terça-feira, 21 de maio de 2013

Eu sei que o barco está furado e sei que tu também o sabes mas, apesar disso, não pares de remar porque se te vir remar, dá-me vontade de não querer parar também. Eu entro nesse barco, só tens de me pedir, nem é preciso ter o jeito certo, é só pedir e eu vou. Já há muito tempo que quero fazer essa viagem, mas preciso de saber se vens também. Sozinha não vou. Se eu remar sozinha apenas conseguirei girar em torno de mim mesma. Promete-me que remas também. Eu deixo tudo, passado, cicatrizes. Eu mudo, mudo o visual, começo a comer tal como sempre mandaste, faço exercício contigo, começo a ler mais sobre política e futebol, aprendo a pescar se for preciso. Mas tens de me prometer que remas também. Eu desisto facilmente, tu sabes e talvez essa viagem apenas dure uns minutos mas, por ti, eu entrava nesse barco, bastava pedires. Perco o medo só para atravessar o mundo contigo e te ver o dia todo e, mesmo se o barco estiver furado e o mais provável seja nós nos afundarmos, prometo que aprendo a nadar para que seja possível nadarmos juntos. Salvar tudo isto. Mas tens de me prometer que remas comigo, enquanto tiveres forças. Tens de me prometer que essa viagem pode valer a pena, que não vai ser à toa. Que por ti, pode valer a pena. Que por nós pode valer a pena remar. Re-amar. Amar.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Gostava de entender o porquê. Eu não sou o melhor para ti, certo? E sabemos que tu também não és o melhor para mim. Somos crescidos, estamos mais maduros. Foi bom enquanto durou, cada um segue o seu rumo e toma o seu lado na vida. E é isso. Um "até logo", dois beijos no rosto, um olhar envergonhado e um sorriso malicioso. De repente, tudo fugiu do controlo. Só mais uma horas, umas noites, mais uma vida, sem que nenhum de nós o conseguisse evitar. 
Parece que tu acabas sempre voltando para mim e eu voltando para ti. É como se tivéssemos um íman, um pólo positivo atraído por um negativo, é a física e a natureza a conspirar a nosso favor.
Gostava de entender o porquê. Nós não precisamos de dar certo, de fazer planos, de tirar mil e uma fotos para provar que o amor é verdadeiro, de sair todos os dias, de receber chamadas de madrugada. Apesar de tudo isto sentimos ciúmes, estamos sempre um para o outro mesmo quando o resto do mundo parece ter-nos abandonado. Talvez porque o nosso mundo seja tão pequeno, que só tenha espaço para nós os dois. Basta que nos pertençamos sem ninguém precisar de saber. Não ter medo de seguir em frente, afinal de contas, sempre nos tivemos um ao outro, mesmo quando parecia não termos nada.
Gostava de entender o porquê. Tanta vez esperei insistisses em mim, que se eu me calasse tu me enchesses de palavras, me fizesses querer tudo aquilo outra vez, que se eu chorasse apenas dissesses que continuarias comigo para tudo, que teria o teu colo, o teu carinho e que, ainda que te doesse ver-me assim, me envolvesses nos teus braços e dissesses que eu poderia chorar, que não sairias dali enquanto eu não sorrisse. E mesmo sem que eu fizesse nada, tudo isso aconteceu. Porque afinal de contas é isso que nos importa não é? O sorriso um do outro. Mesmo que a nossa vida pareça uma escalada até ao inferno, mesmo sabendo que as hipóteses são praticamente nulas. É nestes momentos que, apesar de sermos feitos de carne, temos de viver como se fossemos feitos de ferro. Não há nada que possamos fazer, a não ser esperar que a vida corra e nos leve, deixarmos de tentar pôr um ponto final e continuar a optar pelos três pontos.
Gostava de entender o porquê. O porquê de nós ainda nos procurarmos. Sabemos que nem sempre dura, nem sempre é eterno e talvez tenhamos aprendido a lidar com isso. Mas depois chegam aqueles pequenos momentos, em que volta a montanha-russa de sentimentos, em que voltamos a ser um só. Aqui fico eu, a tentar adormecer com a tua camisola junto a mim. As saudades que eu tinha do teu cheiro. Talvez seja melhor tentarmos nos desamar outro dia... Hoje não. Mesmo que não consiga entender o porquê.

