias. . .
Hoje, quando entrei na ESFA, provavelmente pela última vez ( em actos oficiais xD), passaram-me pela cabeça todos esses momentos e deu-me uma vontade enorme de voltar atrás. Voltar a viver tudo aquilo de novo, sem mudar nada. . Com as mesmas pessoas, nos mesmos sítios, da mesma maneira. . .Só assim valeria a pena e, até os momentos menos bons, eu quereria repetir pois em todos eles sentia que tinha do meu lado pessoas que em momento algum me abandonaram e que sempre estiveram ali a apoiar. Olhava para todos os cantos e todos eles me traziam recordações. As entradas dos pavilhões na quais fazíamos aquelas asneiritas (os belos cinco minutos, não é Flávia?), os dias em que apanhávamos o Jerome a pintar a parede e depois ficávamos a ler as revistas que supostamente lá estavam para a tinta não pingar no chão, os cacifos, o quadro do "vendo cu", os dias em que íamos brincar com as garrafas de água para a relva e depois nos expulsavam de lá, aquelas tardes e manhãs em que íamos fazer escândalos para a biblioteca a interpretar poemas de forma menos própria e depois desatávamos às gargalhadas e, para variar, também éramos expulsos, os joguinhos de matrecos a fazer sons estranhos, as conversas paralelas às aulas em que púnhamos papéis de colados na janela para que os da janela do pavilhão da frente respondessem, as brincadeiras no laboratório, os desenhos no quadro nos intervalos. . . Vou ter saudades de tudo! Das salas geladas logo pela manhã, de dançar kuduro com a MJ em cima das mesas enquanto supostamente estaríamos a fazer um trabalho, de tirar fotos nas aulas de matemática com flash, das aulas de português que tinham que ser gravadas para que se conseguisse apanhar tudo o que a professora dizia, dos abaixo-assinados que fazíamos para calar a professora, dos papeis que voavam pelas mesas todas sem que ela se apercebesse, das calinadas constantes que apanhávamos deles e depois nos púnhamos a rir horas seguidas, os desenhos nas mesas, dos mistos (quase sempre frios) mas que não sabem bem em nenhum outro lugar do mundo, dos almoços na cantina em que éramos sempre os últimos a sair, das vezes em que deixámos de comer porque começávamos com histórias porcas à mesa ( ex: blhac! Esse puré parece vomitado..), das idas à casa-de-banho aos montes, do belo do chocolate sempre à hora de almoço, das conversas com a D.Rosa que descambavam sempre para a badalhoquice, dos poemas que escrevíamos ao Agnelo e que ele adorava, até das vezes em que fazíamos parzinhos entre os funcionários ( D.Natália e Sr. Zé Tic- Tac que nunca apareciam quando eram precisos, o Sr. Luís e a D.Laurinda sempre na arrecadação. . .), dos saltos do Jerome nos intervalos, dos moches no meio do chão do pavilhão C, das arrecadações do swing, das experiências laboratoriais que davam sempre errado porque eram aldrabadas. . . Enfim. Todos aqueles pequenos momentos em que estávamos sempre juntos!
Claro que até as aulas tinham o seu q.b. de cómicas. .
As stressadas aulas de biologia em que não ouvia nada porque passava o tempo a encher as margens do livro da Sii de poemas (mais tarde apanhados pelo Nelito xD), as de AP em que íamos para a biblioteca fazer 'nenhum', as de matemática que apesar de sérias tornavam-se divertidas, as de EF em que fazíamos o que queríamos, as de FQ em que púnhamos a professora com os cabelos em pé, e sem nunca esquecer as de português! Essas sim! A tia Juju era o auge *_* Quando ela trocava os 'v' pelos 'b' e depois não sabíamos como se escreviam as palavras que ela dizia, quando me chamava Marlene (:@) mesmo com toda a gente a dizer que era a Sara -.- , sinceramente ninguém ouvia nada daquelas aulas mas ela nem dava por isso tal era o entusiasmo com que falava. . Não dá para descrever nem metade! Ai. . O baile e a viagem de finalistas *_* Momentos únicos! Lindos! Perfeitos! Memoráveis!
Agora tudo isso acabou.
Já não somos mais os miúdos do liceu! Já não temos as facilidades que tínhamos outrora, já não podemos estudar nas vésperas. . . Começa uma vida de responsabilidades na qual estamos dependentes de nós próprios. O que eu odeio esta frase --'
Quero voltar atrás! Quero os meus amigos de volta! Quero a minha vida de criança de volta! TUDO!
Eu sei que tal é impossível x(
Eu sei que nada vai voltar. . .
Agora, cá vou eu com 17 anos para longe. . .Futura advogada/juíza deste país a cair no declínio total. Não sei o que vou fazer daqui em diante mas, por agora, não quero pensar nisso também.
Apesar de tudo, estou feliz.
Agora sim, mais do que nunca =D
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sinto-me a definhar completamente. Tento olhar à minha volta e parece que nada vejo, que nada tem existência e muito menos significado. Pergunto quem sou eu e o que faço eu aqui, qual o meu papel afinal nesta vida. . .
Tudo parece uma mentira, tudo fora criado para que possamos viver minimamente felizes, para que nos possamos sentir realizados de alguma forma, capazes e com razões para sorrir.
Tento ser como todos e acabo por não ser como ninguém, talvez no fundo eu própria não seja ninguém. Dou por mim a mentir para proteger sentimentos, pessoas, emoções escondidas. . . prometo que será a última vez mas tudo é retomado instantes depois. Porquê? Será a necessidade de mentir demasiado forte para que possamos lutar contra ela? Não! Não pode ser. . Repito incessantemente esta frase para mim, talvez na ânsia de eu própria me convencer de que tal é verdade, de que a mentira se tornará dispensável neste Mundo cada vez mais verdadeiramente falso.
Comecei a escrever com raiva de mim própria, com vontade de partir o próprio teclado tal era a força com que premia as teclas! Digamos que a música pseudo-deprimente que estou a ouvir não representa propriamente uma ajuda para que tal não aconteça mas estou bem assim. . A curtir o meu desespero, a minha própria sepultura. Bolas! Estou a transformar-me numa cortadora de pulsos, ironicamente.
Enfim.
Há uns tempos criei um novo conceito: falsidade saudável. Aaha! Passou-se, pensariam vocês (pequena, e quando digo pequena é mesmo pequena, comunidade que ainda se dá ao trabalho de ler este blog). Mas não. . . Estou perfeitamente consciente daquilo que provém da minha inspirada autoria. Por vezes perguntam-nos se estamos bem, se temos algum problema e nós, apesar de até estarmos talvez repletos deles, dizemos com um ligeiro esboçar de um sorriso que não, que está tudo bem. Eu adaptei esta táctica como sendo o meu escape. . . Não consiste em mentir àqueles que comigo se preocupam, por muito poucos que eles sejam, mas sim em evitar incomodar os outros com problemas e dilemas diários que só a mim me pertencem. Prefiro guardar tudo isso só para mim, se um dia me afundar, que assim o seja, mas irei sozinha com os meus problemas! Não terei o peso na consciência de que arrastei alguém na minha desgraça interior, na minha miserável existência. . Uma falsa existência, é certo.
Posso até comparar a minha existência à minha sombra. . Ora, se dizem que a nossa existência tem uma razão de ser, que todos temos uma luz que nos incentiva diariamente a viver então poderá, tal como já referi, estabelecer-se uma analogia entre a existência e a sombra, esta também provocada por uma luz: o Sol. O único senão a colocar-se sobre esta teoria será que, pelo menos para mim, não há nenhuma luz que se digne a guiar a minha existência, daí ela ser tão falsa, tão inútil. . Poderia até dizer que não há sol na minha vida e, por isso, até a minha sombra acabará por desaparecer. Eu sei que tenho muitas pessoas que nunca me abandonam, que nunca deixam de acreditar em mim e nas minhas capacidades, que me amam. . blá blá blá. EU SEI DISSO! Mas até essas pessoas acabarão por nos deixar. . Nunca nada é definivamente nosso! Há sempre algo ou alguém que teima em roubar-nos tudo o que ainda nos resta e, quando tal acontece, morremos, nem que seja interiormente, é aqui que perdemos a razão de viver e a nossa existência se torna falsa. Bah! O que poderei dizer? GodBye? Talvez não. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: se um dia me roubarem, ou eu própria perder, o amor e a amizade de certas pessoas, uma parte de mim morrerá mesmo, morrerá aquela que não sabe viver. . . Sem eles, sem tudo aquilo a que eles já me habituaram. . . Pouco a pouco desvanecer-se-à até que. . . puff! Talvez um dia tudo volte ao normal. .
Até lá. . .
Tudo parece uma mentira, tudo fora criado para que possamos viver minimamente felizes, para que nos possamos sentir realizados de alguma forma, capazes e com razões para sorrir.
Tento ser como todos e acabo por não ser como ninguém, talvez no fundo eu própria não seja ninguém. Dou por mim a mentir para proteger sentimentos, pessoas, emoções escondidas. . . prometo que será a última vez mas tudo é retomado instantes depois. Porquê? Será a necessidade de mentir demasiado forte para que possamos lutar contra ela? Não! Não pode ser. . Repito incessantemente esta frase para mim, talvez na ânsia de eu própria me convencer de que tal é verdade, de que a mentira se tornará dispensável neste Mundo cada vez mais verdadeiramente falso.
Comecei a escrever com raiva de mim própria, com vontade de partir o próprio teclado tal era a força com que premia as teclas! Digamos que a música pseudo-deprimente que estou a ouvir não representa propriamente uma ajuda para que tal não aconteça mas estou bem assim. . A curtir o meu desespero, a minha própria sepultura. Bolas! Estou a transformar-me numa cortadora de pulsos, ironicamente.
Enfim.
Há uns tempos criei um novo conceito: falsidade saudável. Aaha! Passou-se, pensariam vocês (pequena, e quando digo pequena é mesmo pequena, comunidade que ainda se dá ao trabalho de ler este blog). Mas não. . . Estou perfeitamente consciente daquilo que provém da minha inspirada autoria. Por vezes perguntam-nos se estamos bem, se temos algum problema e nós, apesar de até estarmos talvez repletos deles, dizemos com um ligeiro esboçar de um sorriso que não, que está tudo bem. Eu adaptei esta táctica como sendo o meu escape. . . Não consiste em mentir àqueles que comigo se preocupam, por muito poucos que eles sejam, mas sim em evitar incomodar os outros com problemas e dilemas diários que só a mim me pertencem. Prefiro guardar tudo isso só para mim, se um dia me afundar, que assim o seja, mas irei sozinha com os meus problemas! Não terei o peso na consciência de que arrastei alguém na minha desgraça interior, na minha miserável existência. . Uma falsa existência, é certo.
