domingo, 28 de dezembro de 2008

Anos 90 ( inacabada )

Se cresceste nos anos 90 ...
- Ainda te lembras de quando valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados;
- Sabes de cor a música de pelo menos 4 canções da Disney;
- Fazias aquelas coisinhas de papel para ver com quem é que te ias casare os 'quantos queres?' ;
- 'Dartacão, Dartacão, correndo grandes perigos..';
- Passaste pela fase em que era raro o teu colega que não comia pão com tulicreme;
- Cantavas as musicas das Spice Girls, mas não sabias bem o que é que estavas a dizer;
- Sabias que a Power Ranger cor de rosa e o verde ainda iam acabar juntos;
- Não perdias um episódio do Dragon Ball;
- Tiveste, pelo menos, um Tamagotchi;
- Sabias as músicas dos Onda Choc de cor 'ele é o reiii, eiii, eiii'
- Ainda és do tempo em que a Anabela cantava 'quando cai a noite na cidadeee'...
- Brincavas aos Polly Pocket!
- Ainda te lembras da coreografia da Macarena;
- Gritavas 'Olhós namorados, primos e casados!';
- Choraste quando o Mufasa morreu e, se for preciso, voltas a chorar se voltares a ver o filme outra vez;
- Tururururu Inspector Gadget Tururututu!
- Ainda te lembras de ver a tua mãe ou a tua avó a chorar a ver o 'Ponto de encontro'
- 500 escudos dava para tanta coisa!
- 'Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!'
- Todas as tuas decisões importantes eram feitas com um 'pim-pu-ne-ta'
- 'Velho' queria dizer qualquer pessoa acima dos 17 anos;
- Conheciass pelo menos uma pessoa que tinha daqueles ténis com luzinhas!
- Quando ias ao cabeleireiro, a tua mão dizia-te que ficavas linda/o de 'poupa';
- Querias sempre um Push-pop e a tua mãe nunca te queria dar porque ficavas todo a colar!!!
- Levaste pelo menos um sermão por teres colado o teu 'pega-monstros' ao tecto da cozinha;
- Trocavas tazzos e matutolas;
- Vias o Zig-Zag, e o Buereré.
- Vias o Riscos, no canal 2, e sentias-te muito mais crescida.
- Achavas piada ao 'quarto-escuro';
- Respondias aos insultos com 'quem diz é quem é!!'
- Lembras-te de ver os Simpsons e de não perceberes porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma;
- Viste o Rei Leão, e os 101 dálmatas.
- Já te apercebeste que já não és uma criança, e que sabe bem recordar os momentos que já passaram...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Por vezes, deixamos que os sentimentos mais malévolos tomem conta do nosso ser levando-nos a dizer e a escrever coisas que, tardiamente, podem vir a afectar quem menos queremos. Se o arrependimento matasse nunca teria feito tal coisa nem tomado tal atitude. Escreveria sim, mas não publicaria. Não deixaria que se tornasse público o meu estado de total decadência.
Tal acto despoletou sentimentos e dúvidas há muito escondidas ou, pelo menos, que sempre foram alvo de tentativas incessantes para as fazer cair no esquecimento. Tal não foi possível. Não aguentei mais, explodi de uma vez só e, tal como me disseram, disparei em todas as direcções acabando por atingir quem queria mas também quem não queria.
Sei que tenho de começar a ponderar as coisas que escrevo, tenho que ter cuidado com as palavras que dirijo a certas pessoas, tenho de parar de ser assim, de me deixar levar daquela maneira caindo até no exagero.
Sei que te magoei, sei que te desiludi. Sei que nada vai apagar aquele texto, apesar de já o ter eliminado, ele vai continuar sempre na tua cabeça, se estivesse no teu lugar seria assim. Podia pedir desculpa mas isso não atenuaria tais actos no entanto, desculpa a minha estupidez e leviandade acerca de tais assuntos, desculpa a rispidez e frieza com que me expressei e desculpa o facto de não ter pensado duas vezes antes de o ter publicado.
Tinha chegado ao limite, não aguentava mais. As divergências do agora não ajudam em nada e o facto de não conseguir encontrar uma solução para tudo isto destrói-me aos poucos. Já conversámos, já admitimos que estamos a errar, talvez tenha sido esse o passo mais importante. Resta-nos conseguir reparar os estragos que, eventualmente, possamos ter causado em nós e esperar ainda estar a tempo de os conseguirmos corrigir.
‘Juntos vamos conseguir e nada nos separará’ . Quero acreditar nisto. Eu acredito. Depois de tudo o que passámos não podemos deixar que acabe assim. Não, não posso dizer acabar. Nada vai acabar ! Eu não quero e penso que também não queres, pelo menos assim o disseste. Precisamos de uma grande mudança, precisamos de voltar a acreditar e a confiar um no outro, precisamos de parar para pensar e só depois, com calma, decidirmos qual a melhor atitude a tomar. A distância não irá ser maior que o que sentimos, nada nem NINGUÉM será capaz de deitar por terra tudo o que construímos até agora pois não? Diz-me que não, preciso de ouvir isso de ti, mais uma vez. Preciso de sentir essa segurança, preciso de sentir a tua força e a tua esperança para que eu própria consiga acreditar de que vamos ser capazes.
Fazes-me tanta falta, custa tanto estar assim contigo. Este impasse que corrói cada vez mais o fio que sempre nos ligou. Por isso escrevi aquilo que nós sabemos e faço questão de to entregar em mãos para que o possas ler quando já não estiver contigo, para que possas reagir e tomar uma decisão sem que a minha presença te possa influenciar.
Não sei como vou conseguir olhar-te nos olhos daqui a dois dias e conter as lágrimas ou disfarçar qualquer que seja o sentimento que me invada nesse momento. Não sei, sinceramente. Tudo poderá ficar resolvido nesse dia. O nosso futuro depende disso. O que quer que seja que fique decidido, quero que saibas, quero que o MUNDO e todos aqueles que nos querem ver separados saibam que, por ti, faço o que for preciso, enfrentarei meio mundo se assim tiver de ser só para ficar contigo, porque te amo, porque és a minha vida, porque ninguém me faz tão feliz como tu.
Não quero estar a especular nem a criar falsas expectativas. Resta-me esperar. Uma espera que é infernal mas, assim terá de ser.
Amo-te. Nunca te esqueças disso.



Quero deixar uma mensagem de agradecimento a todos aqueles que, ao lerem o texto, desde logo vieram falar comigo na ânsia de tentarem saber o que se passava e o porquê de estar assim. Quero agradecer especialmente à Sílvia, à Filipa, à Sara e ao Nuno por sempre terem estado comigo e pelas palavras que, no momento certo, foram essenciais para me aconselhar e ajudar a ultrapassar tudo isto. Obrigada :D

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Um mundo tão insensível que tenho a sensação de que aqui não pertenço, como se fosse um ET a vaguear por ruas e becos sem saída, mergulhando na escuridão de uma vida sem sentido nem qualquer rumo. Para onde me leva o meu futuro?

Tudo aconteça demasiado depressa, como se nem tivéssemos tempo de saborear cada momento, como se fossemos arrastados por uma corrente forte e devassa contra a qual é impensável lutar. Num dia estamos felizes e contentes no outro estamos no lado oposto. . . Parece que ainda ontem brincava nos recreios da escola, andava pelas ruas a correr e entoava canções de desenhos animados que adorava ver na TV. Hoje, olho para o que me rodeia e já perdi o direito a tudo isto. Dou por mim rodeada de edifícios que são património nacional nos quais não se pode brincar, corro pelas ruas mas devido à pressa e à falta de tempo que já começa a ser demasiadamente habitual, apenas posso entoar o nome e metodologias filosóficas de personagens que, a mim, nada me dizem.

Dava tudo para voltar atrás. Voltar a ter as mesmas pessoas, as mesmas aventuras, as mesmas rotinas, o prazer de entrar na ESFA de manhã e ter o ‘meu pessoal’ à minha espera, ter aquele “Bom dia” , ter aqueles abraços, ter aquelas conversas, simplesmente ter a vida de menina do liceu de volta. Não sei se será assim um orgulho tão grande estar numa faculdade. De que me vale este estatuto se no fundo não me sinto bem aqui? Inicialmente fez-me bem, muito bem até, mas as saudades começam a ser demasiado dolorosas, tudo isto me está a fazer afastar e a magoar muitos daqueles que sempre em mim acreditaram, estou a perder todos aqueles que ainda me restavam. O contacto já é pouco ou nenhum, salvo raras excepções, e com o passar do tempo tornar-se-á cada vez mais difícil. . . Acabaremos por nos esquecer uns dos outros, de tudo o que passámos, de tudo o que simbolizamos, da amizade aparentemente tão forte que nos unia?????? Não! Não poderei permitir que tal aconteça. Para que serviram então todas aquelas juras de que iríamos ser amigos para sempre? Estará esta ‘irmandade’ prestes a cair num declínio total que não conhecerá retorno?

Talvez seja eu a ter mudado, talvez tenha sido eu que me afastei, talvez a culpa seja, novamente, minha. Tornei-me mais fria e distante, admito. Sei que com isso estou a magoar quem não quero, sei que posso estar a cometer o maior erro da minha vida, sei que me poderei arrepender eternamente caso não altere esta situação. Perdoa-me! Perdoa-me se não consigo mudar, perdoa-me se não consigo evitar, perdoa-me se te estou a magoar, perdoa-me se te estou, mesmo que inconscientemente, a afastar. Não quero que me venhas a odiar, não quero que tudo o que temos possa vir a culminar com tamanha estupidez da minha parte, não quero ficar sem ti. . . Posso estar distante mas sabes que nunca deixas de em mim estar presente, posso não dar importância a coisas que antes dava mas no fundo apenas. . . .não sei. Desculpa mas não consigo encontrar uma justificação suficientemente plausível para tudo isto, não consigo. Odeio-me por isso.