I think I'll miss you forever, like the stars miss the sun in the morning skies.

sexta-feira, 19 de abril de 2013




"And with a sad heart I say bye to you and wave
Kicking shadows on the street
for every mistake that I had made
And like a baby boy I never was a man
Until I saw your blue eyes crying
and I held your face in my hand
And then I fell down yelling
"make it go away!"
Just make a smile come back
and shine just like it used to be
And then she whispered
"How can you do this to me?"






"Quando estamos contentes, apreciamos a música. Quando estamos tristes, percebemos a letra."
Sinto-me tão fraca e, cada vez mais, tenho a certeza de que o sou. De que todas aquelas vezes em que julguei ser a pessoa mais forte do mundo, em que julguei ser capaz de suportar as maiores desilusões e ultrapassar os maiores obstáculos, estava apenas a fazer castelos no ar. Apenas isso.
Hoje, tal como em todos os outros dias, não passo de uma miúda que nada sabe da vida. Logo eu, que sempre me julguei tão conhecedora de tudo. Logo eu, que sempre dei tantos conselhos sobre tudo e mais alguma coisa. Hoje, sei que nada valho. Hoje sinto-me assim, inútil, incapaz do que quer que seja e estou farta disto. Farta de não conseguir enfrentar os meus problemas, farta de não ultrapassar, farta de continuar a deixar que as pessoas me desiludam e me afetem com o que me fazem. Farta de dar o melhor de mim e de não receber nada em troca.
Hoje, eu só queria ter um botão OFF para esquecer tudo e todos. Hoje eu só queria não pensar, não chorar, não sentir. Hoje, eu só queria não existir.

E de que serve tudo isto? De nada, porque sou e continuarei a ser fraca...


Só um desabafo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

...
Hoje a saudade resolveu dizer olá, não sei bem porquê, nem sei bem porque deixei que ela entrasse. Mas deixei e ela não está a querer ir embora. São cinco da manhã, é a terceira noite consecutiva em que não consigo dormir, o sono, ao contrário desta saudade, não quer entrar.
Bolas, como eu gostava de poder deitar a cabeça na almofada e dormir. Em vez disso, apetece-me voltar a chamar-te para junto de mim, voltar a ir ao cinema contigo e passear contigo na praia. Apetece-me comer os teus almoços maravilhosos, que trates de mim e me tapes quando tenho frio. E sim, hoje está tanto frio. Apetece-me voltar as noites intermináveis. Apetece-me só mais uma vez ouvir-te dizer que gostas de mim, ter mais uma flor tua, mais um bilhete apaixonado, mais um beijo. Apetece-me voltar a viver tudo só mais uma vez porque tenho medo de me esquecer. E não, não me quero esquecer do teu cheiro, da tua maneira atrapalhada de arranjares o cabelo depois do banho, das tuas mãos, dos teus olhos brilhantes e da tua voz. Como eu amava a tua voz. Apetece-me voltar a ser aquilo que fomos um dia. Voltar a sentir a melhor sensação do mundo quando me abraças e sentir um arrepio na espinha cada vez que me sussurras ao ouvido. Apetece-me chamar-te para aqui. Ver-te brincar com o meu cabelo e adormecer abraçada a ti. 
Apetece-me chamar nomes às tuas amigas todas e ver-te ter ciúmes dos meus amigos.
Apetece-me tudo de volta. Só mais uma vez. Para matar saudades. Saudades de ti, saudades daquilo que fui, saudades daquilo que fomos.