Posso até comparar a minha existência à minha sombra. . Ora, se dizem que a nossa existência tem uma razão de ser, que todos temos uma luz que nos incentiva diariamente a viver então poderá, tal como já referi, estabelecer-se uma analogia entre a existência e a sombra, esta também provocada por uma luz: o Sol. O único senão a colocar-se sobre esta teoria será que, pelo menos para mim, não há nenhuma luz que se digne a guiar a minha existência, daí ela ser tão falsa, tão inútil. . Poderia até dizer que não há sol na minha vida e, por isso, até a minha sombra acabará por desaparecer. Eu sei que tenho muitas pessoas que nunca me abandonam, que nunca deixam de acreditar em mim e nas minhas capacidades, que me amam. . blá blá blá. EU SEI DISSO! Mas até essas pessoas acabarão por nos deixar. . Nunca nada é definivamente nosso! Há sempre algo ou alguém que teima em roubar-nos tudo o que ainda nos resta e, quando tal acontece, morremos, nem que seja interiormente, é aqui que perdemos a razão de viver e a nossa existência se torna falsa. Bah! O que poderei dizer? GodBye? Talvez não. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: se um dia me roubarem, ou eu própria perder, o amor e a amizade de certas pessoas, uma parte de mim morrerá mesmo, morrerá aquela que não sabe viver. . . Sem eles, sem tudo aquilo a que eles já me habituaram. . . Pouco a pouco desvanecer-se-à até que. . . puff! Talvez um dia tudo volte ao normal. .
Até lá. . .
quarta-feira, 23 de julho de 2008
<3
Podia estar horas a escrever sobre ti, a dizer o quão especial te tornaste para mim em tão pouco tempo mas nunca conseguiria demonstrar tudo o que sinto, tudo o que despertas em mim, as sensações, aquelas vontades estranhas, depois de uma certa hora, que só tu sabes provocar. . . Enfim.
Não dá para explicar o que vivemos naquela tarde, naquela noite. . . Foi tudo tão mágico, tão único, tão perfeito que só desejava que nunca terminasse! O pôr-do-sol visto do melhor sítio, a melhor paisagem, as melhores estrelas, o melhor vento, a melhor companhia. . Tornaste aquele encontro mais que perfeito. Foi nosso e isso bastou :D
Cada abraço, cada carinho, cada olhar e mesmo até quando me fazias cócegas [:@] . . tudo isso valeu a pena. Repetiria tudo! Até a parte em que me bateste. . xD
Lembras'te quando eu disse "Como é que isto aconteceu assim?" e tu respondeste "Não faço ideia. . . Mas valeu a pena." ? Estas frases resumem tudo. Tudo aconteceu depressa, sem explicação mas não se tornou menos intenso por isso. . Muito pelo contrário.
Teria ficado lá contigo para sempre. . Do alto de tudo, com o Mundo aos nossos pés!
Finalmente, deste-me a noite que me devias :) Mas em contrapartida, agora deves-me muitas mais. . .
Ah, claro que ainda tenho que terminar aquilo que comecei :D Não me esqueço! Naquele momentinho final apanhei'te mesmo de surpresa. . Ahahaha!
Obrigada Amor :D
Por estares sempre do meu lado, pelo apoio, por me fazeres tão feliz. . .
Agora, mais do que nunca, sei que tudo o que passamos valeu a pena!
Não dá para explicar o que vivemos naquela tarde, naquela noite. . . Foi tudo tão mágico, tão único, tão perfeito que só desejava que nunca terminasse! O pôr-do-sol visto do melhor sítio, a melhor paisagem, as melhores estrelas, o melhor vento, a melhor companhia. . Tornaste aquele encontro mais que perfeito. Foi nosso e isso bastou :D
Cada abraço, cada carinho, cada olhar e mesmo até quando me fazias cócegas [:@] . . tudo isso valeu a pena. Repetiria tudo! Até a parte em que me bateste. . xD
Lembras'te quando eu disse "Como é que isto aconteceu assim?" e tu respondeste "Não faço ideia. . . Mas valeu a pena." ? Estas frases resumem tudo. Tudo aconteceu depressa, sem explicação mas não se tornou menos intenso por isso. . Muito pelo contrário.
Teria ficado lá contigo para sempre. . Do alto de tudo, com o Mundo aos nossos pés!
Finalmente, deste-me a noite que me devias :) Mas em contrapartida, agora deves-me muitas mais. . .
Ah, claro que ainda tenho que terminar aquilo que comecei :D Não me esqueço! Naquele momentinho final apanhei'te mesmo de surpresa. . Ahahaha!
Obrigada Amor :D
Por estares sempre do meu lado, pelo apoio, por me fazeres tão feliz. . .
Agora, mais do que nunca, sei que tudo o que passamos valeu a pena!
*.* Meu Ruben *.*
<3
Tinha prometido a mim mesma que nunca mais voltaria a escrever aqui. Tentei apagar definitivamente o blog mas nem disso fui capaz. Talvez porque seja uma das poucas coisas que eu posso dizer que seja mesmo minha, porque é a minha história que está aqui espelhada e essa ninguém poderá alterar. Pode ser alegre, triste, sufocante, deprimente. . . Mas é minha! Ao longo de um ano por muitas coisas passei. Criei este espaço a pedido de uma amiga/irmã e cheguei a um ponto que estava de tal maneira envolvida que começava a ficar viciada. Já me revoltei muitas vezes também, já tive vontade de apagar tudo, de esquecer algumas das coisas que aqui estão mas nunca fui capaz. Por muito más recordações que o sejam agora, todas elas já foram especiais. . .Uma vida nunca se pode apagar não é? Infelizmente, é certo. Há certas coisas que poderiam ser apagadas eternamente. Enfim, é nestas peque nas coisas que percebemos o quão vulneráveis somos, talvez a nossa vida não seja realmente nossa, talvez seja comandada por alguém superior mesmo que nós não nos apercebamos de tal facto. . Talvez nunca encontraremos respostas para tais perguntas. . Talvez seja melhor assim.
Hoje tive mesmo necessidade de vir aqui. Não consegui suportar tudo o que estava a sentir, precisava de o escrever, exteriorizar a minha raiva, a minha dor, a minha angústia da mesma maneira que sempre fiz.
Talvez ande demasiado ausente da vida daqueles que mais precisam de mim, não me consigo aperceber de que estão mal, que precisam do meu apoio, da minha ajuda . . Falho como filha, como amiga, como irmã. . Tudo.
Sempre me julguei uma pessoa forte. Capaz de suportar as maiores dificuldades, de enfrentar os meus problemas, de ajudar os que me rodeavam. . Sempre julguei que não era qualquer pessoa que me conseguiria deitar abaixo, que do alto da minha força quase nada me faria entrar na "fossa", por assim dizer. Ultimamente tenho-me apercebido exactamente do oposto. São mais os dias em que estou em baixo do que aqueles em que sou capaz de acordar e sorrir porque a vida é bela -.-
Não sei qual o porquê para que tal aconteça, talvez faça demasiados filmes acerca de assuntos, nos quais nem sequer devia pensar, talvez ande demasiado pessimista ou, talvez, apenas agora tenha começado a aperceber-me do que realmente é a vida.
Há certas coisas que até podem fugir do nosso controlo mas há uma que nem a pessoa mais forte será capaz de enfrentar: a morte. Já perdi muitas pessoas, todas as vezes que via partir alguém doía, cada uma à sua maneira, mas houve uma que me custou particularmente. . . A morte do meu avô. Foi sem dúvida a pessoa que mais me marcou, pelo que era, pelo que significava para mim. . . Por que é que temos que perder estas pessoas? Por que é que ele morreu? Por que é que ele não volta? Preciso tanto dele aqui! Das mãos calejadas dele quando me abraçava, quando me sentava no colo dele, quando me levava a passear. A voz dele, os gestos, o olhar *.* Herdei a cor dos olhos dele, só isso os torna especiais para mim. Nada me orgulha mais do que me dizerem "Tens os olhos do teu avô!". . Literalmente, claro. Queria tê-lo ao meu lado de novo, tal como há 10 anos o tinha. . Quantas vezes já desejei ir para junto dele mas sei que não seria a solução e que o iria deixar desiludido. Não quero isso, quero que ele tenha orgulho em mim, naquilo que sou, na pessoa que ele próprio ajudou a criar. Posso errar muitas vezes mas aqui prometo. . Avô, não te voltarei a desiludir x'D
Por muito que eu desejo o contrário, dentro de pouco tempo irei perder algumas das pessoas mais improtantes da minha vida. POR QUE É QUE TEM DE SER ASSIM? Se mais cedo ou mais tarde temos de perder as pessoas que amamos, por que é que elas têm que se atravessar no nosso caminho? Não seria muito mais fácil vivermos sozinhos? Ou, pelo menos, apenas peço para que eu desapareça antes delas. . .Não existe pior dor do que aquela que sentimos quando perdemos alguém que amamos, quando sentimos aquele vazio que nada nem ninguém consegue preencher e, por muito que o tempo passe, à feridas que nunca saram, há sentimentos que nunca mudam, há uma dor que nunca desaparece, há memórias que nunca se esquecem. .
Vai custar tanto olhar para trás, passar por aqueles sítios que tanto significado têm e já não podermos viver nada do que outrora vivemos. Por momentos, como que em pequenos flashes, vão passar'nos pela cabeça todas as gargalhadas, todas as histórias, todas as aventuras, todos os momentos bons e até os maus, nos quais ficavamos horas a dar conselhos, muitas das vezes sem sentido nenhum, ou até bastava ficarmos em silêncio para que o outro sentisse que estavamos ali, para tudo o que fosse preciso. Como nos iremos sentir? Saudades por o termos vivido? Sofrimento por não o voltarmos a ter? Grrrr. Por vezes chego a pensar se haverá alguma razão suficientemente forte para que possamos viver.
Há uns dias, deparei-me com uma situação estranha. Eutanásia. Nunca tinha pensado sequer neste assunto. . . Quer dizer, sabia o que era, algumas das razões que levavam a tais pedidos desesperados de morte. Chegava a estar de acordo com tais actos, achava-me capaz de 'ajudar a morrer' desde que a razão fosse acabar com o sofrimento. Simplesmnte nunca tinha colocado a questão da maneira que eu vi. . . A situação consistia no facto de um casal, que era muito apaixonado, tinha tudo para ser feliz. De um momento para o outro ela perde o bebé de que estava à espera, ele tem um acidente e sabe que vai ficar imobilizado para o resto da vida. Com o passar do tempo, além de nunca mais poder andar, iria precisar de ajuda para respirar ou seja, tornar-se-ia um "corpo morto". Ele, pediu-lhe para o ajudar a acabar com aquele sofrimento, para o esquecer e se afastar da vida dele porque não tinha o direito de a prender a alguém assim, incapaz de a fazer feliz, de lhe dar aquilo com que ela havia sonhado. . . Se o amava tanto como dizia, teria de lhe fazer aquele vontade pois era o seu maior desejo, morrer. Ao início, ela dizia que não conseguia fazer o que ele lhe estava a pedir mas, ao contrário do que eu esperava, ela cumpriu o desejo dele. Retirou-lhe a máscara de oxigénio e ficou ali, a vê-lo morrer enquanto ele lhe pedia para não chorar, queria apenas ver o sorriso dela para poder levar consigo essa imagem.
Por muito que eu tente não me consigo imaginar em tal situação. De uma coisa tenho a certeza, não o conseguiria fazer. . . Nunca iria suportar a ausência física dele, ajudá-lo a morrer seria como que uma desistência da sua própria vida. . Poderia até estar a ser egoísta, a pensar apenas nos meus sentimentos mas, na verdade iria estar sempre a cometer um crime, estaria a matar a pessoa que amo. Isso custaria mais do que vê-lo daquela maneira. . Não estaria a perder a minha vida, não estaria presa a alguém que não conseguiria concretzar todos os meus sonhos. . Talvez por que ele era a minha vida e todos os meus sonhos passavam por ele, por estar junto dele! Por que o amor que sentia iria ser maior que tudo o resto e seria capaz de tornar aqele sofrimento menor. . Nunca o iria abandonar! [Por isto te pedi para que nunca fizesses aquele pedido. .]