Desculpa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O tempo urge lá fora. A rapidez com que tudo passa por mim faz-me desejar nunca mais sair daqui. Gostava que tudo fosse assim, gostava que apenas fosse preciso estar sentada e olhar por umas sujas vidraças e observar o tempo a correr contra mim. Sinto-me como se fosse a caminhar para um futuro desconhecido no qual poderei ser feliz e encontrar a essência da vida ou então despenhar-me de uma vez. Por entre conversas alheias nesta sublime carruagem, na qual todas as restantes sete pessoas que me acompanham participam, eu limito-me a escrever mantendo-me à margem de tudo isto, fechada no meu mundinho e com um bloco ridículo na mão. Consigo aperceber-me da curiosidade de algumas destas pessoas ao tentarem perceber o que estarei eu aqui a escrevinhar e a olhar pela janela com tanta veemência. . . Enfim.
No meio de tudo isto tenho de frisar o sentimento, um tanto ou quanto claustrofóbico, no qual me vejo neste momento. O que para muitos poderia significar um belo pretexto para confraternizar e sentir o calor humano, para mim é como um espaço fechado, demasiadamente até, no qual me vejo obrigada a estar até chegar ao meu destino, o que não deve faltar muito, espero eu.

Não me identifico com estas pessoas, não faz parte do meu feitio estabelecer diálogo com qualquer desconhecido logo à primeira vista e por isso continuo aqui, sob o olhar atento de todas elas, mas simplesmente a fazer algo que me dá prazer: escrever.
Por esta altura o silêncio apoderou-se deste espaço o que o faz parecer ainda mais escuro e compenetrado do que há pouco. Não posso deixar de esboçar um sorriso ao vê-los dormitar (alguns de boca aberta, imagem pouco agradável :$), outros já acordados a conversarem sobre o seu tempo de juventude. . . É nestas alturas que páro para pensar e percebo o quão 'deprimente' será ser assim. Não quero que isto faça parte do meu futuro, não quero ter a idade deles e ter de viajar de comboio para reencontrar ocasionalmente amigos que já não via há anos, não quero estar com três camisolas, um casaco e um xaile e ainda queixar-me de que está frio quando lá fora estarão uns 20ºC, não quero ter de pedir ajuda para andar e sobretudo não quero vir a sentir dificuldade em escrever. Não! Isso nunca! No dia em que tiver dificuldade em escrever deixarei de ser feliz. . . E não me refiro a faltas de inspiração, isso é um caso aparte, mas sim a falta de capacidade física de libertar as minhas maiores alegrias, tristezas, desilusões, epifanias. . .Seria uma tortura. Poderia também citar o basquetebol, sem força também não conseguiria jogar, mas até este já passou para 3º prioridade na minha vida, a par do curso, neste momento.
Agora que parei, fiz uma breve leitura em tudo o que já escrevi e a pergunta impôs-se: o que é que me deu para escrever estas coisas a esta hora da manhã (7 e meia) e nestas condições? Estarei a ficar senil ou não teria mesmo mais nada para fazer? Talvez seja porque, por muito inacreditável que o seja, quando vinha a observar os campos pelos quais passava, lembrei-me de diversos poemas de Alberto Caeiro, também ele amante da natureza e dos sentidos e, então, por que não tentar escrever algo do género? Quando olho para o resultado final denoto a ruralidade das minhas palavras em comparação às dele mas, pelo menos, a viagem passou muito mais depressa.
Termino por aqui. Mesmo que tenha entrado no campo da estupidez ao escrever isto e que tudo se resuma a uma simples perda de tempo. Irei continuar a ser 'maluquinha' para todas estas pessoas que me viram escrever a viagem toda mas quem sabe se um dia não as lerão quando forem publicadas :D Aahahahaha! Delírios.
Até sempre x_x

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Coimbra *.*

Coimbraa!

Cidade dos estudantes, minha casa nos próximos, pelo menos, quatro anos.

Tenho finalmente a distância que pedi vezes sem fim nestes últimos tempos. Deverei estar descansada? Optimista? Feliz? Sim, sim, não. Os quilómetros que me separam de tudo o que me fazia sofrer dão-me a possibilidade de estar minimamente descansada, dão-me um certo optimismo e até alguma esperança em crer que tudo isto irá mudar. . . Agora, felicidade? Não, não poderei dizer que estou feliz. Por muito que me afaste de S.A., por muito que tente sorrir e não pensar em tudo o que deixei para trás, não consigo. Tudo o que de mau ficou para trás resumiu-se a um simples espaço e sentimento quase que ‘físicos’. Tudo o resto veio comigo e teima em me acompanhar diariamente no pensamento e no coração. Até porque o esquecimento total é perfeitamente fictício, as pegadas impressas na alma são indestrutíveis.

Tudo me leva a crer que por vezes o melhor a fazer seria tentar recompor a minha vida, tentar seguir o ideal de que, tal como quando estamos perante um precipício a única maneira de andar para a frente é dar um passo para trás. Não sou assim, não sou agarrada a ideais, sigo os meus objectivos por muito desfocados que sejam.

O passado acabou! Ficou gravado em páginas perfumadas de um livro muito bonito, com uma capa muito colorida mas no qual a história teve um desfecho, ao contrário de todos os outros contos de fadas, infeliz. Não há volta a dar, não adianta lutar mais por algo que se perdeu, não adianta reescrever páginas arrancadas e perdidas para sempre, não adianta querer contar tudo de novo, não há imaginação, não há talento, não há capacidade para tal. Um grande escritor nunca faz duas obras de igual sucesso, algumas superam, outros ficam abaixo das expectativas. Esta nem chegou a roçar o limite dessas minhas expectativas, ao tentar recuperar o pedaço que foi destruído apenas consegui desiludir-me ainda mais. A arte de viver consiste em sacrificar uma paixão baixa por outra mais elevada e há muito que fiz a minha escolha. Agora posso finalmente dizer que vivo na pior de todas as prisões, um coração fechado. Arrumações sentimentais, uns que saíram, outros que entraram e ainda os que reforçaram a sua presença e o seu valor em mim e para mim. Odiarmo-nos a nós mesmos é muito mais fácil do que se pensa, é muito mais fácil de alcançar este tipo de estados de espírito e de revolta interior do que aquilo que possamos pensar. Mas até isto acabou. É tempo de mudar :’D

Se existem duas atitudes morais de que o nosso tempo necessita com urgência, elas são o autocontrole e o altruísmo. É isto que pretendo, é nisto que vou acreditar, serão estas as minhas crenças. Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir. Se é esta a solução, se é aqui que está o segredo que procuro então SIGAAAA *.* Autocontrole será um pouco mais difícil de atingir. Mas lá chegarei, não há impossíveis não é?

Nova cidade, nova rotina, novos hábitos, novas pessoas, novas experiências, novos cheiros, novas ruas, nova escola, velhos amigos! Serão sempre os meus únicos e insubstituíveis amigos! Gémea, Flávia, Sara, Raquel, Sílviaa, Loira. . .Patrick, Paulo, Jer, Rui, Reco. . . Vocês estarão sempre aquii! Há coisas que nunca mudam e eu faço questão de que fiquem sempre presentes na minha vida, o vosso valor é incontornável, todos vocês ajudaram a transformar aquela criança nesta ‘mulher’, todos vocês já são um bocadinho de mim! Por tudo isto me custou tanto despedir de vocês, daqueles que foi possível. Quanto a ti, amooooor, foste sem dúvida a pessoa de quem mais me custou separar. Por muito longe que eu esteja quero que saibas que estarás sempre aquiii <3>

AMO’TE HOJE E SEMPRE <’3

Perde-te comigo *.*







terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aviso!




Estas cadelas , com cerca de dois meses, estão abandonadas e precisam urgentemente de alguém que lhes dê carinho e atenção, caso contrário serão levadas para um canil e terão como destino o abate.
Não são de raça muito grande, são dóceis e muito brincalhonas, apenas precisam de um lar.
Se estás, ou conheces alguém, interessado em ser dono de alguma, ou mais do que uma, deixa por favor aqui um comentário e entrarei em contacto contigo :'D
Obrigada +___+
Elas merecem <3

sábado, 4 de outubro de 2008

Uma semana. A minha vida está circunscrita a uns míseros oito dias. Tudo poderá melhorar, tudo poderá ficar pior, tudo poderá permanecer igual. Pensando bem, penso que não poderá ficar pior do que já está, talvez por isso qualquer que seja a mudança que aí virá, será sempre considerada boa. Já disse isto vezes sem conta mas só agora percebo o quão insignificantes foram esses desabafos, o quão exagerados eram. . . Refiro-me à minha célebre frase “preciso de sair daqui”. Poderá até ser mais um dos meus devaneios de adolescente mimada, mas creio que não o será. Odeio a minha vida, odeio-me a mim, chego a odiar quem me rodeia mesmo sem razão aparente para tal. Estou a tornar-me num ser cínico, cruel, falso e vingativo. . Eu não era assim, não tanto, pelo menos. O que consigo com isto? O afastamento de todos aqueles que mais gosto, o desprezo íngreme mas tão doloroso que a cada dia se torna mais difícil de contornar.
Quero voltar atrás. . Umas horas, uns dias, uns meses, uns anos. . Não interessa. Quero voltar ao ‘antes’ e pronto! Estou farta de tentar ser alguém que não sou, farta de fingir que estou bem quando só me apetece curtir a ‘fossa’, farta de sorrir para que pensem que nada disto me está a afectar. Afecta oqey? Confesso! Afecta de uma maneira que nunca pensei ser possível, magoa como nunca antes me havia magoado, até a própria saudade é uma tortura só pelo facto de me fazer relembrar tudo o que passou, tudo o que perdi.
Lembro-me de uma frase de um filme “O passado é história, o futuro é mistério, o presente é uma dádiva. . . por isso se chama presente.”
O meu passado tem muita história, boa ou má, o futuro não me reserva grandes esperanças numa melhora e o presente. . .Bem, o presente é uma boa m*!
A minha vida já deu o que tinha a dar aqui. Quero Coimbra, Lisboa, o que for. . Quero tudo menos S.A. Esta já não é a terra onde nasci, já não tem as mesmas casas escondidas, os mesmos esconderijos onde outrora brinquei, não tem os mesmos cheiros do pão no forno ou das sardinhadas que se viam pelas ruas fora, já não tem o mesmo significado para mim. . . Talvez porque já esteja farta de tudo isto, talvez porque já não saiba apreciar estas pequenas coisas, talvez porque simplesmente não o queira fazer e deseje realmente sair daqui. Sair e não mais voltar :’D Sim! É isso! Dar um novo sentido à minha vida porque aqui já o perdeu, apreciar novos sítios porque estes só me trazem recordações e memórias, as quais eu quero esquecer pois se não o fizer continuarei a sofrer diariamente com isso. Estarei a ser demasiado inflexível? Demasiado fria e calculista? Talvez. Neste momento vejo-me obrigada a ser assim. Até o meu ‘Mundo’ já não tem qualquer sentido para mim. . . A revolta foi tal que arranquei tudo das paredes. É verdade, os 1001 posters que cobriam o tom branco das paredes desapareceram. . . Custou, é certo, mas foi melhor assim. Quero perder todo o tipo de ligação que ainda tenho com este espaço físico, acabou!
Posso até estar a ser cobarde, mais uma vez, a fugir de tudo o que me atormenta mas não irei voltar para trás nem culpar-me por tal acção. Preciso mesmo disto, desta vez serei eu em primeiro lugar! Comigo apenas levarei o essencial, e mesmo assim será pouco, levarei o meu holofote vermelho com o qual me refugio num quarto completamente fechado sempre que estou a precisar de estar sozinha e pensar, talvez na ânsia de tornar o ambiente ainda mais infernal, levarei aquela moldura de sempre +_+ e levarei três ou quatro pessoas no coração. Mais que isso não. . . Só assim conseguirei afastar-me por uns tempos de tudo isto, só assim conseguirei livrar-me de todos estes fantasmas, mágoas e sentimentos de culpa. Quero-te de volta, sim, mas como tal não é possível apenas digo “Adeus. . . Até um dia, quem sabe”.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sarinha <3