No dia em que te conheci eu mudei, nunca mais fui a mesma. Aliás, a partir desse dia sinto que sou uma pessoa diferente todos os dias da minha vida. Perdi o medo de dizer às pessoas o quanto são importantes para mim, perdi o medo de arriscar no que sempre julguei ser impossível. Perdi o medo e ganhei capacidades. A maior de todas elas foi a capacidade de amar, não daquele jeito atarantado de adolescente, mas sim amar de verdade.
Sempre odiei a forma como te zangavas comigo, como não me davas razão quando eu a tinha, como não me deixavas fazer as coisas à minha maneira. Sempre odiei que não me desses toda a atenção, que não achasses as minhas piadas engraçadas, que te chateasses comigo quando o Benfica perdia. Mas sempre adorei a forma como me fazias sorrir e, apenas isso, me fazia esquecer todas aquelas coisas que eu odiava. Ainda hoje, recordo o teu sorriso e guardo-o no coração, trancado a sete chaves, para que nunca possa fugir, nem que seja das minhas memórias. Ainda hoje, desligas-me do mundo e dás-me vontade de dançar quando sorris, dançar como se não houvesse amanhã. Fazes parte de mim e não, não consigo deixar tudo isto para trás. E hoje sei que, de cada vez que te disse que eras o meu Mundo, era mesmo verdade. Só de pensar na sua dimensão, percebo a grandiosidade do que sinto e sim, tenho medo, muito. Mas logo a seguir recordo-me do teu sorriso e acalmo-me, dás-me tranquilidade, transmites-me paz, por incrível que pareça. Talvez seja isso que, ainda hoje, faz de ti o melhor de tudo, faz com que ainda te sinta em mim. Estás tão longe, mas é como se te sentisse aqui ao meu lado, tal como em todas aquelas noites que estiveste comigo.
E sim, eu sei que não devia sentir isto, sei que é errado. Sei que tantas são as vezes em que me magoas, mas não consigo esquecer tantas outras em que me fazes feliz. Talvez seja por isso que não consigo desistir. Talvez o único defeito deste nosso amor, é não ter sido eterno.

terça-feira, 12 de março de 2013

Mesmo que a minha memória me falhe por momentos, de alguma forma sempre estarei ternamente a abraçar-te. Procura-me, inventa-me, cria-me. Não me deixes morrer nas tuas memórias, e permite-me renascer a cada dia que passa, nos teus sonhos e nos teus ideais. Refaz-me sempre que fores à praia, com baldes de areia branca. Sempre estarei a teu lado para te acarinhar e te embalar quando estiveres cansado. Estarei sempre aqui a dar-te a força necessária para que possas sempre continuar. Mesmo que seja por um só dia...um só momento... um só instante, estarei sempre pronta a ajudar. Quando olho para trás não te vejo. Mas ainda te sinto comigo ao meu lado, o teu olhar tão meigo fixado em mim, o teu cheiro, ainda vagueio procurando o teu sorriso. E mais uma vez segui rumo à saudade, ao incerto. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios, áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.

Já fui como tu uma sobrevivente à procura de uma luz que me levasse por um caminho com menos pedras. Às vezes, ficava tão cansada de passar pela vida sozinha que desmaiava, de repente, assim do nada, só para descansar um bocadinho. Depois tudo mudou. Mas demorou muito tempo, foi gradual. Não foi um amor à primeira vista, foi um amor plantado e criado como uma árvore. A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo, pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós – ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor.
Ele está longe, mas olha para ti por entre memórias, presentes e flores. À noite entre sonhos alterados pelo álcool e as drogas leves, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.

Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo o que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Hoje voltei ao meu cantinho mais antigo, aquele no qual tantas vezes escrevi durante horas, aquele que mesmo sem saber o porquê, me inspira. Sento-me no chão quente, às escuras (inevitavelmente) e começo a deixar os meus dedos correr por estas teclas com os barulhinhos de uma noite de Verão como pano de fundo. Há muito tempo que não o fazia, tanto tempo que já nem me recordava de como era bom fazê-lo.
Tudo isto tráz saudade, muita saudade. Recordo todas aquelas noites, todas as vezes que ria sozinha e todas aquelas em que chorei neste canto para ninguém me poder ouvir. Talvez hoje precise um bocadinho dessa paz de espírito, desse sossego e de estar só. Talvez seja esta a melhor forma de deitar para trás das costas tudo aquilo que me magoa e me deixa triste.
Tenho tantas saudades de ser apenas uma criança. Tenho saudades de não ter preocupações algumas, de fazer o que bem entendesse e não precisar de pensar nas suas consequências, de sentir que podia ser eu, por completo.
Tenho saudades da Esfa, de encontrar os meus amigos todas as manhãs, das aulas que, embora desinteressantes na maior parte das vezes, eram sempre compensadas por grandes loucuras. Tenho saudades de jogar UNO até tocar, de ver a Sílvia a correr para mim e a adivinhar de que cor estariam os meus olhos, dos intervalos com a Flávia, das aulas de Português com a Sara, das horas de almoço com o Reco, das palhaçadas e de andar às cavalitas do Jerome, de ouvir pimba às tantas da noite no carro da Raquel, de comer bolos fresquinhos às duas da manhã com o Rui e o Vilson, de conversar imensas horas todas as noites com o Patrick (...) . Tenho saudades de ter Português , por mais estranho que possa parecer a alguns , de jogar basquetebol , dos churrascos e dos piqueniques , do convívio , dos abraços , dos desabafos , das gargalhadas . Saudades de um tempo que sei que não volta mais e que por mais que eu queira não posso recriar .
Tudo mudou . Eu mudei , as pessoas mudaram , as nossas vidas mudaram . Estou em Coimbra há quatro anos e parece que foi ontem , estudo aquilo que mais gosto , tenho conhecido pessoas espectaculares , feito coisas incríveis . É nestas alturas que me apercebo como mudei de facto . Tornei-me uma pessoa responsável , que pensa duas ou três vezes antes de agir , que mede todas as consequências dos seus actos e que , inevitavelmente , se tornou insuportável . Sou mais exigente comigo e com os outros , quero sempre o melhor , luto pelos meus objectivos , gosto de estudar , a minha roupa é cada vez mais "adulta" , faço projectos a longo prazo na minha cabeça . As aventuras ? O risco ? Tudo isso está fechado numa gaveta . Talvez por falta de tempo ou apenas por falta de vontade . Mas claro , tenho saudades de ser o que era e não , não me quero transformar no tipo de pessoa que sempre abominei .
Quero voltar a sentir a natureza , a viver as coisas boas da vida , a ser louca , a dar importância às coisas mais parvas , a rir do impensável . Quero apenas ser feliz e sentir que isso é o melhor do Mundo .

segunda-feira, 30 de abril de 2012

*

Passaram quase dois anos desde a última vez que tive coragem de escrever aqui. Sim, coragem.
Só algo muito forte me faria voltar e parece que, mesmo contra todas as expectativas, o dia chegou.

Porquê ? Não sei, mas hoje sinto que preciso mais disto do que nunca, preciso de voltar a usar as palavras para me expressar, para gritar de forma silenciosa, para descarregar toda a raiva que se fora acumulando dentro de mim. 
Acredito que tudo acontece por uma razão mas também acredito que há uma razão capaz de explicar tudo, capaz de fazer acontecer o inesperado e é essa mesma razão que eu persigo, que eu tento encontrar desde o dia em que te conheci. Sim , esse mesmo dia que estás a imaginar , que estás a recordar aos pedacinhos tal como eu o estou a fazer. Foi a partir daí que dei tudo de mim a alguém e automaticamente o meu coração percebeu que eu estava a encontrar o amor e, por incrível que pareça, isso não mais saiu da minha mente nem por um instante. O primeiro sinal? Bem, é complicado recordar tudo isto sem que haja uma pontinha de saudade e de emoção no meu rosto neste momento mas, ainda assim, consigo voltar a sentir o formigueiro, as borboletas na barriga e as palpitações que eu senti no coração só com o simples escutar da tua voz. Muitas vezes dei por mim a crer como era difícil amar, como compreendia os teus gritos mudos e o silêncio da tua voz, como dava por mim a desejar o melhor para ti mesmo que isso implicasse magoar o meu coração, como se eu estivesse a ser obrigada a mudar de capítulo, a arrancar as páginas da nossa vida que começavam a ser escritas.
Bati o pé, fui contra o bom senso, lutei contra tudo e todos e hoje estamos juntos. Criámos mais do que um mundo, um sentimento. Sem explicação, sem aviso , sem nada mas que me deu tudo. Um tudo que sem ti não vale nada. Um nada que contigo é mais do que alguém imagina e tudo aquilo que um amor pode ser. É tudo isto que me faz adivinhar aquilo que estás a sentir neste momento, talvez porque eu o esteja a sentir também, talvez porque somos um só ( não me deixas mentir ao dizê-lo ) .