Assim que for possível, colocarei a última parte da série.
Não consigo escrever mais por agora sobre este assunto.
O texto não possui título pois não consegui encontrar nenhum que se justificasse ao ponto de o publicar. Fica assim por enquanto.
Hoje tive mesmo necessidade de vir aqui. Não consegui suportar tudo o que estava a sentir, precisava de o escrever, exteriorizar a minha raiva, a minha dor, a minha angústia da mesma maneira que sempre fiz.
Talvez ande demasiado ausente da vida daqueles que mais precisam de mim, não me consigo aperceber de que estão mal, que precisam do meu apoio, da minha ajuda . . Falho como filha, como amiga, como irmã. . Tudo.
Sempre me julguei uma pessoa forte. Capaz de suportar as maiores dificuldades, de enfrentar os meus problemas, de ajudar os que me rodeavam. . Sempre julguei que não era qualquer pessoa que me conseguiria deitar abaixo, que do alto da minha força quase nada me faria entrar na "fossa", por assim dizer. Ultimamente tenho-me apercebido exactamente do oposto. São mais os dias em que estou em baixo do que aqueles em que sou capaz de acordar e sorrir porque a vida é bela -.-
Não sei qual o porquê para que tal aconteça, talvez faça demasiados filmes acerca de assuntos, nos quais nem sequer devia pensar, talvez ande demasiado pessimista ou, talvez, apenas agora tenha começado a aperceber-me do que realmente é a vida.
Há certas coisas que até podem fugir do nosso controlo mas há uma que nem a pessoa mais forte será capaz de enfrentar: a morte. Já perdi muitas pessoas, todas as vezes que via partir alguém doía, cada uma à sua maneira, mas houve uma que me custou particularmente. . . A morte do meu avô. Foi sem dúvida a pessoa que mais me marcou, pelo que era, pelo que significava para mim. . . Por que é que temos que perder estas pessoas? Por que é que ele morreu? Por que é que ele não volta? Preciso tanto dele aqui! Das mãos calejadas dele quando me abraçava, quando me sentava no colo dele, quando me levava a passear. A voz dele, os gestos, o olhar *.* Herdei a cor dos olhos dele, só isso os torna especiais para mim. Nada me orgulha mais do que me dizerem "Tens os olhos do teu avô!". . Literalmente, claro. Queria tê-lo ao meu lado de novo, tal como há 10 anos o tinha. . Quantas vezes já desejei ir para junto dele mas sei que não seria a solução e que o iria deixar desiludido. Não quero isso, quero que ele tenha orgulho em mim, naquilo que sou, na pessoa que ele próprio ajudou a criar. Posso errar muitas vezes mas aqui prometo. . Avô, não te voltarei a desiludir x'D
Por muito que eu desejo o contrário, dentro de pouco tempo irei perder algumas das pessoas mais improtantes da minha vida. POR QUE É QUE TEM DE SER ASSIM? Se mais cedo ou mais tarde temos de perder as pessoas que amamos, por que é que elas têm que se atravessar no nosso caminho? Não seria muito mais fácil vivermos sozinhos? Ou, pelo menos, apenas peço para que eu desapareça antes delas. . .Não existe pior dor do que aquela que sentimos quando perdemos alguém que amamos, quando sentimos aquele vazio que nada nem ninguém consegue preencher e, por muito que o tempo passe, à feridas que nunca saram, há sentimentos que nunca mudam, há uma dor que nunca desaparece, há memórias que nunca se esquecem. .
Vai custar tanto olhar para trás, passar por aqueles sítios que tanto significado têm e já não podermos viver nada do que outrora vivemos. Por momentos, como que em pequenos flashes, vão passar'nos pela cabeça todas as gargalhadas, todas as histórias, todas as aventuras, todos os momentos bons e até os maus, nos quais ficavamos horas a dar conselhos, muitas das vezes sem sentido nenhum, ou até bastava ficarmos em silêncio para que o outro sentisse que estavamos ali, para tudo o que fosse preciso. Como nos iremos sentir? Saudades por o termos vivido? Sofrimento por não o voltarmos a ter? Grrrr. Por vezes chego a pensar se haverá alguma razão suficientemente forte para que possamos viver.
Há uns dias, deparei-me com uma situação estranha. Eutanásia. Nunca tinha pensado sequer neste assunto. . . Quer dizer, sabia o que era, algumas das razões que levavam a tais pedidos desesperados de morte. Chegava a estar de acordo com tais actos, achava-me capaz de 'ajudar a morrer' desde que a razão fosse acabar com o sofrimento. Simplesmnte nunca tinha colocado a questão da maneira que eu vi. . . A situação consistia no facto de um casal, que era muito apaixonado, tinha tudo para ser feliz. De um momento para o outro ela perde o bebé de que estava à espera, ele tem um acidente e sabe que vai ficar imobilizado para o resto da vida. Com o passar do tempo, além de nunca mais poder andar, iria precisar de ajuda para respirar ou seja, tornar-se-ia um "corpo morto". Ele, pediu-lhe para o ajudar a acabar com aquele sofrimento, para o esquecer e se afastar da vida dele porque não tinha o direito de a prender a alguém assim, incapaz de a fazer feliz, de lhe dar aquilo com que ela havia sonhado. . . Se o amava tanto como dizia, teria de lhe fazer aquele vontade pois era o seu maior desejo, morrer. Ao início, ela dizia que não conseguia fazer o que ele lhe estava a pedir mas, ao contrário do que eu esperava, ela cumpriu o desejo dele. Retirou-lhe a máscara de oxigénio e ficou ali, a vê-lo morrer enquanto ele lhe pedia para não chorar, queria apenas ver o sorriso dela para poder levar consigo essa imagem.
Por muito que eu tente não me consigo imaginar em tal situação. De uma coisa tenho a certeza, não o conseguiria fazer. . . Nunca iria suportar a ausência física dele, ajudá-lo a morrer seria como que uma desistência da sua própria vida. . Poderia até estar a ser egoísta, a pensar apenas nos meus sentimentos mas, na verdade iria estar sempre a cometer um crime, estaria a matar a pessoa que amo. Isso custaria mais do que vê-lo daquela maneira. . Não estaria a perder a minha vida, não estaria presa a alguém que não conseguiria concretzar todos os meus sonhos. . Talvez por que ele era a minha vida e todos os meus sonhos passavam por ele, por estar junto dele! Por que o amor que sentia iria ser maior que tudo o resto e seria capaz de tornar aqele sofrimento menor. . Nunca o iria abandonar! [Por isto te pedi para que nunca fizesses aquele pedido. .]
Assim que for possível, colocarei a última parte da série.
Não consigo escrever mais por agora sobre este assunto.
O texto não possui título pois não consegui encontrar nenhum que se justificasse ao ponto de o publicar. Fica assim por enquanto.
sábado, 5 de julho de 2008
[Ideias Soltas]
Tal como seria de prever, não continuei o texto anterior no dia seguinte à sua publicação. Oh que pena, deveria pensar eu, mas não. Se o tivesse feito não iria sair nada de jeito, não tenho inspiração nem ideias que justifiquem tal obra ^^
Hoje, foi diferente. Tive mesmo de vir, não aguentava mais. . . A sensação de poder explodir a qualquer momento estava a deixar-me com vontade de adormecer e não acordar nunca mais, se é que me entendem ao usar tal eufemismo.
Voltei a escrever no meu quarto, na minha cama. Está demasiado frio para estar na varanda mas, mesmo assim, não resisto a ter a janela entreaberta. Assim ainda consigo ouvir a noite talvez isto me agrade, talvez não seja bem assim.
Afinal de contas é no murmúrio da noite que muita coisa se questiona. É sob o camuflar do escuro que as memórias vêm ter connosco e nos fazem pensar. É nestas horas de solidão que o medo ganha terreno. Quantas vezes não paramos para pensar em tudo o que se passa na nossa vida à noite? Talvez porque seja nestas horas que dedicamos um bocadinho do nosso tempo a coisas que, apesar de encaradas como insignificantes e superficiais, são essenciais. Será o tempo demasiado precioso para se perder com tais pensamentos? Não. Pelo menos não deveria ser. De que nos valerá o tempo quando cairmos do abismo porque não pensámos devidamente no que estávamos a fazer? Aí, teremos todo o tempo do Mundo mas sem razões nem motivos para usufruir dele. Mas, como em tudo na vida, a noite não é de todo sinónimo de perfeição. Nem sempre se torna uma boa conselheira (tal como acontece com a almofada :P), nem sempre pensar no escuro nos faz bem. Tantas são as questões que nos atacam incessantemente, fazendo-nos por em causa sentimentos, atitudes, ideais que sempre teimámos em seguir e respeitar. . . Valerá tudo isso a pena? Além disto, temos as memórias que, apesar de longínquas, não deixam de estar presentes e aqui surge o medo. Medo de perdermos as pessoas que mais amamos, medo de errarmos a cada passo que damos. . . Nada é fácil, por vezes somos obrigados a fazer escolhas das quais mais tarde nos vimos a arrepender, o mesmo acontece com as coisas que dizemos sem pensar e sem sentir. As emoções são difíceis de controlar e os sentimentos de ódio e rancor tornam-se superiores a qualquer outro que paire sobre nós. Tenho de aprender a controlar-me. Nunca me perdoaria se te perdesse, por pura estupidez da minha parte, não iria aguentar ficar sem ti. Quase te perdi uma vez, estava disposta a deixar tal coisa acontecer sem reagir perante o abismo em que me estava a querer afundar, mas tal não se irá repetir. Talvez sejas ainda a única razão que dá sentido a tudo o que faço. . . A verdade é que só me sinto bem se estiver sozinha e sem ter ninguém a falar comigo. Sei que pelo menos enquanto estou longe de tudo e de todos não faço asneiras, não magoo, não firo sentimentos nem destruo a vida de ninguém. Poderei destruir a minha, admito que sim, mas prefiro estar assim. Talvez goste de bater com a cabeça nas paredes. . . E depois? Algum dia algo irá ceder. Ou a minha cabeça ou a parede :S
Talvez por isto eu também escreva. A escrita tem o efeito de me acalmar, posso libertar tudo o que estou a sentir através dela. Ódio, raiva, alegria, histerismo, excitação, felicidade. . . Enfim, inúmeros sentimentos que sou incapaz de exprimir de outra maneira. Parece que já nada tem significado, olho para alguma coisa, que outrora havia sido importante, e não me diz nada. Tudo perde o valor que tanto demorou a ganhar! Tudo se perde e nada se transforma, é simplesmente substituído. Perde-se um amor, não se transforma em amizade. . . Simplesmente irá ser substituído por outro amor. Perde-se um telemóvel, não o iremos transformar noutro. Deita-se fora e substitui-se por um melhor.
A verdade é que me sinto uma estranha dentro da minha própria casa. Só o meu quarto continua a ser meu, o resto é apenas ilusão. Sinto-me prisioneira numa vida que os outros criaram para mim, nada faz sentido, tudo parece tão pensado ao pormenor que se torna falso tocando mesmo a barreira do ridículo. Eu sinto-me a pessoa mais falsa do mundo por entrar nesta falsidade iludida.