Pediste-me para escrever
Algo sobre ti
So' para que te fizesse esquecer
Ou por momentos não querer saber
Da tristeza que eu também já senti. .
Miúda do meu coração
Sabes que tudo o que passámoz
Jamais será esquecido
Ignorado ou perdido
Muitas histórias inventámos
Muitas vezes nos ajudámos
E a tudo davamos sentido.
Aquelas aulas secantes
Os intervalos manhosos
Tornavam-se momentos importantes
Passíveis de serem perigosos
Mas nada disto importava
Por que estava contigo
Protegida eu sabia que estava
Longe de qualquer perigo
Eras tu que me davas
Tamanha segurança
E nunca desesperavas
Mesmo quando eu perdia a esperança
Sempre me apoiaste
Mais do incondicionalmente
Em desvantagem muitas vezes ficaste
Largavas tudo para estar do meu lado sempre!
Isto nunca te poderei agradecer
E muito menos retribuir
Como tu gostava de ser
Ou pelo menos melhor pessoa parecer
Para que orgulho de mim pudesses sentir.
No dia em que me disseste
Que sentias orgulho em mim
Por ter esta força e ser como sou
Algo aqui dentro <3>
E percebi que o que nos ligava nunca iria ter fim.
Esqueçamos os crocodilos
Que nos separavam diariamente :p
Acabaram-se para sempre
Quero estar mais perto
Mesmo sem grandes aproximações
Pois o tempo que já perdi
Com incertezas e confusões
Já me fizeram estar demasiado tempo sem ti.
Deixando um pouco a poesia. .


Miúda, não há palavras q expliquem o que sinto por ti e o quanto és especial para mim. Talvez sejamos o oposto de todas as outras amizades, sinto que a distância é que está a tornar este sentimento ainda mais forte e isso só pode querer dizer que 'fomoz feitaz uma para a outra' :P
Nada pode mudar isto, nada poderá fazer com que eu te esqueça a ti e tudo o que passámos nestes três anos. Foi um orgulho ser tua parceira de mesa, foi um orgulho partilhar tudo aquilo contigo, foi e É UM ORGULHO SER TUA AMIGA, FAZER PARTE DA TUA VIDA e, acima de tudo é um orgulho saber que continuaremos a ser as mesmas amigas e que as nossas vidas estarão unidas para sempre. Seja naquelas apostas parvas [ahahahah @], seja naquelas conversas que ultimamente nos deu para ter e que não lembram ao Menino Jesus, seja nas noitadas em que vemos o CSI e as MC e depois ainda vamos fazer os nossos próprios filmes por móvel, seja naqueles telefonemas estúpidos em que tu ficas histérica e aos berros e depois desligas de repente, seja nas calinadas que dizemos diariamente (a Sara não dá erros ahahahah), seja como 'Meninas da ESFA', seja naquelas sessões fotográficas no meio da cidade em plena peixeirada, seja a comer aqueles mistos quentes com Santal Plus de Pêssego e Manga Fruta com Leite ou respectivo leitinho mimosa que só naquele cantinho da SC da ESFA sabem bem. . . É tudo isto que ficará sempre aqui <33 E é por tudo isto que és tão importante e essencial para mim!
É por tudo isto que eu te ADORO garota!
YR @ 4LIFE!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Factos Científicos


- Se gritares durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, terias produzido energia suficiente para aquecer uma chávena de café.
* (Não parece valer a pena)


- O orgasmo dum porco dura 30 minutos.
* (30 minutos!!)


- Dar cabeçadas contra um muro consome 150 calorias por hora.
* (Ainda estou a pensar no porco, oh pá!.......)


- Uma barata viverá 9 dias sem cabeça, antes de morrer de fome.
* (Que inveja que tenho do porco!)


- Alguns leões acasalam mais de 50 vezes por dia.
* (Prefiro ser porco, qualidade em vez de quantidade)

- As borboletas saboreiam as suas próprias patas.

* (Isso era bom se eu tivesse chispes…O porco pá… 30 minutos… ai…)

- O elefante é o único animal que não pode saltar.

* (...30 minutos, que loucura essa do porco!)

- A urina de gato brilha sob uma luz fosforescente.

* (Já toparam bem?... 30 minutos!)

- Os olhos de uma avestruz são maiores que o seu cérebro.
* (Conheço gente assim)

- As estrelas-do-mar não têm cérebro.
* (Também conheço gente assim)

- Os ursos polares são surdos.
* (os cães Pastor Alemão são nacionalistas, a baleia franca é franquista e o porco pá? ... O porco é demais!)

- Os humanos e os golfinhos são as únicas espécies que têm sexo por prazer.
* (E se calha um golfinho ter sexo com um porco? 30 min.! Fenomenal.)


Mulheres deste Mundo, nunca mais chamem nenhum homem de porco, a menos que tenham comprovado que eles merecem ser dignos de tal designação. Verdade seja dita, iria ser uma injustiça para os pobres dos suínos serem comparados com seres tão fraquinhos :$

Virgem +.+

Dizes que eu sou caniche mas tu surpreendes muito mais neste teu papel de virgem imaculada!
Oh Mano, pareces uma Nossa Senhora. . Daquelas que mudam de cor com o tempo!
Para que saibaz q a partir de hoje vou publicar aqui todas as tuas fotos mais vergonhosas, calinadas e sons mais cómicos.
A vingança tarda mas chegaaaaaa!
Amén.



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Homenagem ao Maninho


Artista: The RIP'mozart
Álbum: VÉNUS CANITOLI
Género: Impermanentado
Contactos para futuros espectáculos: 006969690

Mail: http://www.quebravidros.com/


Melhor q isto so' mesmo dizer q andaz a sacar CD'z do Mozart e que e's viciado em jogoz para putos :'D
AHAHAHAH!

. .16 de Maio de 2008. .


"Um dia acordei
E quando para o meu lado olhei
Observei-te a dormir
Dei por mim a sorrir
Porquê eu não sei
Talvez por que tu, meu amor
És o mais belo ser à face da Terra
E tudo o que vejo em meu redor
Faz-me mergulhar em suor
E minhas pernas ele encerra
Tudo me lembra de ti
Tudo se torna perfeito
Basta estares perto de mim
Para a minha loucura não ter fim
E eu ficar sem qualquer jeito
És mais que a minha vida
Vou amar-te até morrer
Adoro quando me chamas de querida
E começas com aquela doce batida
Que teima em não desaparecer
Amei-te no passado
Amo-te no presente
Amar-te-ei futuramente
Quero ficar contigo eternamente
Juntos iremos parar o tempo
E aquela magia perdurará
Viveremos o nosso momento
Em cima de ti eu me sento
Quero-te hoje, agora e já!
Viola-me como se não houvesse amanhã
Possui-me como sempre fizeste
Põe-te em posição de rã
Tal como hoje de manhã
Quando m adormeceste
Estamos em contacto permanente
Quero-te só para mim
Quero-te no presente
Pois tudo o que a gente sente
Torna-se mais forte assim
Penetra-me profundamente
Faz-me subir a temperatura
Deixa-me em estado de loucura
Ontem, hoje e sempre!
Psicopata ou não
Já fazes parte de mim
Ocupas todo o meu coração
E nem um só camião
Faria algo assim
Não sei que te dizer mais
Só que te amo com toda a força
Sejas tu um leão
Um tigre ou um camaleão
Ou ate uma frágil corsa
Amar-te-ei até morrer
Ninguém nos irá separar
Nenhum sentimento irá superar
Ou por momentos conseguir deter
Esta chama que continua a aumentar
És o homem, a perfeição em pessoa
Contigo e do teu lado
Qualquer ser voa
Sentindo-se amado
Com ar de quem foi penetrado
Nunca conseguirei
Virar-te costas e dizer adeus
E para sempre ficarei
Feliz e chorarei
Até quando olhar os céus
Nem que este se revoltem
Deixarás de ser especial
Amo-te muito mais do que ontem
Já se tornou em algo natural
És o meu inicio e o meu final…"
Tua (S' @

Aquele poema :'D

Há três ou quatro anos aqui entrámos
Prontas para o conhecer
Desde logo delirámos
Quando pelo seu nome chamámos
E ele nos veio atender. . .
Seu olhar tentador
Seu porte esbelto e esguio
Foi tão grande o ardor
Quando mirámos todo aquele esplendor
Que nos levou a fazer um ligeiro desvio. . .
Os livros deixámos
Tal como a nossa ingenuidade
A escrita transformámos
Quando em si nos inspirámos
Apesar da sua tenra idade. . .
Momentos marcantes
Até nas horas mortas
Histórias interessantes
Escritas em linhas tortas.
O diabo tem no corpo
E a sua mente pervertida
Da nossa inocência deram cabo
O romantismo ficou de lado
Para a perversão entrar nesta batida. . .
Esta vida ficará para trás
Nada voltará ao antigamente
De esquecê-lo nenhuma será capaz
Há coisas que ficam na nossa mente
Ontem, hoje e sempre. . .
Agarrado ao microfone
Nesta primeira sessão
Foi tal a excitação
Que nos fez lembrar uma * (palavra imprópria)
Criando em nós um ciclone
De pura emoção!
Resta-nos dizer
Que a sua importância foi tal
E que para sempre o lembraremos
De forma muito especial. . .
Muitos beijinhos
Destas suas escritoras
Ainda não especialistas
Mas apenas amadoras. . .
Pode entender isto
Da forma que quiser
Apenas lhe pedimos
Que não mostre à sua mulher :'D
* Flávia Figueiredo
* Sara Campos
* Sílvia Reis

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Síi *.*






Agradeço desde já à Bruna que me facultou o vídeo :'D Obrigada ! E' brutal.