Lembro-me do nosso primeiro encontro como amigos, lembro-me perfeitamente do nosso cruzamento de olhares, das nossas conversas atrapalhadas, das nossas mensagens envergonhadas e das nossas reacções surpreendentes.
Guardo dentro de uma caixinha a primeira flor que roubaste e me deste, os bilhetinhos que me escreveste.
Ainda sei a data do nosso primeiro beijo, relembro-o como se fosse hoje e sei que cada vez que passarmos por esse local iremos lembrar-nos um do outro com todo o carinho, mesmo que a vida nos leve para rumos diferentes. Sei que também te lembras de tudo, eu sei que sim. Sei que te lembras da roupa que eu tinha vestida tal como eu me lembro da tua, das minhas manias, dos meus gestos e do como era ciumenta. Sei que te lembras das nossas conversas intermináveis sobre tudo e mais alguma coisa, das nossas directas ao telemóvel e dos nossos pequeninos momentos que se tornavam tão especiais. Sei que ainda recordas cada trajecto que percorremos juntos, cada gargalhada e cada sentimento de vergonha. Sei que sabes a minha cor favorita e como gosto de escrever quando não estou bem ou simplesmente quando estou num dia especial, tal como eu me lembro de como gostas de ficar minutos infindáveis enrolado na toalha depois do banho. Tenho a certeza que te lembras dos motivos pelos quais eu ficava chateada facilmente, sei que te lembras do meu mau humor e de todos aqueles mimos aos quais não resisto e que só tu sabes dar.
Eu lembro-me de cada sinal da tua face, dos teus vícios de dormir com almofadas baixinhas e de fazer tudo o que não deves quando tens de estudar. Sei de cor a expressão dos teus olhos e sei que também sabes ler o meu olhar como ninguém, tal como sei que sabes e conheces cada parte de mim. 
E de todas aquelas vezes que me disseste que era para sempre ? Eu acreditei em ti , tal como sei que tu acreditavas . Passe o tempo que passar eu vou-me lembrar dos mimos que te dava e tu reclamavas porque julgavas ficar mal habituado, de cozinhar para ti horas e horas, de percorrer quilómetros para ver o teu sorriso e de ficar bem agarradinha a ti a ver filmes e a comer pipocas. Dos desabafos, das conversas, das mãos dadas, das horas que passavamos em silêncio mas que diziamos tudo um ao outro sem ser preciso dizer nada. As declarações de amor, os teus abraços reconfortantes, as tuas crises de ciúmes ternurentas, os teus olhos. Os teus olhos que diziam tudo.
Eu nunca te vou esquecer, e sei que tu também não. Não é o primeiro amor que nunca se esquece, é o primeiro amor verdadeiro e sei que tu foste uma das partes mais verdadeiras da minha vida.
As circunstâncias da vida mudaram e mudaram-nos mas , mesmo assim haverá sempre algo que é impossível de ser mudado , passe o tempo que passar : o que vivemos , o que sentimos , o que nos une . Aquele amor tão inexplicável e tão forte que faz doer o coração só de pensar . Para sempre ficarão as memórias , as recordações e NÓS . Sim , porque esse NÓS que surgiu por um mero acaso e que mudou a minha vida permanece , tal como permanece aquele teu jeito engraçado de dizer o que sentes sem que eu dê por isso nem te considere demasiado piegas e sei , sei que sabes tudo isso tal como eu .
És tu que me fazes sorrir , todos os dias . És tu quem eu quero e és tu que me fazes feliz .
Nada vai destruir isso , porque não vamos deixar , porque simplesmente estamos ligados pela linha do coração e essa , meu amor , é inquebrável .

Muitos parabéns baby :')
AMO-TE <3






quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não quero estar aqui , não quero que seja assim , não quero ter de abdicar , não quero ter de sentir , não quero falar , não quero , não quero mesmo .

sábado, 14 de agosto de 2010

Eu queria escrever , queria mesmo mas, neste momento, nem disso sou capaz . Talvez quando acordar de novo para a vida , talvez quando perceber que o sonho já acabou . Enquanto tal não acontece , todos os segundos passam como um filme na minha cabeça , um filme que roda sem parar .
Eu queria escrever , queria mesmo mas , mais do que isso , quero voltar .
Sim . É isso . Porque sei que estive no paraíso e de lá não queria sair *.*
Voltar ao paraíso , ao nosso . PARA SEMPRE <3