Talvez o que me fez vir aqui escrever não tenha sido o ascender de uma explosão interior mas sim o rastilho que levará a tal pois a verdadeira explosão, essa está para breve. . .
So' tenho pena que as pessoas criem ilusões a meu respeito, exijam de mim mais do que aquilo que eu posso dar e as vezes me façam parecer coisas que eu não sou.
I’M NOT A PERFECT PERSON.
I’M JUST A LIE!
Hoje, foi diferente. Tive mesmo de vir, não aguentava mais. . . A sensação de poder explodir a qualquer momento estava a deixar-me com vontade de adormecer e não acordar nunca mais, se é que me entendem ao usar tal eufemismo.
Voltei a escrever no meu quarto, na minha cama. Está demasiado frio para estar na varanda mas, mesmo assim, não resisto a ter a janela entreaberta. Assim ainda consigo ouvir a noite talvez isto me agrade, talvez não seja bem assim.
Afinal de contas é no murmúrio da noite que muita coisa se questiona. É sob o camuflar do escuro que as memórias vêm ter connosco e nos fazem pensar. É nestas horas de solidão que o medo ganha terreno. Quantas vezes não paramos para pensar em tudo o que se passa na nossa vida à noite? Talvez porque seja nestas horas que dedicamos um bocadinho do nosso tempo a coisas que, apesar de encaradas como insignificantes e superficiais, são essenciais. Será o tempo demasiado precioso para se perder com tais pensamentos? Não. Pelo menos não deveria ser. De que nos valerá o tempo quando cairmos do abismo porque não pensámos devidamente no que estávamos a fazer? Aí, teremos todo o tempo do Mundo mas sem razões nem motivos para usufruir dele. Mas, como em tudo na vida, a noite não é de todo sinónimo de perfeição. Nem sempre se torna uma boa conselheira (tal como acontece com a almofada :P), nem sempre pensar no escuro nos faz bem. Tantas são as questões que nos atacam incessantemente, fazendo-nos por em causa sentimentos, atitudes, ideais que sempre teimámos em seguir e respeitar. . . Valerá tudo isso a pena? Além disto, temos as memórias que, apesar de longínquas, não deixam de estar presentes e aqui surge o medo. Medo de perdermos as pessoas que mais amamos, medo de errarmos a cada passo que damos. . . Nada é fácil, por vezes somos obrigados a fazer escolhas das quais mais tarde nos vimos a arrepender, o mesmo acontece com as coisas que dizemos sem pensar e sem sentir. As emoções são difíceis de controlar e os sentimentos de ódio e rancor tornam-se superiores a qualquer outro que paire sobre nós. Tenho de aprender a controlar-me. Nunca me perdoaria se te perdesse, por pura estupidez da minha parte, não iria aguentar ficar sem ti. Quase te perdi uma vez, estava disposta a deixar tal coisa acontecer sem reagir perante o abismo em que me estava a querer afundar, mas tal não se irá repetir. Talvez sejas ainda a única razão que dá sentido a tudo o que faço. . . A verdade é que só me sinto bem se estiver sozinha e sem ter ninguém a falar comigo. Sei que pelo menos enquanto estou longe de tudo e de todos não faço asneiras, não magoo, não firo sentimentos nem destruo a vida de ninguém. Poderei destruir a minha, admito que sim, mas prefiro estar assim. Talvez goste de bater com a cabeça nas paredes. . . E depois? Algum dia algo irá ceder. Ou a minha cabeça ou a parede :S
Talvez por isto eu também escreva. A escrita tem o efeito de me acalmar, posso libertar tudo o que estou a sentir através dela. Ódio, raiva, alegria, histerismo, excitação, felicidade. . . Enfim, inúmeros sentimentos que sou incapaz de exprimir de outra maneira. Parece que já nada tem significado, olho para alguma coisa, que outrora havia sido importante, e não me diz nada. Tudo perde o valor que tanto demorou a ganhar! Tudo se perde e nada se transforma, é simplesmente substituído. Perde-se um amor, não se transforma em amizade. . . Simplesmente irá ser substituído por outro amor. Perde-se um telemóvel, não o iremos transformar noutro. Deita-se fora e substitui-se por um melhor.
A verdade é que me sinto uma estranha dentro da minha própria casa. Só o meu quarto continua a ser meu, o resto é apenas ilusão. Sinto-me prisioneira numa vida que os outros criaram para mim, nada faz sentido, tudo parece tão pensado ao pormenor que se torna falso tocando mesmo a barreira do ridículo. Eu sinto-me a pessoa mais falsa do mundo por entrar nesta falsidade iludida.
Talvez o que me fez vir aqui escrever não tenha sido o ascender de uma explosão interior mas sim o rastilho que levará a tal pois a verdadeira explosão, essa está para breve. . .
So' tenho pena que as pessoas criem ilusões a meu respeito, exijam de mim mais do que aquilo que eu posso dar e as vezes me façam parecer coisas que eu não sou.
I’M NOT A PERFECT PERSON.
I’M JUST A LIE!
PS1: Obrigada às minhas musas inspiradoras de hoje, Flávia e Sílvia :D Sem vocês não teria conseguido.
PS2: PÁRABÉNS NUNO GOMES *.* [Ja' e' 1:33 da manhã ou seja, dia 5 de Julho e por isso lhe dei os parabéns xD]
sexta-feira, 27 de junho de 2008
.
Deixei neste blog promessa de que hoje acabaria o texto que ontem deixei pendente. O dia passou e não fui capaz de a cumprir mas, agora, 22:53 horas do dia 27 de Julho, aqui estou eu de novo.
Optei pela mudança desta vez. Troquei a minha cama pelo chão, o meu quarto pela varanda. Talvez esta inovação a que me sujeitei me inspire e, quem sabe, se não me torna uma escritora digna de reconhecimento nacional. Pronto, além da inspiração este local também me trás alucinações, o que nem é mau de todo. Não me importava de passar os dias a sonhar se esses sonhos valessem a pena ser sonhados. Pegando no tema de ontem, hoje quase que era capaz de fazer um texto dizendo absolutamente o oposto. Talvez por que estou completamente ao ar livre desta vez, talvez por que o vento que ontem não tinha dentro daquelas quatro paredes, hoje já o consigo sentir. Que sensação *.* Muito melhor do que a que sinto no meu quarto mas, mesmo assim não trocaria. Olho para a rua e reparo que não há qualquer tipo de movimentação, excepto o eco do uivar arrepiante de alguns cães bem ao longe, não há sinais de vida nesta zona. Até eu, sinto-me quase como se estivesse morta, inactiva neste mundo destinado a parar. Enquanto escrevo mantenho algumas conversas paralelas por telemóvel. Mais um dos meus vícios (tema abordado hoje numa conversa com um amigo e que me fez pensar). Não me considero viciada em nada em particular, tenho os meus vícios e as minha drogas naturais. A música é talvez a maior deles todos, segue-se a escrita (quase tão importante como a música), o telemóvel e as pessoas. Decerto que estarão a pensar que as pessoas deveriam ser o meu vício principal, mas eu não sou assim. Tento não me agarrar a ilusões e a certezas que, muitas vezes, apenas existem na minha cabeça. Contudo, aquela tal conversa que referi à pouco, fez-me dizer uma coisa que nunca pensei ser capaz. Adiante.
(Pequena pausa para responder à mensagem da Sílvia) Tem sido uma constante nos últimos minutos. Odeio que ela me conheça tão bem, não consigo esconder-lhe o que estou a sentir. Nunca tive grande jeito para mentir mas, com ela é mesmo impossível fazer tal coisa. Ela está a achar estranho o facto de eu não estar na minha janela. Passo a explicar, a minha janela está a sensivelmente doze metros de altura e, como o vento bate lá com maior intensidade, costumo sentar-me no parapeito para ter essa sensação. Já sei que é perigoso e sempre que o meu pai me vê lá quase que lhe dá um ataque mas, é ali que eu gosto de estar. Talvez por que aquele sítio me faz recordar muitas coisas, muitas conversas, muitos momentos. Hoje abdiquei destas recordações. Estar na janela não tem a mesma graça que teve outrora, o vento já não me diz quase nada. Porquê? Bem, talvez por que as coisas de que me lembro quando lá estou também elas não me dizem nada, ou talvez me digam demasiado e eu não quero deixar que tal aconteça, ou talvez por que sim. Talvez seja este o argumento mais plausível no meio de todos os outros.
Começa a ser uma constante não conseguir encontrar explicação para as coisas que sinto e que me acontecem. Das duas uma: ou é mesmo difícil entender tudo isto ou a razão é sempre a mesma e isso começa a enervar-me profundamente. Parece que há medida que escrevo, o meu mundo se torna cada vez menos meu, se torna cada vez menos perfeito.
Momento raro: acabou de passar alguém na rua. Não sei dizer quem é até por que tive preguiça de levantar a cabeça e olhar para lá. Preferi ficar a ouvir o som dos seus passos. Ia devagar, quase caminhando ao som do bater do coração. É assim que todos andamos um pouco, perdidos sem saber bem para onde ir e que opções tomar e, por isso, caminhamos devagar. Como se em cada passo tivéssemos a esperança de descobrir um rumo, ao escutar o que se passa à nossa volta talvez sejamos capazes de encontrar uma razão ou algum tipo de “chamamento” por parte de algo ou de um alguém que nos mostre o caminho certo. Ultimamente tenho usado muito este sentido. Ouvir e calar tal como se diz na gíria popular. Enquanto escuto o que os outros me dizem não preciso de falar eu, não tenho de pensar nem sequer raciocinar e ter a preocupação de dizer frases com lógica. Assim, fico calada. Muda num mundo cada vez mais de surdos no qual ninguém dá ouvidos a ninguém. Regemo-nos pelas nossas próprias regras, as nossas ideias. A dignidade humana e o respeito pelos direitos humanos cada vez é mais escasso. Não gosto deste tema, vou prosseguir.
Posso falar por exemplo da nostalgia que sinto ao olhar para o céu, hoje perfeitamente ao meu alcance no seu todo, e não ter a sensação de olhar para a lua. Será que é lua nova? Nem quero saber. Até a lua muda. Todos mudamos, uns para melhor, outros para pior, mas todos mudamos. De vida, de opinião, de casa, de número de telemóvel, de estilo, de amigos. . . Só não podemos mudar uma coisa: quem somos. O que somos, isso sim pode ser alterado durante a vida, mas quem somos nunca muda. Vendo bem, também não podemos mudar de família, infelizmente, mas isso é outra história. Gosto da lua por isto, muda e todos o aceitam, apesar e não perceberem bem o porquê de tal acontecer. Claro que todos sabemos que está relacionado com a posição da lua em relação ao Sol e à Terra e blá blá blá. Mas, além disto, nada se questiona. Deveria ser assim em relação a tudo! Falo particularmente do meu caso. Por que é que qualquer mudança, por mínima que seja, no meu comportamento já é motivo de desconfiança e razão para alarme? ^.^ Só porque a Sara agora ouve incessantemente música aos berros, porque trocou os sons calminhos e deprimentes por “gritos e barulho”, assim carinhosamente designados pelos que me são próximos, já é sinal de insanidade. Sim, talvez esteja mesmo a ficar louca! Louca e farta. De tudo isto, dos mesmos sítios, das mesmas coisas, das mesmas pessoas. . . Enfim. Farta de tudo e farta de nada. Talvez seja este o culminar de uma situação que se arrasta à demasiado tempo mas à qual eu não dava a mínima importância.