Além disso, dedico'o a uma pessoa muito, mas mesmo muito, especial para mim:
Sílvia Margarida Abrantes Duarte Loureiro Rodrigues Reis Esteves Campos Lopes [ Apelidoz doz Gémeoz].
Gémea, como carinhosamente nos tratamos, tu decerto saberás o porquê de te estar a dedicar este post no qual está um vídeo sobre o Tom Kaulitz. . Não poderia ser mais indicado!
Bem, sei que és uma leitora assídua deste blog, e agradeço'te desde já por isso [g'anda maluca xD] mas, por incrível que pareça, nunca te dediquei um post a sério tal como já fiz com outras pessoas. Talvez tenha chegado a altura de o fazer :'D


Agora que me vejo perante este espaço, todas as ideias que tinha inicialmente foram-se esvanecendo e nem sei como começar. A verdade é que parece que quaisquer que sejam as palavras que use, estas nunca são dignas de te representar, nunca são suficientemente boas e especiais para te descrever ou simplesmente para me dirigir a ti. Assim que te disse que te ia fazer este texto, perguntaste logo se te iria fazer chorar como se não houvesse amanhã como, segundo palavras tuas, já fiz vezes sem conta. . Vou tentar não o fazer desta vez!


Podia passar a noite toda a escrever sobre ti, sobre o que significas para mim, sobre o que passámos juntas, sobre a falta que me fazes, sobre mim, sobre ti, sobre eles, sobre o Mundo, sobre NÓS. . . Mas nunca chegaria a dizer tudo o que sinto. Já quase nos odiámos por causa de um teste de português, não nos podíamos ver uma à outra mas, pior do que isso, éramos completamente indiferentes à presença da outra. Desperdiçámos dois anos da nossa vida e agora, quando olhamos para trás percebemos o erro que cometemos. . Eu sei que já dissemos por diversas vezes que talvez se nos tivessemos conhecido mais cedo não teríamos esta relação agora, não seríamos tão unidas mas arrependo-me diariamente por não o ter feito! Podia não ser igual, ou talvez até fosse, mas fizeste-me tanta falta!


Recuando até ao 10ºano, altura em que ficámos na mesma turma, via-te como uma conhecida, não como uma amiga. . No 11º ano, na viagem de dois dias à Corunha estivemos mais próximas, passámos a noite na cusquice no quarto, quando todos foram dormir (já deviam ser umas 6 da manhã) nós dissemos que não tínhamos sono e fomos para o corredor com copos de vidro de mão escutar às portas de todos os quartos. Parámos ocasionalmente na porta de um dos quartos por que este tinha uma cadeira mesmo jeitosa para descansarmos, sentaste-te, eu com o copo na mão encostei-me à porta e ouvia vozes aos sussuros. De repente, tu levantas-te, a cadeira dá um estalo enorme e vêm alguém abrir a porta. . . Senhor Paulo, de boxers e meias, com os olhos meio abertos e com a almofada debaixo do braço a perguntar "O que é que andam aqui a fazer?", nisto eu escondo o copo entre as minhas costas e a parede e tu desmanchas-te a rir dizendo que era a posição do copo. Na manhã seguinte andávamos pedradas de sono mas ainda fomos para o Museu, vês um quadro e dizes "Este quadro é profundo" e eu respondo-te "Pois, tem um grande buraco!". Ficou o nosso quadro <3>

No 12 ano...Começámos apenas por partilhar a mesa nas aulas de biologia à quinta-feira antes da hora de almoço. . . Durante as aulas iamos falando, comentando coisas banais, rogando pragas à professora por nunca mais se calar, enfim. Até ao dia em que entras disparada no pavilhão C logo de manhã, vens direita a mim e dizes aos berros: "descobri que somos gémeas!". Estive quase a chamar-te maluca mas depois de me explicares tudo se tornou mais claro. . . Ora segundo o que me disseste, somos gémeas por que tu és gémea do Paulo (que faz anos apenas quatro dias depois de ti e têm aparências físicas muito visiveis xD) mas também és gémea da Marlene (desculpa que davam aos professores para copiarem nos teste s e fazerem os exercícios em conjunto. Eu era gémea da Marlene por que ela era casada com o Bill e eu com o Tom, sendo eles gémeos nós tornámo-nos automaticamente gémeas também, por conseguinte sou tua gémea e do Paulo também. . . Quatro gémeos no total :'D A partir daqui foi sempre a crescer! Ficámos além de conhecidas, verdadeiras amigas e a cada dia consolidávamos esta amizade cada vez mais. . Descobrimos que tínhamos uma mansão, número 69, num descampado da Corvaceira e que vivíamos lá os quatro juntamente com os nossos apaixonados, tínhamos uma casota que apenas servia para pormos o Paulo a dormir lá de castigo, dado que não tinhamos cão e eramos muito felizes. . . Comecei a roubar-te o livro durante as aulas para escrever poemas em todas as margens que encontrava, verdadeiros momentos de inspiração que tanto davam para a lamechice como para a badalhoquice. Lembro-me de quando escrevíamos Tokio Hotel em todas as mesas e depois alguém de outra turma nos respondia e nos deixava recados a tratarem-nos mal, de fazermos caricaturas da professora Isabel Francisco com os seus caracóis e as maçãs do rosto muito salientes, quando passávamos a aula toda a escrever testamentos tanto em cadernos como na mesa, discutíamos sobre quem é que ia apagar e eu acabava por te roubar a borracha . . Meu deus *.* Mas o mais especial de todos foi aquele dia em que estavamos zangadas, já nem sei porquê, eu fiz-te um poema no meio da aula a pedir desculpa, tu reconsideraste e quando fizemos as pazes eu te disse "Espera aí que já te abraço. Deixa a porca virar'se para lá!". .E assim foi. Mal ela virou costas larguei tudo para te abraçar ! Momentos únicos que vivemos juntas naquela sala. . Abrangemos estes momentos de distracção para as aulas de quarta-feira e também para as de terça, sempre que os turnos eram juntos. Resultado: acabávamos por não ouvir nadinha daquelas aulas ! Era LINDO *.* Tornámo-nos confidentes uma da outra, já me começavas a conhecer como ninguém, mesmo sem eu dizer nada tu olhavas para mim e conseguias perceber se eu estava feliz ou triste. . . Aturaste-me as histerias, quando eu chegava à sala aos 'saltos' e a dar beijos a toda a gente por que algo de bom tinha acontecido, ou mesmo quando vinha com aquele feitio insuportável e não queria ver ninguém, tu estavas lá! Talvez por que só tu me percebias, só tu me conseguias acalmar e fazer com que eu tivesse uma conversa decente, talvez por que o teu feitio é tão mau como o meu !


Não poderemos esquecer a situação mais caricata do ano: o belo dia em que nos lembrámos de nos pôr a ler os poemas do teu livro que eu tinha escrito à porta do Pav.A passa o Agnelo, presidente do C.E. da ESFA, rouba-nos o livro e começa a ler. OMG :O Frases do tipo "Cose-me até ao chouriço", "Rebolávamos no tapete loucamente" e afins, não seriam o mis aconselhável mas ele lá leu a estava a ficar deliciado com o que via. . . De tal maneira que pediu que lhe fizessemos um e assim foi. Nunca tínhamos tido coragem para lho entregar até que eu, tolinha de todo, te arrastei a ti e à Flávia para dentro do Pav.A e pedimos para anunciarem "As meninas dos poemas" . Ele, todo aperaltado veio logo ter connosco e assim que lhe demos as folhas com os poemas, nos quais o chamávamos "Nelito", diziamoz que tinha ficado excitado e que o bigode saltava a cada linha que linha, além de o chamarmos depravado. . .Enfim! O que nos rimos quando ele veio atrás de nós para nos 'bater' e depois andava à nossa procura no ultimo dia de aulas para dizer aos berros à frente de toda a gente que nós éramos umas tolas e prevertidas! Ahahahaha! Já para não falar das vezes em que estavamos a fazer exames nacionais e quando ele entrava pela sala a dentro nós tentávamos esconder-nos para que não nos visse mas, o raio do homem, assim que nos via ao fundo da sala dizia logo "As minhas meninas dos poemas!!"! Meu deus! O pessoal ficava todo a olhar sem perceber nada. mesmo quando ele me roubava a folha do exame a pergunta onde é que eu tinha escrito os poemas desta vez :'X Tolo! Por falar em exames, recordo-me agora também das cartas que te escrevia nas folhas que nos eram dadas, supostamente para rascunho, e depois a professora que estava a vigiar te perguntava se eu estava a escrever uma carta ao namorado. :D Cada situação que passámos!