Já são 23:48. Estamos quase a entrar num novo dia :D
Não se festeje, se fique triste por tal acontecer. Perante esta indecisão prefiro ficar indiferente.
Mais um pormenor interessante. Acabei de reparar que o meu computador está ligeiramente ‘maluco’!! Olhei para o ecrã e, naquela aplicação existente no ambiente de trabalho que nos mostra a temperatura da nossa região, chamou-me à atenção o número exorbitante que vi. Segundo a informação que me é dado, estão neste momento 86 graus no distrito de Viseu :O
Bem , ou estou a assar e não dou conta ou então até o computador está a precisar de férias. Está tudo a dar em doido -.-
É neste momento 00:00 em ponto. Olá novo dia, adeus dia velho.
As ideias começam a escassear, talvez por que algo mais importante chama por mim. Acho que era capaz de passar aqui o resto da minha vida, não necessariamente a escrever, mas neste sítio. Tal como hoje tive extrema necessidade de estar sozinha, de me isolar de tudo e fora do meu Mundo, também sinto agora necessidade de ficar aqui. Sei que não nos devemos deixar levar pelas emoções, não devemos ceder aos devaneios inimagináveis por vezes mas há coisas impossíveis de controlar. A meio de tarde, mesmo o calor sendo demasiado intenso, saí de casa sem rumo. Dei por mim no meio das árvores, sentada no cimo de uma pedra praticamente a chorar. Sim, fui para o meio da floresta :S Vagueei durante quase duas horas por caminhos e locais que, sinceramente, não me lembro de algum dia ter andado. Sabia que era o único sítio no qual não ia encontrar ninguém aquela hora. Precisava de pensar, de chorar, de explodir, de pôr as ideias em ordem. Até o meu Mundo começa a ser pequeno e demasiado “não-meu” para que me sinta bem em fazê-lo lá. Digo “não-meu” por que não consigo encontrar a palavra certa neste momento para expressar aquilo que eu queria dizer. Até as palavras já começam a faltar. Sempre que aqui venho e escrevo sobre determinados assuntos, apercebo-me do quão efémera é a vida, do tempo que por vezes perdemos com coisas tão insignificantes e fugazes. É nestas alturas que tenho vontade de dizer aqueles que mais amo o que sinto, nunca se sabe quando poderá ser a última vez que terei oportunidade de o fazer. Ultimamente parece que tudo passa tão depressa atingindo fins tão precoces que me fazem ter medo do futuro, desse dia que há-de chegar e que me roubará a vida. Tudo acabará aí. Tudo o que tiver construído, todas as pessoas, todas as histórias por mim vividas ficarão para trás e acabarão por ser esquecidas pelo tempo. . . Até o meu mundo terei de abandonar e com ele todas as minhas coisas.
Será o fim de tudo.
Será o meu fim *_*
00:28. Não consigo escrever mais. Agora fiquei ainda pior com este assunto.
Talvez amanhã continue. Prefiro não fazer promessas x[
Optei pela mudança desta vez. Troquei a minha cama pelo chão, o meu quarto pela varanda. Talvez esta inovação a que me sujeitei me inspire e, quem sabe, se não me torna uma escritora digna de reconhecimento nacional. Pronto, além da inspiração este local também me trás alucinações, o que nem é mau de todo. Não me importava de passar os dias a sonhar se esses sonhos valessem a pena ser sonhados. Pegando no tema de ontem, hoje quase que era capaz de fazer um texto dizendo absolutamente o oposto. Talvez por que estou completamente ao ar livre desta vez, talvez por que o vento que ontem não tinha dentro daquelas quatro paredes, hoje já o consigo sentir. Que sensação *.* Muito melhor do que a que sinto no meu quarto mas, mesmo assim não trocaria. Olho para a rua e reparo que não há qualquer tipo de movimentação, excepto o eco do uivar arrepiante de alguns cães bem ao longe, não há sinais de vida nesta zona. Até eu, sinto-me quase como se estivesse morta, inactiva neste mundo destinado a parar. Enquanto escrevo mantenho algumas conversas paralelas por telemóvel. Mais um dos meus vícios (tema abordado hoje numa conversa com um amigo e que me fez pensar). Não me considero viciada em nada em particular, tenho os meus vícios e as minha drogas naturais. A música é talvez a maior deles todos, segue-se a escrita (quase tão importante como a música), o telemóvel e as pessoas. Decerto que estarão a pensar que as pessoas deveriam ser o meu vício principal, mas eu não sou assim. Tento não me agarrar a ilusões e a certezas que, muitas vezes, apenas existem na minha cabeça. Contudo, aquela tal conversa que referi à pouco, fez-me dizer uma coisa que nunca pensei ser capaz. Adiante.
(Pequena pausa para responder à mensagem da Sílvia) Tem sido uma constante nos últimos minutos. Odeio que ela me conheça tão bem, não consigo esconder-lhe o que estou a sentir. Nunca tive grande jeito para mentir mas, com ela é mesmo impossível fazer tal coisa. Ela está a achar estranho o facto de eu não estar na minha janela. Passo a explicar, a minha janela está a sensivelmente doze metros de altura e, como o vento bate lá com maior intensidade, costumo sentar-me no parapeito para ter essa sensação. Já sei que é perigoso e sempre que o meu pai me vê lá quase que lhe dá um ataque mas, é ali que eu gosto de estar. Talvez por que aquele sítio me faz recordar muitas coisas, muitas conversas, muitos momentos. Hoje abdiquei destas recordações. Estar na janela não tem a mesma graça que teve outrora, o vento já não me diz quase nada. Porquê? Bem, talvez por que as coisas de que me lembro quando lá estou também elas não me dizem nada, ou talvez me digam demasiado e eu não quero deixar que tal aconteça, ou talvez por que sim. Talvez seja este o argumento mais plausível no meio de todos os outros.
Começa a ser uma constante não conseguir encontrar explicação para as coisas que sinto e que me acontecem. Das duas uma: ou é mesmo difícil entender tudo isto ou a razão é sempre a mesma e isso começa a enervar-me profundamente. Parece que há medida que escrevo, o meu mundo se torna cada vez menos meu, se torna cada vez menos perfeito.
Momento raro: acabou de passar alguém na rua. Não sei dizer quem é até por que tive preguiça de levantar a cabeça e olhar para lá. Preferi ficar a ouvir o som dos seus passos. Ia devagar, quase caminhando ao som do bater do coração. É assim que todos andamos um pouco, perdidos sem saber bem para onde ir e que opções tomar e, por isso, caminhamos devagar. Como se em cada passo tivéssemos a esperança de descobrir um rumo, ao escutar o que se passa à nossa volta talvez sejamos capazes de encontrar uma razão ou algum tipo de “chamamento” por parte de algo ou de um alguém que nos mostre o caminho certo. Ultimamente tenho usado muito este sentido. Ouvir e calar tal como se diz na gíria popular. Enquanto escuto o que os outros me dizem não preciso de falar eu, não tenho de pensar nem sequer raciocinar e ter a preocupação de dizer frases com lógica. Assim, fico calada. Muda num mundo cada vez mais de surdos no qual ninguém dá ouvidos a ninguém. Regemo-nos pelas nossas próprias regras, as nossas ideias. A dignidade humana e o respeito pelos direitos humanos cada vez é mais escasso. Não gosto deste tema, vou prosseguir.
Posso falar por exemplo da nostalgia que sinto ao olhar para o céu, hoje perfeitamente ao meu alcance no seu todo, e não ter a sensação de olhar para a lua. Será que é lua nova? Nem quero saber. Até a lua muda. Todos mudamos, uns para melhor, outros para pior, mas todos mudamos. De vida, de opinião, de casa, de número de telemóvel, de estilo, de amigos. . . Só não podemos mudar uma coisa: quem somos. O que somos, isso sim pode ser alterado durante a vida, mas quem somos nunca muda. Vendo bem, também não podemos mudar de família, infelizmente, mas isso é outra história. Gosto da lua por isto, muda e todos o aceitam, apesar e não perceberem bem o porquê de tal acontecer. Claro que todos sabemos que está relacionado com a posição da lua em relação ao Sol e à Terra e blá blá blá. Mas, além disto, nada se questiona. Deveria ser assim em relação a tudo! Falo particularmente do meu caso. Por que é que qualquer mudança, por mínima que seja, no meu comportamento já é motivo de desconfiança e razão para alarme? ^.^ Só porque a Sara agora ouve incessantemente música aos berros, porque trocou os sons calminhos e deprimentes por “gritos e barulho”, assim carinhosamente designados pelos que me são próximos, já é sinal de insanidade. Sim, talvez esteja mesmo a ficar louca! Louca e farta. De tudo isto, dos mesmos sítios, das mesmas coisas, das mesmas pessoas. . . Enfim. Farta de tudo e farta de nada. Talvez seja este o culminar de uma situação que se arrasta à demasiado tempo mas à qual eu não dava a mínima importância.
Já são 23:48. Estamos quase a entrar num novo dia :D
Não se festeje, se fique triste por tal acontecer. Perante esta indecisão prefiro ficar indiferente.
Mais um pormenor interessante. Acabei de reparar que o meu computador está ligeiramente ‘maluco’!! Olhei para o ecrã e, naquela aplicação existente no ambiente de trabalho que nos mostra a temperatura da nossa região, chamou-me à atenção o número exorbitante que vi. Segundo a informação que me é dado, estão neste momento 86 graus no distrito de Viseu :O
Bem , ou estou a assar e não dou conta ou então até o computador está a precisar de férias. Está tudo a dar em doido -.-
É neste momento 00:00 em ponto. Olá novo dia, adeus dia velho.
As ideias começam a escassear, talvez por que algo mais importante chama por mim. Acho que era capaz de passar aqui o resto da minha vida, não necessariamente a escrever, mas neste sítio. Tal como hoje tive extrema necessidade de estar sozinha, de me isolar de tudo e fora do meu Mundo, também sinto agora necessidade de ficar aqui. Sei que não nos devemos deixar levar pelas emoções, não devemos ceder aos devaneios inimagináveis por vezes mas há coisas impossíveis de controlar. A meio de tarde, mesmo o calor sendo demasiado intenso, saí de casa sem rumo. Dei por mim no meio das árvores, sentada no cimo de uma pedra praticamente a chorar. Sim, fui para o meio da floresta :S Vagueei durante quase duas horas por caminhos e locais que, sinceramente, não me lembro de algum dia ter andado. Sabia que era o único sítio no qual não ia encontrar ninguém aquela hora. Precisava de pensar, de chorar, de explodir, de pôr as ideias em ordem. Até o meu Mundo começa a ser pequeno e demasiado “não-meu” para que me sinta bem em fazê-lo lá. Digo “não-meu” por que não consigo encontrar a palavra certa neste momento para expressar aquilo que eu queria dizer. Até as palavras já começam a faltar. Sempre que aqui venho e escrevo sobre determinados assuntos, apercebo-me do quão efémera é a vida, do tempo que por vezes perdemos com coisas tão insignificantes e fugazes. É nestas alturas que tenho vontade de dizer aqueles que mais amo o que sinto, nunca se sabe quando poderá ser a última vez que terei oportunidade de o fazer. Ultimamente parece que tudo passa tão depressa atingindo fins tão precoces que me fazem ter medo do futuro, desse dia que há-de chegar e que me roubará a vida. Tudo acabará aí. Tudo o que tiver construído, todas as pessoas, todas as histórias por mim vividas ficarão para trás e acabarão por ser esquecidas pelo tempo. . . Até o meu mundo terei de abandonar e com ele todas as minhas coisas.