Por tudo isto te tornaste tão especial e magnífica, por tudo isto és agora indispensável à minha vida <3>

Tudo passou tão rápido. . .Quero voltar atrás! Ter tudo aquilo de volta! As maluqueiras, as histórias, as aventuras, as lamechices. .Quero estar de novo junto a ti!! Não nos vemos à cerca de duas semanas e não imaginas a falta que me tens feito +.+


"Um dia haveremos de ser mais crescidinhas e estarmos nas nossas mansões, uma ao lado da outra. . Eu vou estar à espera que o Ruben chegue do trabalho, para almoçar, vou estar com dois putos ao colo (um de cada lado) e com mais dois já mais crescidos a correr de um lado para o outro com uma bola de andebol. A filha mais velha, ou filho, estará no cimo de uma pedra a escrevinhar num caderno qualquer, poemas daqueles mais decentes (sim, porque têm que sair à mãe, não podem ser todos como o pai! Humpft). Tu, por tua vez, estarás também à porta de tua casa, que será ao lado da minha no meio do nada mas onde seremos muito felizes e vizinhas, à espera do teu marido também (que para mim seria quem tu sabes, mas se o dissesse começarias logo a implicar), com meia dúzia de putos ( dois ao colo também (eram gémeos) a babarem-se desalmadamente, dois com uma bola de basquet como o pai, um a comprar pornografia num sex-shop e outro a “bater uma” na sala sempre a rezar para que não aparecesse a avó LOOOOL). Agora passou-me esta imagem pela cabeça, as duas famílias felizes e estou a rir que nem uma perdida. Pelo menos consegui suster o choro durante um bocadinho *_* "


Lembras-te d te ter escrito isto há uns tempos? Não resisti em recordar. . . Que belo quadro de família que dava não?
Independentemente de tudo isto acontecer ou não há algo que nunca deixará de existir, a enorme amizade que nos une e que nunca desaparecerá. Chamam-nos malucas por sermos assim mas somos tão felizes! Temos algo que muita gente nunca chega a saber o que é, somos a prova vivo de que não amamos apenas os nossos namorados mas também os amigos! Já fizémos coisas juntas que nunca ninguém se lembrará de fazer, talvez por que não dão importancia a tais coisas. . . Já fizemos uma directa via telemóvel juntas apenas para vermos o nascer-do-sol ("Aqui os passarinhos já cantam mana!!!"), vimos o quão bonito fica o céu com a multiplicidade de cores que o invadem logo de manhã, damos importância a um simples chilrear de pássaros, ambas nos perdemos na imensidão do mar, ambas nos isolamos vezes sem conta, ambas temos aqueles ataques de choro e lamechice a meio da noite, ambas somos adoramos dormir 24horas seguidas apesar de não nos deixarem, ambas somos assim. . Diferentes de todos, mas iguais entre nós :'D Talvez por isto sejamos felizes quando estamos juntas! Mana, eu nunca, mas NUNCA me vou esquecer de ti. Marcaste a minha vida, entraste no meu <3>

Não te consideres nunca uma pessoa fraca. Tu és mais forte do que qualquer pessoa que eu conheço. És ÚNICA! E preciso sempre dessa tua força para eu própria ter segurança. . Mesmo naquelas vezes em que olhavas mesmo nos meus olhos e eu te mandava parar, eu sentia-me protegida, tu transmitias-me essa segurança que me faltava. Hoje, sinto falta desse teu olhar, dessa tua expressão e garanto-te que nunca mais te pedirei para não olhar!


Estou a ouvir uma musica que se chama “GOODBYE”. Está a fazer-me chorar comó cr5 mas não me importo. Borrei a maquilhagem mas não me importo. Estou quase a desfalecer porque não como à muito tempo mas não me importo. Tu és a única coisa que me importa agora! (Tu e o Ruben xD) São vocês que dão sentido à minha existência, é por vocês que eu vivo, é por vocês que eu luto. É a vocês e ao vosso amor que eu me agarro sempre que estou quase a bater no fundo. . É neste momentos que, mesmo estando longe, te tornas tão importante e especial mesmo sem dares por isso.
Obrigada por tudo <3>

I’M NOT A PERFECT PERSON, tal como diz a nossa música, mas prometo que vou melhorar amor. Por ti, porque sei que acreditas em mim e porque não te quero desiludir.

Perdoa-me se alguma vez te magoei, te desiludi ou não alcancei as espectativas que tinhas sobre mim mas eu sou muito parva às vezes. Vou fazer de tudo para não o voltar a fzer futuramente.

AMO’TE!
NUNCA TE ESQUEÇAS DISTO <3333333333333>

Da tua sempre gémea:
SARA RAQUEL ABRANTES DUARTE LOUREIRO RODRIGUES REIS ESTEVES CAMPOS LOPES KAULITZ FIGUEIREDO

PS: Não sabemos o que vai acontecer daqui para a frente, com a Universiade é quase certo que vamos ficar separadas mas, mesmo que tal aconteça, nunca, mas NUNCA vais sair daqui <3>

Promete que a vida não vai apagar tudo o que por nós foi construído *.* Promete que nunca deixarás de estar ao meu lado! Nunca foi tão dificil separar-me de alguém como foi contigo e não quero que esta dor se prolongue ainda mais. .

Volta para mim *.*

sábado, 6 de setembro de 2008

Finalmente ganhei coragem para colocar um ponto final nesta etapa da minha vida. Há medida que o faço as lágrimas correm pela minha face sem que nada consiga fazer para o impedir, é um turbilhão de sentimentos que culmina com uma saudade tão, mas tão grande de tudo o que já vivi, que é impossível explicar.
Três anos que foram guardados numa caixa, três anos de lutas e de derrotas, três anos de aventuras e dificuldades, três anos de alegria e de tristeza, três anos de histerismo e de desespero, três anos da minha vida. . . Sinto que me estou a 'livrar' mais do que de simples livros e cadernos, parece que todo o amontoar de papéis se vai desmoronar a qualquer momento e que, tal como ele, tudo o que representam vai cair também. Não quero que isso se suceda. NÃO VOU DEIXAR! Nunca imaginei que fosse custar tanto, que doesse de tal maneira quebrar os laços com essa 'vida' que levara até aqui.
Alguém me disse que, para tornar tudo mais fácil, imaginar que me estava a despedir dos anos mais importantes da minha vida, que tudo aquilo ia ser guardado em caixas mas que as boas recordações ficariam para sempre aqui <3 A verdade é que não me quero despedir de nada disto!~.~
Fui muito feliz, sobretudo neste último ano e tenho medo de que nunca mais possa voltar a sentir essa felicidade dado que não vou ter comigo todos aqueles que para ela contribuíram. Vou perder'voz a todos :'X
Por muito que digamos que não, que o contacto não se vai perder, que tudo vai ser como antes, vamos continuar com as gargalhadas, as palhaçadas, as conversas 'porcas' mas também as mais sérias, que vamos continuar a lembrar-nos sempre uns dos outros quando estivermos mal, porque precisamos de alguém com quem desabafar, mas também quando estivermos bem, porque queremos compartilhar essa alegria, nada vai ser assim. Ainda não no separámos definitivamente e já tudo se tornou diferente. Daqui a uns meses, já nem nos lembraremos de metade daquilo que passámos juntos e, um dia mais tarde, perguntar-nos-ão quem eram as pessoas que estavam connosco em todas aquelas fotografias e, aí, lembrar-nos-emos do quão felizes já fomos e de todas aquelas pessoas que o tempo quase apagou e que a vida nos levou a 'perder'. É disto que tenho medo. . . É por isto que choro cada vez que penso que tal pode acontecer. Não quero perder as únicas pessoas que ainda me fazem feliz. . . As minhas miúdas, a Sílvia, a Flávia, a Sara, a Raquel, a Fii, a Daniela, a Jess, a Carla; os meus miúdos, o Rui, o Paulo, o Jer, o Reco, o Patrick, o Hugo; e acima de tudo, o meu garoto *.* aquele que está sempre do meu lado, que nunca desiste de mim, que continua a acreditar e a fazer-me acreditar de que sou capaz de fazer o que está certo. . .o meu Rúben <3 É por vocês que vivo *.*
E no meio de tantas recordações, queria parar com aquela tortura mas nem disso era capaz. Pelo meio encontrei cartas perdidas, as calinadas dos professores escritas em todas as capas dos livros, os bilhetinhos que passávamos no meio das aulas [ um deles dizia: "Eu acho que ela guarda veneno nas cuecas e hoje trás o fecho aberto para nós o snifarmos quando ele se começar a espalhar pela sala. Alerta Vermelho! Evacuação Urgente da Sala!" ]. Não faço ideia quem o tenha escrito, julgo não ter sido eu, mas sei da razão pelo qual foi escrito e, qualquer pessoa daquela turma ao ler isto, perceberá de que se tratava. Mas, apesar disto, houve algumas coisas das quais não me consegui separar e que continuam no cantinho da estante. . . O caderno dos poemas que trazia sempre comigo, a capa com todas as conversas paralelas às aulas, as cartas que escrevíamos durante aquelas aulas secantes de revisões, e não só, que depois eram entregues e lidas nos intervalos e claro, o livro de biologia *.* Esse mais que sagrado! Não pelo que vale em si mas pelo que tem escrito naquelas ínfimas margens e que têm um valor incalculável. Custou viver tudo isto de novo sabendo que nunca mais vai voltar mas, pelo menos permitiu-me recordar histórias e momentos dos quais eu já me tinha esquecido.
É para isto que servem as lembranças escritas. .
É por isto que eu continuo a escrever. . ~
É por tudo isto que sonho como se fosse viver para sempre mas vivo como se fosse morrer hoje. . É por tudo isto que choro. .
É por tudo isto que vivo. .
E é com tudo isto que viverei para sempre bem guardadinho aqui <3
Não me estarei a despedir de nada, apenas estarei a proteger tudo isto do esquecimento. . *.* Finalmente o secundário é um capítulo encerrado. . . . . . para sempre!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Parabéns


Não poderia deixar passar esta data em branco sem que prestasse aqui uma homenagem aoz gémeos Kaulitz que hoje estão de parabéns pelos seus 19 anoz.
Conhecidos por fazerem parte de uma das bandas de mais sucesso na Alemanha desde sempre e com milhares de fãs, os Tokio Hotel cantam e encantam nos mais conceituados palcos do Mundo.
Ao Bill, vocalista, e especialmente ao Tom, guitarrista, aqui fica uma mensagem de Parabéns :'D

sábado, 30 de agosto de 2008

Brightness

Triste vida.
Perdi a comodidade de viver na ignorância e agora que finalmente caí numa realidade que para mim sempre foi tão abstracta e distante, não sou capaz de suportar tal situação. Será que o ser humano perdeu a completa noção de que as suas atitudes não afectam apenas o seu ego mas todos aqueles que os rodeiam? Não haverá consciência dentro de cada cabeça para compreender algo tão simples?? Porquê deixar-nos levar por falsas impressões, por palavras alheias que têm como único objectivo destruir tudo aquilo que por nós foi construído ao longo da vida? Talvez seja eu a estar errada. Talvez os meus impetuosos 17 anos não sejam suficientes para dizer isto. Talvez o facto de a minha consciência ter mais peso para mim do que a opinião do Mundo inteiro não seja assim uma perspectiva tão abrangente como eu gostaria. O pior é que muitas das vezes não procuramos uma razão lógica para fazer o que fazemos, não temos a preocupação de perceber o porquê de tais vontades, de tais actos infrutíferos, na maioria das vezes, temos sim a preocupação de arranjar desculpas para tudo isto.
Todos nós adquirimos o vício de estabelecer regras para os outros e excepções para nós, como que dando autorização a nós próprios para cometermos os maiores erros da nossa vida sem que possamos vir a ser castigados por isso. . . Era bom que se começasse a parar e a pensar naquilo que se faz e nas consequências que daí poderão advir. . . O isolamento, a solidão poderá ser o primeiro passo para que tal se suceda.
As pessoas fogem da solidão porque têm medo dos próprios pensamentos, porque só o facto de poderem ir até ao 'fundo' da questão os assusta. Quantas vezes dizemos que as nossas palavras vêm do fundo do coração, quando na verdade nem sentidas são? O fundo do coração está mais longe do que o fim do Mundo. Apenas algo muito verdadeiro poderá vir de lá, algo que muitas pessoas dizem ter mas poucas o têm o privilégio de ter. É aqui que fugimos, é aqui de corremos em busca de uma vida melhor. Mas de que nos serve correr se estamos no caminho errado? Não há obstáculos intransponíveis, temos é de fazer deles os nossos pontos de partida para uma luta diária e incessante.
Não é por termos liberdade que podemos mudar tudo à nossa volta, mas dispomos da faculdade de dar sentido a tudo (o que é muito melhor), mesmo àquilo que não o tem! Nem sempre somos senhores do desenvolvimento da nossa vida, mas somos sempre senhores do sentido que lhe conferimos. Eu, particularmente, não tenho coragem para tomar este tipo de iniciativas, confesso, mas ajo como se a tivesse o que talvez venha a dar ao mesmo. . . Dizem que a dor alimenta a coragem e que ninguém pode ser corajoso se nunca sofreu. Bem, por este ponto de vista estou a tornar-me num ser muito corajoso mas como a arte de vencer apenas se aprende com as derrotas, faço disto o meu objectivo. Posso até cair sete vezes mas levantar-me-ei oito! Deixarei o meu medo de lado e tentarei descobrir o lado positivo de tudo isto.
Sempre que voltar a ouvir o levantar de vozes não irei pôr a música ainda mais alto mas irei fazer de tudo para as calar.
Nem mesmo a 'sombra' que me tem aprisionado me irá deitar abaixo, a partir de agora, não a temerei pois é sinal que uma luz brilha bem próximo de mim.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Português Ambíguo

Conversaz Produtivaz ao MÓvel x$

Eu: Sim?!
Sara Carolina: [Silêncio]
Eu: Hey!!
SC: Saraaaa! Olha, tenho uma dúvida.
Eu: Diz.
SC: Vinha para casa e vi que tava um relâmpago no ce'u. . E' sinal q ta' a trovejar certo?
Eu: :OO Yaaa!
SC: E isto e' uma trovoada ne'?
Eu: Sim! :$
SC: Hum. Tabem.
Eu: :O Taz bem?
SC: Esquece la' oz trovoes! Olha, pode dizer'se 'trovejada'?
Eu: Claro q nao!
SC: Ah, maz uma professora de português disse q sim! Pode dizer'se trovoada e trovejada. .
Eu: Nao e' nada!
SC: E o qeq tu percebes disto??
Eu: :O PUTA!
SC: Entao mas se quando vem a trovoada é porque troveja, porque e' que não trovoa quando vem a trovejada?
Eu: :OOOOOOOOO
SC: Oh. Vou ver ao dicionário. Xau.
Eu: Ok :o Xau.
SC: Ate' amanha. Quer dizer ate' logo.
Eu: Vai. Ate' logo.
SC: [Desliga o movel]

Algunz segundoz depoiz. . .

Eu: Sim?!
SC: HEY! Nada de meter isto no Hi5!
Eu: Yaya! Claro q nao!
SC: Ok. Xau.


AHAHAHA! NAO TENTEM FAZER ISTO EM CASA -.-
Poiz bem, esta dúvida começou a dar-me a volta à cabeça e decidi ir pesquisar. Peguei no meu super-dicionário que já estava com um camadão de pó em cima pela falta de uso, que vergonha dizer isto :$, e parti à procura da palavra desconhecida. Abri numa página e sorri de imediato quando encontro a palavra "uretrovaginal". Algo bonito de se ler, é o que dá abrir o dicionário numa página ao calhas.
Passo a apresentar o resultado da pesquisa:
Trovejado - adjectivo; acompanhado de trovão ou trovoada
Trovejar - verbo intransitivo; soar o trovão, haver trovoada (...)
Trovoada - substantivo feminino; Série de trovões; tempo de trovoada (...)
Outros Resultados:
Sara: Talvez exista a palavra 'trovejada'
Rúben: E' um verbo mas muito pouco usual que deriva do latim "trovejaeum".
Sílvia: Eu acho que não existe, o google anda parvo.
Patrick: E' trovoada ne'? Eu acho que trovejada nao existe.
Rui: Eu acho que não existe, mas nunca se sabe.
Bem, isto leva-me a concluir que o português deve ser mesmo muito complicado.
Do meu ponto de vista, a palavra "trovejada" poderá realmente existir mas como género feminino de 'trovejado', nunca como sinónimo de trovoada, sendo esta um substantivo. Posso estar errada mas penso que seja realmente assim.
Qualquer pessoa que posso ajudar a esclarecer esta dúvida, é favor que o faça.
:'D
Obrigadaa!

ER(R)OS

Criei este blog à cerca de um ano e dois meses, no início tinha o nome de "Horizonte de Um Só Olhar" (nem eu sei bem porquê) mas, passado algum tempo alterei o seu nome para "ER(R)OS". Muitas pessoas já me haviam perguntado o significado de tal designação mas nunca soube dar uma resposta concreta. Hoje, tentarei fazê-lo.
Bem, para começar devo dizer que a palavra base da qual o nome surgiu é 'EROS' e não 'ERROS'. Eros era um Deus primordial, tal como Urano, Nix ou Óreas e era o Deus Grego do Amor.

"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.
Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando pertubada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo. Com Psiquê teve trigêmeos: Eros II, Volúptas e Volúptia "

Talvez esta seja uma história que reflecte um pouco o que eu quero transmitir. O amor está muitas das vezes associado a grandes erros. . Sabemos que o único modo de evitar os erros é adquirindo experiência mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros. . . Não será por isto, decerto, que deixaremos de amar até porque o maior erro que um homem pode cometer é viver com medo de cometer um erro. Não espelho neste blog todos os erros que já cometi, tento apenas mostrar o lado positivo, e também o menos positivo, das escolhas que somos obrigados a fazer diariamente em prol desses amores e não só. Já errei muitas vezes mas não me arrependo de tais "pecados", se é que assim podem ser designados. . Como diz alguém com quem converso ao telemóvel neste momento (ahahah) "Não considero que tenha cometido erros graves no passado pois quando supostamente os cometia pensava estar a agir correctamente e isso é o essencial. Não tenho piores momentos, tudo o que me aconteceu foi especial nessa altura mesmo que agora pareçam ter sido as piores asneiras do Mundo, aprendi sempre alguma coisa. Por tudo isto a vida se torna uma verdadeira escola."
Pouco me resta para acrescentar. . .

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Love VS Dead

O amor é inseparável da morte. Sei que amo porque me esqueço de que existo, porque morri para mim mesma, para viver naqueles que amo. Se eles estiverem bem, então eu estou bem, ainda que esteja mal. Dois termos tão diferentes, tão opostos no seu todo mas no fundo tão iguais e semelhantes.
Há quem diga que começamos a morrer no momento em que nascemos e que o fim é o desfecho do início. Whatever ~_~ Talvez seja assim, talvez não o seja. A verdade é que tudo o que tem início, obrigatoriamente terá um fim também, será mais ou menos longo mas, do destino não podemos fugir.
Em tudo o que vivo, tudo o que faço, em todas as minhas decisões tenho o objectivo de melhorar o que sou e não de ganhar isto ou aquilo, ter mais ou menos conquistas materiais até porque quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos. Possuímos apenas aquilo que não perdemos com a morte, tudo o resto é ilusão e, a nossa personalidade jamais ninguém nos poderá roubar, nem mesmo a morte com o seu carácter assustador. Há quem a tema, quem a deseje, quem a procure e até quem se limite a esperá-la. Não a temo simplesmente porque o meu maior medo não é morrer mas sim não vencer. Não ter a capacidade de conseguir ser feliz e vingar numa vida onde a tristeza e vingança cada vez são mais senhoras e mandatárias.
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade e talvez por isso tudo o que é feito é já a pensar no seu fim. Queremos tudo e nada ao mesmo tempo mas, no final, um túmulo bastará a todos aqueles para quem não bastava o mundo inteiro !
Apesar de saber que a morte é a coisa mais segura e firme que a vida inventou até agora todos os dias luto para tornar a minha vida segura e firme também, ganhar consistência no pouco que me resta.
Talvez tudo isto porque acredito que não morrerei, apenas partirei primeiro do que todos aqueles que andam neste mundo *__*
Enfim.

Definição Incerta

"A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.


Diz a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.


A verdade, como a inocência, costuma estar inerme: não toma o cuidado de se precaver com alibis. Essa é a sua miséria, essa é a sua grandeza.


Toda a nossa vida é uma primavera, porque temos em nós a verdade que não envelhece, e essa verdade anima toda a nossa caminhada.


A verdade não está do lado de quem mais grita.

As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.


Para alcançar a liberdade interior é preciso vencer a ignorância e as diferentes manifestações de fraqueza. Assim a consciência vai descobrindo a verdade e pondo em ordem os bens e os deveres. Daí a importância de ter verdadeiro amor à verdade.

Quem ama a verdade, procura formar a consciência: conhecer os princípios morais, pedir conselho a pessoas rectas e com experiência; não considerar humilhante que nos corrijam. De facto, os outros observam-nos de fora e com mais objectividade do que nós mesmos. Também é preciso tirar experiência dos próprios actos, examinar-nos com frequência (diariamente) e corrigir os erros. É preciso ser humildes para reconhecer os erros e rectificar, mas isso dar-nos-á uma grande sabedoria, e capacidade de ajudar os outros também.

Em cada decisão, entra em jogo a consciência que, ou impõe a verdade sobre a conduta ou é desprezada e calada. No primeiro caso, somos nós que actuamos com a nossa liberdade; no segundo é algo que está dentro de nós: os caprichos, a preguiça, o medo ao que dirão.