Será o fim de tudo.
Será o meu fim *_*
00:28. Não consigo escrever mais. Agora fiquei ainda pior com este assunto.
Talvez amanhã continue. Prefiro não fazer promessas x[
My Little Worl :)
São exactamente nesta altura 2:45horas da manhã.
Não sei explicar o porquê de aqui estar, enquanto qualquer comum mortal dorme profundamente na sua cama eu, apesar de estar sentada nela, não consigo dormir.
Talvez as preocupações sejam demasiadas, talvez até ache uma certa piada em estar aqui em frente a um mísero computador à socapa pois sei que se a minha mãe porventura se lembra de abrir a porta do quarto, momentaneamente fechada, e me vir aqui dar-me-à o maior sermão dos últimos tempos. =/
Sinto-me incompreendida. Por várias vezes me deparo com a pergunta "O que é que tanto tens para fazer dentro daquele quarto para passares os dias lá fechada?"
Resposta mais que óbvia, mas parece sê-lo apenas para mim. O meu quarto não é apenas o 'meu quarto', é o meu mundo! É aqui que eu rio, é aqui que eu choro, é aqui que eu me isolo de tudo o que me rodeia, é para aqui que eu fujo quando a vida se torna miserável. Tudo isto por que só aqui eu me sinto segura, é um espaço que, apesar de frequentemente sofrer tentativas de invasão por parte de curiosos, é só meu! Tem as minhas coisas, as minhas histórias. . . Cada canto, cada parede, cada objecto, todos eles escondem pedaços de vidas que eu já vivi e que não quero perder. Segredos guardados a sete chaves por detrás daquela porta à qual eu prefiro chamar de muralha. Por tudo isto, não deixo que qualquer pessoa aqui entre. Não é uma questão de desrespeito, de manias ou de egocentrismos mas sim de protecção. Por mais ridículo que possa parecer, qualquer coisa que saia do seu sítio muda tudo, a cadeira que já não está na posição do costume, o relógio que deixa de fazer o mesmo som, o vento que não terá o efeito de entrar pela janela e de 'bater' no espanta espíritos, que está pendurado bem no centro deste meu mundo, e de o fazer emitir aquele som por vezes cansativo e até irritante. Também eu sou um pouco assim. Vá, sou muito! Obcecada, triste, possessiva, altruísta. . . Enfim.
Agora que releio tudo o que já escrevi, começo a ficar sem ideias para continuar este texto. No fundo nem sei o que me deu para vir escrever a estas horas. São agora já 03:04 da manhã. . . Como o tempo passa hein?! E o sono que teima em não aparecer mesmo vendo a minha almofada a chamar por mim!
Apetece-me ir para a janela, mais uma daquelas extremas vontades estranhas que me têm atacado nos últimos dias (Esta parte só uma pessoa a perceberá). Mas, agora que falo em janela, posso dizer que talvez ela seja o símbolo deste quarto. Talvez por que é aquela janela que me permite estar em contacto directo com o exterior. Ou talvez não. Sim, acredito mais na segunda hipótese. Não preciso pensar muito para me deparar com um facto inquestionável. A minha janela para o mundo que me rodeia está mesmo à minha frente. . . É o meu computador. Nunca tinha parado para pensar neste assunto, talvez a nostalgia da noite seja propícia a tais pensamentos mas, apesar disso, deixa-me intrigada que tal aconteça. Supostamente não deveria ser assim, muito menos a estas horas (O relógio do canto inferior direito da janela marca 03:11 horas). Começa a ficar realmente tarde :D
Mesmo que assim seja, não quero parar de escrever agora. Mais uma prova de que escrever me faz bem. Entrei aqui com um pensamento um tanto ou quanto derrotista, vinha perdida no meio de tantos acontecimentos que decorreram ao longo deste dia. Bem, não será deste dia dado que já é dia 27 de Junho, mas sim de ontem, dia 26. Nada que não se resolva obviamente mas, não foi só o escrever que me acalmou. Vim encontrar online, contra todas as minhas expectativas, alguém que eu considero das pessoas mais importantes da minha vida. Ela precisava de ajuda. Talvez o facto de eu ter vindo para aqui hoje não tenha sido assim tão ao acaso como eu inicialmente teria pensado. Talvez o meu destino passasse por aqui esta noite, talvez por que tinha uma missão a cumprir! Não sei se consegui ser suficientemente eficaz na ajuda, mas dei o meu melhor. Perante a situação com a qual me deparei era um bocadinho difícil saber o que dizer mas, mesmo assim, tentei de tudo para não desiludir. Sentia que essa pessoa precisava de mim, que se estava a sentir só mas, apesar da enorme amizade que tenho por ela, não a conseguia ajudar. Senti-me impotente e não gostei nada da sensação! Via-a afundar-se cada vez mais no desespero e, talvez isto também, me tenha feito cair na realidade inútil em que vivo aprisionada. Enquanto me preocupo com a protecção do meu Mundo, há gente a sofrer lá fora e a precisar de mim. Consigo ser exageradamente egoísta por vezes, mesmo não o fazendo voluntariamente. Começo a pensar que os meus problemas não são nada quando comparados a situações como esta. . . Vivo para mim e não consigo perceber que há vida além de tudo isto, deste mundo fictício que eu criei para o qual pudesse fugir sempre que não sabia o que fazer.
Talvez deva começar a fazer uso da minha outra janela para que assim me comece também a aperceber de que nada é perfeito e de que há coisas das quais é impossível fugir. Por maiores que sejam os erros que cometamos, o maior de todos eles será sempre não ter coragem para os assumir e não sermos capazes de fazer algo para os remediar. Já nem sei de que estou bem a falar ^^ Parece que a minha almofada começa mesmo a chamar por mim, finalmente. Já escrevo sem lógica alguma e os olhos também já começam a doer :)
São agora 03:27 horas. . . Uau. Não me lembro de ter estado a escrever tanto tempo seguido. Já sentia saudades destes momentos. Acima de tudo, faz-me falta. Já que não tenho ninguém neste 'Mundo' que me possa ouvir (talvez por que não o permito também) pelo menos escrevo o que sinto. Sei que esta janela irá levar estes pensamentos a uma escala de pessoas muito mais elevada, um ponto positivo já descobri, talvez seja um bom argumento para usar da próxima vez que me façam aquela pergunta. Responderei: "Estou a escrever do meu mundo para o MUNDO". Algo que ninguém pode fazer por mim.
Amanhã continuarei este post. Bolas ^^ Errei de novo. É HOJE! Já estamos num novo dia, apesar de ainda estar escuro.
Antes de me deitar e enquanto o computador encerra, vou à janela (admito que ainda não fui lá por pura preguiça de me levantar e o fazer). Daqui vejo o céu, está estrelado e a lua também brilha lá no alto *.* Só tenho pena de não sentir daqui o vento, isso sim, dá-me a sensação de poder ter o Mundo dentro destas quatro paredes. . .
São 03:33. É mesmo hora de ir. . .
Não sei explicar o porquê de aqui estar, enquanto qualquer comum mortal dorme profundamente na sua cama eu, apesar de estar sentada nela, não consigo dormir.
Talvez as preocupações sejam demasiadas, talvez até ache uma certa piada em estar aqui em frente a um mísero computador à socapa pois sei que se a minha mãe porventura se lembra de abrir a porta do quarto, momentaneamente fechada, e me vir aqui dar-me-à o maior sermão dos últimos tempos. =/
Sinto-me incompreendida. Por várias vezes me deparo com a pergunta "O que é que tanto tens para fazer dentro daquele quarto para passares os dias lá fechada?"
Resposta mais que óbvia, mas parece sê-lo apenas para mim. O meu quarto não é apenas o 'meu quarto', é o meu mundo! É aqui que eu rio, é aqui que eu choro, é aqui que eu me isolo de tudo o que me rodeia, é para aqui que eu fujo quando a vida se torna miserável. Tudo isto por que só aqui eu me sinto segura, é um espaço que, apesar de frequentemente sofrer tentativas de invasão por parte de curiosos, é só meu! Tem as minhas coisas, as minhas histórias. . . Cada canto, cada parede, cada objecto, todos eles escondem pedaços de vidas que eu já vivi e que não quero perder. Segredos guardados a sete chaves por detrás daquela porta à qual eu prefiro chamar de muralha. Por tudo isto, não deixo que qualquer pessoa aqui entre. Não é uma questão de desrespeito, de manias ou de egocentrismos mas sim de protecção. Por mais ridículo que possa parecer, qualquer coisa que saia do seu sítio muda tudo, a cadeira que já não está na posição do costume, o relógio que deixa de fazer o mesmo som, o vento que não terá o efeito de entrar pela janela e de 'bater' no espanta espíritos, que está pendurado bem no centro deste meu mundo, e de o fazer emitir aquele som por vezes cansativo e até irritante. Também eu sou um pouco assim. Vá, sou muito! Obcecada, triste, possessiva, altruísta. . . Enfim.
Agora que releio tudo o que já escrevi, começo a ficar sem ideias para continuar este texto. No fundo nem sei o que me deu para vir escrever a estas horas. São agora já 03:04 da manhã. . . Como o tempo passa hein?! E o sono que teima em não aparecer mesmo vendo a minha almofada a chamar por mim!
Apetece-me ir para a janela, mais uma daquelas extremas vontades estranhas que me têm atacado nos últimos dias (Esta parte só uma pessoa a perceberá). Mas, agora que falo em janela, posso dizer que talvez ela seja o símbolo deste quarto. Talvez por que é aquela janela que me permite estar em contacto directo com o exterior. Ou talvez não. Sim, acredito mais na segunda hipótese. Não preciso pensar muito para me deparar com um facto inquestionável. A minha janela para o mundo que me rodeia está mesmo à minha frente. . . É o meu computador. Nunca tinha parado para pensar neste assunto, talvez a nostalgia da noite seja propícia a tais pensamentos mas, apesar disso, deixa-me intrigada que tal aconteça. Supostamente não deveria ser assim, muito menos a estas horas (O relógio do canto inferior direito da janela marca 03:11 horas). Começa a ficar realmente tarde :D
Mesmo que assim seja, não quero parar de escrever agora. Mais uma prova de que escrever me faz bem. Entrei aqui com um pensamento um tanto ou quanto derrotista, vinha perdida no meio de tantos acontecimentos que decorreram ao longo deste dia. Bem, não será deste dia dado que já é dia 27 de Junho, mas sim de ontem, dia 26. Nada que não se resolva obviamente mas, não foi só o escrever que me acalmou. Vim encontrar online, contra todas as minhas expectativas, alguém que eu considero das pessoas mais importantes da minha vida. Ela precisava de ajuda. Talvez o facto de eu ter vindo para aqui hoje não tenha sido assim tão ao acaso como eu inicialmente teria pensado. Talvez o meu destino passasse por aqui esta noite, talvez por que tinha uma missão a cumprir! Não sei se consegui ser suficientemente eficaz na ajuda, mas dei o meu melhor. Perante a situação com a qual me deparei era um bocadinho difícil saber o que dizer mas, mesmo assim, tentei de tudo para não desiludir. Sentia que essa pessoa precisava de mim, que se estava a sentir só mas, apesar da enorme amizade que tenho por ela, não a conseguia ajudar. Senti-me impotente e não gostei nada da sensação! Via-a afundar-se cada vez mais no desespero e, talvez isto também, me tenha feito cair na realidade inútil em que vivo aprisionada. Enquanto me preocupo com a protecção do meu Mundo, há gente a sofrer lá fora e a precisar de mim. Consigo ser exageradamente egoísta por vezes, mesmo não o fazendo voluntariamente. Começo a pensar que os meus problemas não são nada quando comparados a situações como esta. . . Vivo para mim e não consigo perceber que há vida além de tudo isto, deste mundo fictício que eu criei para o qual pudesse fugir sempre que não sabia o que fazer.
Talvez deva começar a fazer uso da minha outra janela para que assim me comece também a aperceber de que nada é perfeito e de que há coisas das quais é impossível fugir. Por maiores que sejam os erros que cometamos, o maior de todos eles será sempre não ter coragem para os assumir e não sermos capazes de fazer algo para os remediar. Já nem sei de que estou bem a falar ^^ Parece que a minha almofada começa mesmo a chamar por mim, finalmente. Já escrevo sem lógica alguma e os olhos também já começam a doer :)
São agora 03:27 horas. . . Uau. Não me lembro de ter estado a escrever tanto tempo seguido. Já sentia saudades destes momentos. Acima de tudo, faz-me falta. Já que não tenho ninguém neste 'Mundo' que me possa ouvir (talvez por que não o permito também) pelo menos escrevo o que sinto. Sei que esta janela irá levar estes pensamentos a uma escala de pessoas muito mais elevada, um ponto positivo já descobri, talvez seja um bom argumento para usar da próxima vez que me façam aquela pergunta. Responderei: "Estou a escrever do meu mundo para o MUNDO". Algo que ninguém pode fazer por mim.
Amanhã continuarei este post. Bolas ^^ Errei de novo. É HOJE! Já estamos num novo dia, apesar de ainda estar escuro.
Antes de me deitar e enquanto o computador encerra, vou à janela (admito que ainda não fui lá por pura preguiça de me levantar e o fazer). Daqui vejo o céu, está estrelado e a lua também brilha lá no alto *.* Só tenho pena de não sentir daqui o vento, isso sim, dá-me a sensação de poder ter o Mundo dentro destas quatro paredes. . .
São 03:33. É mesmo hora de ir. . .
quarta-feira, 25 de junho de 2008
MB *.*
Michael Ballack:
Odiado por uns, idolatrado por outros. O número 13 da selecção Alemã apesar dos seus quase 32 anos ainda mostra o seu enorme talento pelos relvados da Europa :D
Além da sua óptima aparência física (mais que óbvia), aqueles olhos verdes deixam qualquer adversário K.O.! Dono de um corpo invejável, com 1.88m de altura é um dos jogadores mais cobiçados da Alemanha e tens milhares de fãs por todo o Mundo. . .
Sei que muitos portugueses o 'odeiam' neste momento dado o golo que este marcou contra Portugal nos quartos-de-final do Euro 2008 mas, apesar disso, para mim continua a ser um dos melhores, se não o melhor :D
O talento ninguém lho tira.
Odiado por uns, idolatrado por outros. O número 13 da selecção Alemã apesar dos seus quase 32 anos ainda mostra o seu enorme talento pelos relvados da Europa :D
Além da sua óptima aparência física (mais que óbvia), aqueles olhos verdes deixam qualquer adversário K.O.! Dono de um corpo invejável, com 1.88m de altura é um dos jogadores mais cobiçados da Alemanha e tens milhares de fãs por todo o Mundo. . .
Sei que muitos portugueses o 'odeiam' neste momento dado o golo que este marcou contra Portugal nos quartos-de-final do Euro 2008 mas, apesar disso, para mim continua a ser um dos melhores, se não o melhor :D
O talento ninguém lho tira.
PS1: Sarinha, não te estiques muito por que aqui o 'homem bom', como lhe chamas, não´é para o teu bico! Ja' tem dona ya? Óptimo ..
PS2: Espero que a Alemanha ganhe a final para a qual hoje se qualificou :D Já que não pode ser Portugal, que sejam os germânicos imponentes :D
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Lost --'
Não consigo encontrar uma justificação para todas estas dúvidas que ultimamente recaem sobre mim. Talvez esteja a perder a confiança nas pessoas mas, acima de tudo, a confiança em mim própria.
Sei que já não sou capaz de ser o que era, mudei e atrás não posso voltar. . . Não posso e não quero. Perdi a minha capacidade de agir perante as mais simples situações, não consigo estar presente na vida daqueles que sempre em mim confiaram como antes, fiz asneiras, cometi demasiados erros e talvez agora esteja a 'pagar' de certo modo por tudo. Cheguei a um ponto em que ou caía ou me derrubavam. De facto, estive quase a desistir, a ir abaixo completamente e abrir mão de todos os meus sonhos até aqui idealizados. Contra todas as minhas espectativas isso não aconteceu. Tive do meu lado quem me desse a mão e não me deixasse cair, quem nunca deixou de acreditar em mim e me fez voltar a sonhar com o impossível (pelo menos assim o considerava).
Não me orgulho do meu passado, das escolhas que fiz, muitas das vezes estupidamente obscenas, perdi demasiado tempo com coisas que hoje, para mim, não valem sequer a pena ser lembradas e muito menos repetidas. Sempre me convenci de que nada do que aconteceu deveria ter acontecido, que tudo foi um erro e que deveria ser esquecido. Nada disto é verdade e percebi isso definitivamente.
Tudo isto se poderá resumir a uma simples frase:
" O passado, mesmo quando não é o melhor, ensina sempre qualquer coisa por isso deve sempre acontecer. "
Não sou, nunca fui e não anseio ser a melhor pessoa do Mundo. Apenas quero viver a minha vida e, estes fantasmas passados, há muito que deixaram de me assombrar :D
Agora sou feliz, tenho comigo todos aqueles que me fazem falta e me dão razões para sorrir.
Vazia por dentro, no que toca a rancores, repleta de alegria por fora :)
Sei que já não sou capaz de ser o que era, mudei e atrás não posso voltar. . . Não posso e não quero. Perdi a minha capacidade de agir perante as mais simples situações, não consigo estar presente na vida daqueles que sempre em mim confiaram como antes, fiz asneiras, cometi demasiados erros e talvez agora esteja a 'pagar' de certo modo por tudo. Cheguei a um ponto em que ou caía ou me derrubavam. De facto, estive quase a desistir, a ir abaixo completamente e abrir mão de todos os meus sonhos até aqui idealizados. Contra todas as minhas espectativas isso não aconteceu. Tive do meu lado quem me desse a mão e não me deixasse cair, quem nunca deixou de acreditar em mim e me fez voltar a sonhar com o impossível (pelo menos assim o considerava).
Não me orgulho do meu passado, das escolhas que fiz, muitas das vezes estupidamente obscenas, perdi demasiado tempo com coisas que hoje, para mim, não valem sequer a pena ser lembradas e muito menos repetidas. Sempre me convenci de que nada do que aconteceu deveria ter acontecido, que tudo foi um erro e que deveria ser esquecido. Nada disto é verdade e percebi isso definitivamente.
Tudo isto se poderá resumir a uma simples frase:
" O passado, mesmo quando não é o melhor, ensina sempre qualquer coisa por isso deve sempre acontecer. "
Não sou, nunca fui e não anseio ser a melhor pessoa do Mundo. Apenas quero viver a minha vida e, estes fantasmas passados, há muito que deixaram de me assombrar :D
Agora sou feliz, tenho comigo todos aqueles que me fazem falta e me dão razões para sorrir.
Vazia por dentro, no que toca a rancores, repleta de alegria por fora :)
domingo, 22 de junho de 2008
SC xD
MUITO AMORRRR :D
Sara Carolina, eu sei que depois disto me vais matar mas, perante a minha promessa de que te haveria de fazer uma homenagem no meu blog, aqui está. Cumpri a promessa *.*
Que sejas muito feliz com o teu coelho mais que perverso e tenham muitas cenourinhas. Até la', diz-lhe para não te comer a rama (parte de cima das cenouras) e agora que tens o cabelo verde, a tentação será ainda maior o que o poderá induzir em erro.
Cuidadinho :D
Usem muito adubo e redes protectoras para não haver descendentes com míldio.
KAKAKKAKAKA :]
sábado, 21 de junho de 2008
O Desejo da Estrela.
Será que as estrelas têm mesmo este poder de concretizar os nossos desejos?

Ontem olhei para o céu. Pareceu-me ser ainda mais bonito do que o habitual, tinha mais estrelas, a lua estava cheia, as nuvens tinham desaparecido e, à minha frente, uma paisagem avassaladora.
Alguém me disse para escolher a estrela mais brilhante que encontrasse naquele ínfimo brilho estrelado. . . Assim o fiz. Bastou-me olhar uma única vez para descobrir a estrela mais brilhante. Estava junto ao horizonte, mesmo por cima da montanha da qual, pouco a pouco, a lua ia deixando de se esconder.
- "Já escolhi" - disse eu.
- "Essa, a partir de hoje, é a tua estrela. . . Agora olha-a e pede um desejo! Podes pedir tudo o que quiseres mas, nunca te esqueças, tens de desejar o que pedires do fundo do coração."
Não era difícil. . . Naquele momento, naquele lugar, só havia uma coisa que eu poderia desejar :D
Fechei os olhos e pedi o meu desejo. Quando os abri e olhei a estrela, parecia brilhar ainda mais intensamente do que o havia feito até aquele momento. Não conseguia desvendar o mistério de tal brilho, parecia explodir e criar no céu um raio de fogo que ninguém conseguiria apagar. De repente, percebi o motivo. O meu desejo tinha acabado de se concretizar. . .
Alguém me disse para escolher a estrela mais brilhante que encontrasse naquele ínfimo brilho estrelado. . . Assim o fiz. Bastou-me olhar uma única vez para descobrir a estrela mais brilhante. Estava junto ao horizonte, mesmo por cima da montanha da qual, pouco a pouco, a lua ia deixando de se esconder.
- "Já escolhi" - disse eu.
- "Essa, a partir de hoje, é a tua estrela. . . Agora olha-a e pede um desejo! Podes pedir tudo o que quiseres mas, nunca te esqueças, tens de desejar o que pedires do fundo do coração."
Não era difícil. . . Naquele momento, naquele lugar, só havia uma coisa que eu poderia desejar :D
Fechei os olhos e pedi o meu desejo. Quando os abri e olhei a estrela, parecia brilhar ainda mais intensamente do que o havia feito até aquele momento. Não conseguia desvendar o mistério de tal brilho, parecia explodir e criar no céu um raio de fogo que ninguém conseguiria apagar. De repente, percebi o motivo. O meu desejo tinha acabado de se concretizar. . .
Olhei para trás e nem queria acreditar como tal tinha sido possível.
Talvez aquele lugar fosse mesmo mágico, talvez tudo estivesse já destinado a acontecer.