Só nos encontramos a nós mesmos depois de encararmos a verdade.

No interior de todas as coisas existe uma medida, uma verdade última, que é preciso respeitar.

Todos desejam ardentemente ter a verdade do seu lado e muito poucos optam por estar do lado da verdade.
A verdade padece, mas não perece.
Quem procura a verdade deve estar disposto a sacrificar tudo pela verdade.

A verdade é sempre o argumento mais forte.

Não mentir é talvez a forma mais rara de heroísmo.


A pior coisa que uma pessoa pode fazer na vida é fugir de si mesmo; mais cedo ou mais tarde alcançar-se-á e... ainda por cima cansado.

Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.


O costume de guiar-se sempre pela consciência, chama-se rectidão. Manifesta-se no amor à verdade e dá uma grande beleza e fortaleza ao carácter.

A verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície... Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo.

A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil.


Nunca queres "esgotar a verdade". - Umas vezes, por correcção. Outras - a maioria - para não passares um mau bocado. Algumas, para o evitares aos outros. E, sempre, por cobardia.

Assim, com esse medo de aprofundar, nunca serás homem de critério.


Para a mentira ser segura

e atingir profundidade,

deve trazer à mistura

qualquer coisa de verdade...


A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio.
Cada vez que mentes para evitar um esforço, a manta sob a qual te escondes torna-se um pouco maior, até que acabes por te afogares debaixo dela.


A experiência da nossa fraqueza e o reconhecimento de que agimos mal, é algo que humilha. Quando à fraqueza se une o orgulho, o engano pode chegar a extremos patológicos: não se conforma com uma modesta justificação, mas incomoda-se com a verdade, com os que lhe dizem a verdade, ou com os que a vivem.


A verdade nunca é injusta; pode magoar, mas não deixa ferida.


A pior verdade custa apenas um grande desgosto. A melhor mentira custa muitos pequenos desgostos e, no fim, um desgosto grande.


Nas montanhas da verdade nunca se faz uma escalada inútil.


A verdade levanta tormentas contra si mesma; as quais transportam as suas sementes pelos quatro ventos.
Aquele que procura a verdade corre o risco de a encontrar.


A única verdade é a realidade.

Prefiro incomodar com a verdade do que agradar com adulações.


É fácil falar com clareza quando não se vai dizer toda a verdade.


A verdade libertar-vos-á.


Não somos nós que criamos a verdade, que a dominamos e a fazemos valer. É a verdade que nos possui.


O homem está sempre disposto a negar aquilo que não compreende.

Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam.

Se tiveres a coragem de olhar o mal cara a cara, de o veres como realmente é e de lhe dares o seu verdadeiro nome, ele não terá poder sobre ti e poderás destrui-lo.


Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia; mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade.


A repetição não transforma uma mentira numa verdade. "

Bem, antes de ir dormir, dei-me ao trabalho de ir pesquisar sobre o que será de facto considerado como "a verdade". Aqui estão alguns exemplos de definições dadas ou tentativas de juízos de valor acerca deste assunto através de frases bem inspiradas. Como era incapaz de fazaer melhor, apenas me limitei a destacar as que, para mim, são as melhores e mais conscientes.

The Truth

Já estive na cama, prontinha para passar mais uma bela noite mas, perante a minha total falta de sono e excessivo estado de excitação, tal não aconteceu. Dei mil e uma voltas na cama, quase que contei carneirinhos para ver se resultava, não o fiz porque já experimentei uma vez e não deu em nada (humpft ~_~), mas nem assim o sono apareceu.
Foi então que pensei: Por que não ir escrever?
Só hoje já iniciei dois textos diferentes mas não consegui incutir um sentido lógico a nenhum deles e, por isso, estão bem guardados nos rascunhos :'D
Pronto, estou aqui com toda esta conversa mas confesso que, uma outra razão que me levou a ligar o portátil a estas horas, foi o facto de ter ficado sem bateria no MP4 e estar a precisar urgentemente de ouvir música aos berros ( é por isto que os phones dão tanto jeito e eu começo a ficar surda xD ).
Estou pouco confortável, vou levar o meu 'amigo com teclas' para cima da cama. . .
Enfim, cá estou eu a tentar forçar a minha imaginação para arranjar um bom tema que me leve a escrever um 'testamento', como dizem que faço sempre [-_-] mas acho que não vou ter muita sorte.

Wiiiiii ='X Não resisti e já liguei a música *__* Baixinho para não acordar ninguém, dado que são 01:51 da manhã -.-'

Devo ser um tanto ou quanto louca, quantas pessoas terão estes ataques a meio da noite? Bem, pelo menos não me dá para ir assaltar o frigorífico e os armários da cozinha o que, aí sim, seria um problema grave. Ao vir escrever, além de exercitar os dedos, ainda vou tentando não perder o pouco jeito que tinha para isto.
Até era capaz de fazer um texto lamechas, em que poria meio mundo a chorar ao ler ( que grande lata a minha :$ ) mas não consigo. . . O meu estado de pseudo-histerismo aliado a esta música não me deixa escrever quaisquer palavras que transmitam tristeza, saudade e afins. Não que estes sentimentos não estejam presentes em mim mas tento ao máximo não os revelar. . . Aprendi a controlar-me, não explodir, não descarregar em outrém. É nestas alturas que me apercebo que mudei mesmo, para melhor, pelo menos no meu ponto de vista. A partir de agora, não agora neste exacto momento mas o 'agora' desde esta mudança, estará sempre tudo bem mesmo que não o esteja, vou sempre sorrir mesmo com vontade de chorar, vou saltar mesmo com vontade de gritar de raiva, vou dizer que amo a vida mesmo que esteja a morrer interiormente. Talvez um dia olhe para trás e perceba que só estou a errar ainda mais tomando estas atitudes um tanto ou quanto infantis mas, sinceramente, I DON'T CARE! W i i i i :')
Faço'o porque sei que se não o fizer estarei a magoar as pessoas que gostam de mim. Já cometo asneiras suficientes e estou farta! Ninguém imagina o quão difícil é ver alguém que amamos sofrer apenas porque nos ama, porque se sente desiludido, porque não correspondemos às suas espectativas, porque de qualquer forma o 'atraiçoamos', porque não somos capazes de enfrentá-lo e dizer tudo o que sentimos. Tal como diz alguém que é tão importante para mim "Às vezes há palavras que doem mais que uma estalada". Sim, é verdade. . . Daí eu preferir calar-me e ficar na espectativa.
A renitência em postar isto é cada vez maior, está a perder toda a lógica inicial e até eu começo a perder a força (psico)lógica para continuar. Ficar-me-ei pelo meu MP4, agora já com alguma bateria (espero eu) e ouvirei música pela noite fora. . .

"The truth burns deep inside, And will never die"

Parece que até a música se adequa às minhas palavras.
Traduzindo "a verdade queima lá dentro e nunca irá morrer". Bem, parece que isto irá contradizer de certa forma tudo o que escrevi anteriormente mas, tal como diz a música, a verdade acaba por nos queimar interiormente e nunca morre, por muito que a queiramos esconder. Com o passar do tempo corroer-nos-à e talvez seja demasiado tarde para voltar atrás. Valerá a pena arriscar?
Talvez, quem sabe.
Eu arrisco ='X

[São 02:11 da manhã, horas de ir].
Até Amanhã :D

domingo, 24 de agosto de 2008

Summer 08 :$

"Estou prestes a fazer a reeinvenção de um verdadeiro diário a bordo, neste caso a bordo de um automóvel.
Há uma semana atrás, dava tudo para sair daquela cidade, sair dos mesmo sítios e fugir das mesmas pessoas, no fundo, queria fugir da minha vida e precisava dessa distanciação. Estava a definhar completamente numa angústia e numa 'fossa', da qual eu já quase não queria nem conseguia sair. . . A solução surgiu com esta oportunidade. Parti para um destino incerto e vim parar à Figueira da Foz. Talvez um local banal para muitos, para mim também o era mas, tinha esperança de que fosse aqui que iria conseguir repôr todas as minhas energias, de que fosse não mais um sítio mas sim O SÍTIO. Agora, passados estes dias deparo-me com o completmento subtil e quase perfeito entre o desejo de ir e a vontade de ficar. . .Tenho aqui a paz que noutro sítio não tenho, tenho aqui o mar que lá não tenho, tenho a distância de tudo aquilo que me estava a fazer mal mas, falta algo muito mais importante do que tudo isto: faltam as pessoas que eu amo! Pessoas essas sem as quais não vivo e que me fazem falta. . .Muita mesmo! Durante todo este tempo, vários foram os dias em que me tudo me levava a desistir, queria voltar para a vida que eu designava de miserável sem sequer tentar parar para perceber o porquê de muitas das coisas que me andavam a atormentar. Quis voltar mas algo mais forte me fez continuar e permanecer aqui inabalável. Tudo me fazia confusão, tudo me alterava o humor, tudo me tirava a vontade de sorrir. . .

"As férias começam a ser longas demais.
stou a precisar urgentemente de sair daqui, desta terra, destes lugares, deste Mundo em que vivo diariamente.
Já não suporto estar sempre a ver as mesmas coisas, as mesmas pessoas, os mesmos sítios. Quero fugir da rotina mas nem isso posso fazer. Resta'me portanto sentar-me à beira da cama, olhar para o relógio e, ao ver que ainda é cedo para fazer o que quer que seja, começo a tentar
escrever.
"

Este é um excerto de um 'texto' escrito por mim antes de ter quebrado esta rotina. Digo 'texto' porque não se pode considerar um verdadeiro texto a estas míseras frases. Naquele dia queria escrever, soltar tudo, mas nem isso estava a ser capaz de fazer. Por isso parei. . Fiquei-me por estas palavras e nem sequer me dei ao trabalho de as publicar ficando, até hoje, guardadas nos rascunhos. Tal situação não podia continuar. .
Prometi a mim mesma que voltaria uma pessoa diferente da que era e consegui. Olho para este mar pela última vez e sigo. A minha vida espera-me! Não irei mais fugir, enfrentarei, lutarei e nunca desistirei. Por mim, por ele, por todos aqueles que sempre acreditaram nas minhas capacidades e nunca desistiram de mim.
Estou no cimo de uma Serra neste preciso momento. Lá em baixo apenas vejo o mar e pouco mais do que isso. A sensação de liberdade é tal que não me importava de continuar a subir infinitamente. . . Há um tempo atrás talvez o meu maior desejo fosse cair lá em baixo mas, agora, quero exactamente o contrário. Tenho muito mais coisas que me prendem aqui!





Durante muito tempo não conseguia dizer que era 100% feliz, faltava qualquer coisa apesar de já ter tudo o que me poderia tornar numa pessoa assim. Tinha os amigos certos, a pessoa certa, a vida certa mas as atitudes erradas. . Faltava ela! A única pessoa que me faltava (re)conquistar. Julguei que tinha perdido a sua amizade para sempre, que nada nos faria voltar atrás e tentar recuperar momentos e um tempo em que tinhamos sido, ou eu pelo menos tinha, tão feliz. Queria pedir desculpa, olhar nos olhos e dizer que nunca lhe deveria ter feito tais coisas mas faltava a coragem para tal, a culpa que sempre senti era maior e levavam-me a reprimir tudo o resto. Pequenos flash-backs aconteciam constantemente, tudo nos levava a sítios, frases, momentos e sentimentos passados. . . Mas nem assim. Até ao dia em que tudo mudou de novo, sei que não vai voltar a ser o que era mas podemos pelo menos chegar perto de tal. Agora, tenho realmente tudo para ser feliz!
Agora vou lutar por isso. . . Sim, eu agora sei que sou capaz!
Ficam para trás as mágoas, os ressentimentos, as crueldades, as vinganças fugazes e recíprocas.
A Sara volta outra! E desta vez, não irei ceder perante as dificuldades e obstáculos que no meu caminho se atravessarem. . ."


Bem, este texto, como já devem ter reparado, foi escrito durante a minha viagem de regresso destas belas férias [não devia ter mais nada para fazer ~_~]. Como até o achei engraçadito decido postá-lo, não vou dizer que espero que gostem, pois tal é impossível, mas sim agradecer a todos aqueles, que imagino que sejam muitos [ahahaha piadinha -_-] que perderam 5 minutos do seu precioso tempo a ler este blog. A todos MUITO OBRIGADA pela distinção :'P

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Olimpo *_*



Não posso, e no fundo não consigo, acrescentar mais nada, o vídeo mostra tudo :'X
Obrigada Flávia :D Ficou LINDO!

*_*

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A New Life *_*

Há muito tempo que este post espera ser publicado. . Não o fiz antes pois não tinha certezas suficientes se o deveria fazer, ou melhor, não sabia se o poderia fazer. Hoje tive essa certeza e aqui estou eu :D
Acabei de virar a página, terminar uma fase da minha vida e tentar começar do zero. Longe daqui, longe desta vida que já se começava a tornar insuportável. Mas, tudo tem o seu lado negativo. . . Essa nova vida será iniciada longe das pessoas que mais amo no Mundo.
Para trás ficarão os dois anos da pré, os três anos da escola primária, os cinco anos na Gomes Eanes e os três anos da ESFA! Como o tempo passa. . . Durante estes anos conheci pessoas que me marcaram, por boas ou más razões, mas todas elas se tornaram numa parte da minha vida. Há coisas que nunca se esquecem e tenho pequenas recordações, dos tempos mais antigos, que ainda hoje prevalecem e que nunca mais serão esquecidas. Ainda me lembro do primeiro dia que fui para a escola. . Ao contrário de muitos, eu queria ir para lá! Era talvez o único lugar onde me sentia verdadeiramente "em casa". Estupidez minha? Talvez. Com o passar dos anos fui perdendo um certo interesse (esta parte era desnecessária) mas nunca deixei de gostar de tudo o que vivia. Desde o primeiro ano, altura em que fiz dois anos num na escola, que fui habituada a estar sempre em turmas com pessoas mais velhas que eu. Sentia-me bem no meio deles, isso também me fazia parecer um pouco mais adulta mesmo que não o fosse. Cheguei ao 2º ciclo com nove anos, acabados de fazer, e olhava para tudo com tal expectativa que chegava a pensar o que fazia eu tão nova no meio daqueles "matulões" todos. Ahahaha. [ Naquela altura eu era pequenina :x ] Foi ali que cresci, que tive os meus primeiros grandes amigos, o primeiro amor mais a sério, as primeiras maluqueiras mais drásticas. . . Enfim. Uma panóplia de aventuras que, contadas, davam decerto um livro bem engraçado. O 9º ano deve ter sido o melhor de todos até então. . . Foi simplesmente único! Seguiu-se a ESFA. . . Não sabia bem o porquê mas julgava que ia odiar andar ali, era demais para mim. . [tinha nesta altura 14 anos]. Com o passar do tempo aprendi a gostar daquele lugar. . . A pouco e pouco mostrava ter qualquer coisa de especial, era tudo muito diferente mas muito igual simultaneamente. Este mistério fascinava-me. Após uns 10º e 11º anos normais [ de salientar apenas as viagem de dois dias a Lisboa (10º) e à Corunha (11º). Nesta última descobri que tenho um quadro profundo num museu espanhol juntamente com a Sílvia (tem um buraco xD) e fizeram-se as primeiras experiências da 'posição do copo'. . .AhAhAh. Nem vale a pena dizer que tanto numa como noutra o sono foi trocado pela galhofa e a tentativa de directas, frustradas por parte de alguns]. Agora sim. . . o 12º ano! Bem, esse superou o incrível 9º ano de longe! Foi mais que único. . Foi perfeito! Sem dúvida o melhor ano de todos! Ganhei um grupinho fantástico de amigos que viraram anjos, ganhei três gémeos e mais dois irmãos falsos, ganhei aventuras, histórias. . .
Hoje, quando entrei na ESFA, provavelmente pela última vez ( em actos oficiais xD), passaram-me pela cabeça todos esses momentos e deu-me uma vontade enorme de voltar atrás. Voltar a viver tudo aquilo de novo, sem mudar nada. . Com as mesmas pessoas, nos mesmos sítios, da mesma maneira. . .Só assim valeria a pena e, até os momentos menos bons, eu quereria repetir pois em todos eles sentia que tinha do meu lado pessoas que em momento algum me abandonaram e que sempre estiveram ali a apoiar. Olhava para todos os cantos e todos eles me traziam recordações. As entradas dos pavilhões na quais fazíamos aquelas asneiritas (os belos cinco minutos, não é Flávia?), os dias em que apanhávamos o Jerome a pintar a parede e depois ficávamos a ler as revistas que supostamente lá estavam para a tinta não pingar no chão, os cacifos, o quadro do "vendo cu", os dias em que íamos brincar com as garrafas de água para a relva e depois nos expulsavam de lá, aquelas tardes e manhãs em que íamos fazer escândalos para a biblioteca a interpretar poemas de forma menos própria e depois desatávamos às gargalhadas e, para variar, também éramos expulsos, os joguinhos de matrecos a fazer sons estranhos, as conversas paralelas às aulas em que púnhamos papéis de colados na janela para que os da janela do pavilhão da frente respondessem, as brincadeiras no laboratório, os desenhos no quadro nos intervalos. . . Vou ter saudades de tudo! Das salas geladas logo pela manhã, de dançar kuduro com a MJ em cima das mesas enquanto supostamente estaríamos a fazer um trabalho, de tirar fotos nas aulas de matemática com flash, das aulas de português que tinham que ser gravadas para que se conseguisse apanhar tudo o que a professora dizia, dos abaixo-assinados que fazíamos para calar a professora, dos papeis que voavam pelas mesas todas sem que ela se apercebesse, das calinadas constantes que apanhávamos deles e depois nos púnhamos a rir horas seguidas, os desenhos nas mesas, dos mistos (quase sempre frios) mas que não sabem bem em nenhum outro lugar do mundo, dos almoços na cantina em que éramos sempre os últimos a sair, das vezes em que deixámos de comer porque começávamos com histórias porcas à mesa ( ex: blhac! Esse puré parece vomitado..), das idas à casa-de-banho aos montes, do belo do chocolate sempre à hora de almoço, das conversas com a D.Rosa que descambavam sempre para a badalhoquice, dos poemas que escrevíamos ao Agnelo e que ele adorava, até das vezes em que fazíamos parzinhos entre os funcionários ( D.Natália e Sr. Zé Tic- Tac que nunca apareciam quando eram precisos, o Sr. Luís e a D.Laurinda sempre na arrecadação. . .), dos saltos do Jerome nos intervalos, dos moches no meio do chão do pavilhão C, das arrecadações do swing, das experiências laboratoriais que davam sempre errado porque eram aldrabadas. . . Enfim. Todos aqueles pequenos momentos em que estávamos sempre juntos!
Claro que até as aulas tinham o seu q.b. de cómicas. .
As stressadas aulas de biologia em que não ouvia nada porque passava o tempo a encher as margens do livro da Sii de poemas (mais tarde apanhados pelo Nelito xD), as de AP em que íamos para a biblioteca fazer 'nenhum', as de matemática que apesar de sérias tornavam-se divertidas, as de EF em que fazíamos o que queríamos, as de FQ em que púnhamos a professora com os cabelos em pé, e sem nunca esquecer as de português! Essas sim! A tia Juju era o auge *_* Quando ela trocava os 'v' pelos 'b' e depois não sabíamos como se escreviam as palavras que ela dizia, quando me chamava Marlene (:@) mesmo com toda a gente a dizer que era a Sara -.- , sinceramente ninguém ouvia nada daquelas aulas mas ela nem dava por isso tal era o entusiasmo com que falava. . Não dá para descrever nem metade! Ai. . O baile e a viagem de finalistas *_* Momentos únicos! Lindos! Perfeitos! Memoráveis!
Agora tudo isso acabou.
Já não somos mais os miúdos do liceu! Já não temos as facilidades que tínhamos outrora, já não podemos estudar nas vésperas. . . Começa uma vida de responsabilidades na qual estamos dependentes de nós próprios. O que eu odeio esta frase --'
Quero voltar atrás! Quero os meus amigos de volta! Quero a minha vida de criança de volta! TUDO!
Eu sei que tal é impossível x(
Eu sei que nada vai voltar. . .
Agora, cá vou eu com 17 anos para longe. . .Futura advogada/juíza deste país a cair no declínio total. Não sei o que vou fazer daqui em diante mas, por agora, não quero pensar nisso também.
Apesar de tudo, estou feliz.

Agora sim, mais do que nunca =D