Talvez tudo isto seja de tal modo intenso e especial que até as estrelas já se renderam a este sentimento.
Não quero acordar deste sonho nunca mais, no qual tudo é tão perfeito, tudo é tão 'nosso', tu és tão meu.
Serás sempre o meu desejo.
Serás sempre o meu sonho.
Serás sempre a minha vida.
<3
Um dia, numa nova noite de Lua Cheia, repetirei tudo de novo mas, dessa nova vez, pedirei o desejo ao teu lado :)
Foi tudo (quase) PERFEITO.
[Ainda me deves a minha noite *.*]
quinta-feira, 19 de junho de 2008
The end of the dream x'[
Tão grande foi a esperança, tão grande foi a emoção, tão grande foi a magia que nos foi proporcionada ao longo desta passagem, ainda que curta, por terras suiças.
Todos os portugueses acreditavam ser possível bater a "temível" Alemanha, a selecção dos gigantes que, na minha modesta opinião, é das melhores do Mundo.
Caros portugueses espalhados por esse Mundo fora, não calem as vossas vozes, não critiquem sem fundamento, não digam que foi uma vergonha... NÃO O FOI nem nunca será!
Valeram a pena todos aqueles momentos de glória, as vitórias conquistadas, as lágrimas de sofrimento que nos levavam a sonhar sempre mais e mais.
Fiquei orgulhosa dos 'nossos homens' ontem. Fomos muito superiores mas, como em tudo na vida, nem sempre os melhores saem vencedores.
Ficam os bons momentos. . .
Fica a saudade <3
Todos os portugueses acreditavam ser possível bater a "temível" Alemanha, a selecção dos gigantes que, na minha modesta opinião, é das melhores do Mundo.
Caros portugueses espalhados por esse Mundo fora, não calem as vossas vozes, não critiquem sem fundamento, não digam que foi uma vergonha... NÃO O FOI nem nunca será!
Valeram a pena todos aqueles momentos de glória, as vitórias conquistadas, as lágrimas de sofrimento que nos levavam a sonhar sempre mais e mais.
Fiquei orgulhosa dos 'nossos homens' ontem. Fomos muito superiores mas, como em tudo na vida, nem sempre os melhores saem vencedores.
Ficam os bons momentos. . .
Fica a saudade <3
Quero deixar uma mensagem de força e apoio em especial para o Capitão das Quinas :D
É pena que as pessoas apenas vangloriem os que lhe interessam e que, na maior parte das vezes, são aqueles que pior futebol praticam. É triste que, nem marcando um golo quase decisivo, nem depois de ter feito duas assistências para dois dos golos de Portugal neste Europeu, se fale dele com respeito, com a admiração que merece.
Eu estou contigo Nuno *.*
Tuga Um Dia, Tuga para SEMPRE!
domingo, 15 de junho de 2008
[ ]
Pediste-me para escrever. Por diversas vezes tentei dizer que não tinha assunto nem imaginação suficiente para fazer tal coisa, muito menos a esta hora, mas não desististe! Aqui, foi a minha vez de te pedir que me desses uma justificação razoável para toda aquela insistência da tua parte.
Disseste "Gosto do que escreves. Chega?". Respondi que não mas, mesmo assim, não te demovi daquela ideia absurda. Foi aí que disseste com toda a convicção do Mundo:
"E Amo'te...chega? E não consigo viver sem ti...Chega?"
Não sei explicar o porquê mas esta tua frase tocou-me e fez-me perceber que desde que te tenho a ti nunca fico sem assunto e muito menos sem imaginação. Queres saber porquê? Porque tudo na minha vida se resume a ti, tu és o meu único assunto, és tu que me inspiras em tudo o que faço.
Entraste na minha vida da maneira mais estranha possível mas agora só quero que dela nunca mais saias.
Talvez por que eu também já não viva sem ti.
Talvez por que nada é mais importante que tu.
Talvez por que é por ti, para ti e a pensar em ti que ainda sorrio.
Agora que me deparo com este espaço tenho vontade de nunca mais parar... Podia passar o resto da noite a escrever "AMO'TE TANTO", tal como já faço a toda a hora, mas nunca iria ser o suficiente para demonstrar tudo aquilo que por ti sinto. Algo que cresce a cada dia que passa e que me leva a cometer/escrever loucuras :D
Como me estás a apressar, páro por aqui xD Não sei se vais gostar do resultado mas pelo menos fiz o meu melhor. Foi escrito com todo o amor do Mundo! Fi-lo para te provar que faço tudo por ti, para nunca te perder!
És TUDO <3
" You're My Star *.* "
AmO'Te <3 Para Sempre!
Disseste "Gosto do que escreves. Chega?". Respondi que não mas, mesmo assim, não te demovi daquela ideia absurda. Foi aí que disseste com toda a convicção do Mundo:
"E Amo'te...chega? E não consigo viver sem ti...Chega?"
Não sei explicar o porquê mas esta tua frase tocou-me e fez-me perceber que desde que te tenho a ti nunca fico sem assunto e muito menos sem imaginação. Queres saber porquê? Porque tudo na minha vida se resume a ti, tu és o meu único assunto, és tu que me inspiras em tudo o que faço.
Entraste na minha vida da maneira mais estranha possível mas agora só quero que dela nunca mais saias.
Talvez por que eu também já não viva sem ti.
Talvez por que nada é mais importante que tu.
Talvez por que é por ti, para ti e a pensar em ti que ainda sorrio.
Agora que me deparo com este espaço tenho vontade de nunca mais parar... Podia passar o resto da noite a escrever "AMO'TE TANTO", tal como já faço a toda a hora, mas nunca iria ser o suficiente para demonstrar tudo aquilo que por ti sinto. Algo que cresce a cada dia que passa e que me leva a cometer/escrever loucuras :D
Como me estás a apressar, páro por aqui xD Não sei se vais gostar do resultado mas pelo menos fiz o meu melhor. Foi escrito com todo o amor do Mundo! Fi-lo para te provar que faço tudo por ti, para nunca te perder!
És TUDO <3
" You're My Star *.* "
AmO'Te <3 Para Sempre!
terça-feira, 10 de junho de 2008
One Day .
Não há forma de explicar a angústia que sinto todas as manhãs, ao acordar.
É tudo tão estranho, ter perdido aquela rotina à qual já estava tão habituada, não ouvir o meu despertador (que tantas vezes me apeteceu partir --') tocar, não ter me preparar à pressa porque já estava atrasada, não ter o prazer de chegar àquela sala de convívio em que todos me diziam "Booom Dia" com o maior sorriso do Mundo, não ter pressa para que chegue o intervalo para poder pôr a conversa,e também as brincadeiras, em dia com os amigos (coisa que não se podia fazer nas aulas.. Couf Couf), não ter a ansiedade para que chegue o final do dia para poder vir para casa... Tudo isto deixou de ter sentido.
Ainda nem uma semana passou e já sinto falta de todos estes momentos, de tudo o que passei naquela escola, de tudo o que vivi com aqueles que sempre considerei os meus amigos.
Sempre soube que um dia a maioria de nós iria separar-se mas nunca julguei que este momento chegasse tão cedo e custasse tanto! Sentiremos saudades de todas as conversas deitadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, vamos seguir as nossas vidas. Talvez nos continuemos a encontrar, quem sabe, nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...Quando o nosso grupo estiver incompleto reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...
Não quero que isto aconteça. Não connosco!
Porquê ficarmos sempre sem aqueles que mais gostamos? Porquê deixarmos o tempo apagar tudo o que já passámos juntos? Porquê deixar cair no esquecimento estas amizades que nos unem? PORQUÊ?
Será que algum dia iremos conseguir olhar para lado e dizer "Obrigada por ainda estares comigo." ou será que em vez disso apenas nos restará a tristeza de já nem sequer dos nomes uns dos outros nos lembrarmos?
Não posso prometer que isto nunca acontecerá connosco mas farei de tudo para que estejamos sempre juntos!
Nunca me esquecerei das pessoas que tornaram a minha vida perfeita. Cada um à sua maneira, à mais ou menos tempo, eu adoro-vos e nunca vos quero perder!
Sei que o tempo não pode voltar atrás.
Sei que não podemos viver tudo de novo e disfrutar ainda mais aqueles momentos.
Sei que por vezes perdemos demasiado tempo com coisas desnecessárias.
Agora, sinto a falta desse tempo perdido.
Mas nada pode voltar!

Talvez um dia nada disto que escrevo faça sentido, talvez um dia tudo isto me pareça distante e vago. Talvez um dia volte a ler tudo isto sem ter vontade de chorar. Talvez um dia nem sequer me lembre dos nossos momentos... Mas, enquanto esse dia não chega, choro, relembro e sinto a vossa falta!
Obrigada por terem feito parte da minha vida.
Obrigada por fazerem parte de mim *.*
É tudo tão estranho, ter perdido aquela rotina à qual já estava tão habituada, não ouvir o meu despertador (que tantas vezes me apeteceu partir --') tocar, não ter me preparar à pressa porque já estava atrasada, não ter o prazer de chegar àquela sala de convívio em que todos me diziam "Booom Dia" com o maior sorriso do Mundo, não ter pressa para que chegue o intervalo para poder pôr a conversa,e também as brincadeiras, em dia com os amigos (coisa que não se podia fazer nas aulas.. Couf Couf), não ter a ansiedade para que chegue o final do dia para poder vir para casa... Tudo isto deixou de ter sentido.
Ainda nem uma semana passou e já sinto falta de todos estes momentos, de tudo o que passei naquela escola, de tudo o que vivi com aqueles que sempre considerei os meus amigos.
Sempre soube que um dia a maioria de nós iria separar-se mas nunca julguei que este momento chegasse tão cedo e custasse tanto! Sentiremos saudades de todas as conversas deitadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, vamos seguir as nossas vidas. Talvez nos continuemos a encontrar, quem sabe, nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...Quando o nosso grupo estiver incompleto reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...
Não quero que isto aconteça. Não connosco!
Porquê ficarmos sempre sem aqueles que mais gostamos? Porquê deixarmos o tempo apagar tudo o que já passámos juntos? Porquê deixar cair no esquecimento estas amizades que nos unem? PORQUÊ?
Será que algum dia iremos conseguir olhar para lado e dizer "Obrigada por ainda estares comigo." ou será que em vez disso apenas nos restará a tristeza de já nem sequer dos nomes uns dos outros nos lembrarmos?
Não posso prometer que isto nunca acontecerá connosco mas farei de tudo para que estejamos sempre juntos!
Nunca me esquecerei das pessoas que tornaram a minha vida perfeita. Cada um à sua maneira, à mais ou menos tempo, eu adoro-vos e nunca vos quero perder!
Sei que o tempo não pode voltar atrás.
Sei que não podemos viver tudo de novo e disfrutar ainda mais aqueles momentos.
Sei que por vezes perdemos demasiado tempo com coisas desnecessárias.
Agora, sinto a falta desse tempo perdido.
Mas nada pode voltar!
Talvez um dia nada disto que escrevo faça sentido, talvez um dia tudo isto me pareça distante e vago. Talvez um dia volte a ler tudo isto sem ter vontade de chorar. Talvez um dia nem sequer me lembre dos nossos momentos... Mas, enquanto esse dia não chega, choro, relembro e sinto a vossa falta!
Obrigada por terem feito parte da minha vida.
Obrigada por fazerem parte de mim *.*
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