Além disto ? Um intenso e maravilhoso relembrar do teu sabor a sal *


vip , do you remember ? I do :D

quarta-feira, 7 de julho de 2010

É a diferença entre "não acredito que ainda faltam 100 páginas" e "não acredito que já só faltam 100 páginas" . É a diferença entre um cérebro com uma boa vida e outro que quase já nem vida tem . É a diferença entre já estar saturada de tanto sol e só poder vê-lo em rabiscos nas margens do livro . É a diferença de estar com os amigos todos os dias e só ter esporádicas notícias . É a diferença entre fazer tudo o que quero e querer tudo o que não posso fazer . É a diferença entre um simples "diga qual a característica fundamental (..)" e "Desenvolva o tema apresentado , sabendo a univocidade metodonomológica que, aposterioristicamente, vem à epifania e inelutavelmente perpassa a intentio auctoris (..)". É a diferença entre ter cinco livros de duzentas páginas cada e ter um apenas com mil e quinhentas . É a diferença entre levantar cedo e ter o obséquio de optar por ir às aulas ou ficar na cama e não levar falta mesmo assim . É a diferença de não querer perder a vida que levo e a de não ver a hora de ganhar liberdade . É a diferença entre o tudo e o nada . É a diferença entre desejar dias a fio ir comer o maior de todos os hamburguers ao Mc Donalds e já não suportar só o seu cheiro por este estar do outro lado da rua . É a diferença entre conhecer toda a gente e não conhecer quase ninguém . É a diferença entre Mangualde e Coimbra .
É a diferença , mas afinal , será que houve assim tanta coisa que mudou ?

sábado, 3 de julho de 2010

São caminhos que nos levam não sei bem até onde , são momentos que nos lembram não sei bem o quê , são pessoas que nos parecem não sei quem , no fundo nem sei se são bem aquilo que eu pensava que seriam .
São aquelas pequenas coisas que se tornam gigantes , são ainda as recordações daqueles três dias e duas noites que levam a melhor sobre tudo o resto . Porque ficou o sentimento do quão especial , intenso e perfeito foi , cada minuto , cada pormenor , cada cheiro , cada abraço sentido durante a noite .
Porque é destas pequenas coisas que é feita a nossa vida , são as batatas fritas , a vista para a AAC , o ar condicionado , a mousse e o chá , o rio , os patiiinhos , a ponte , os gelados , a moeda do lago , as noites (..) *.* Foi tanto e tão pouco . Tanto para um só coração aguentar e tão pouco comparado com tudo aquilo que ainda há-de vir .
Foi um novo lugar , uma nova casa , uma nova vida e o mesmo amor de sempre , mas ainda mais surpreendente e arrebatador .
Sim , foi tudo isto e tanto , tanto mais . Chegam a faltar as palavras , chega a faltar a respiração , chega a deixar o coração de bater só para ficar , nem que por míseros segundos , de olhos fechados a reviver toda aquela magia e loucura .
Quero , quero tudo de novo . Dava , dava tudo para voltar a poder adormecer nos teus braços ♥
E vou , vou continuar a querer e a dar para sempre , mesmo não sabendo ainda bem o quê .

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Onde estava escondida esta nossa Selecção ?
PORTUGAL ♥

domingo, 20 de junho de 2010

Por vezes paramos tudo , seja lá o que for que estejamos a fazer , mas paramos . Fixamos as paredes mesmo que no fundo não estejamos sequer a vê-las e, é aqui que o nosso olhar fica mais distante e perdido do que nunca . Olhamos sem olhar , ouvimos sem ouvir , sentimos sem sentir . Durante míseros segundos , mil e um momentos passam pela nossa cabeça , como que pequenos flashes de tudo aquilo por que já passámos . É também neste intervalo de tempo que nos surgem diversas perspectivas acerca de dada situação , de dadas palavras , dos vários intuitos e objectivos que algo possa ter . Desta forma acabamos por de certa forma descobrir algo que talvez fosse preferível continuar obscuro . São postas a nú as verdadeiras personalidades , é posto diante dos nossos olhos as caras que até então seriam desconhecidas por estarem camufladas com mesquinhas máscaras ., ainda que mentalmente . São estas as falsas verdades e as mentiras sinceras que nos tentam esconder mas que , em simples segundos de pausa , se revelam ao nosso mundo . As paredes e as vozes que fixo em todos estes momentos continuam lá ao fundo , sem que as veja , sem que ouça , sem que as sinta . No fundo, sei que ninguém finge tão completamente mas , sinceramente , há máscaras que espero que nunca caiam .

domingo, 13 de junho de 2010

De uma vez por todas : sim , os meus olhos são verdadeiros e não lentes , sim eles mudam de cor de acordo com o tempo , sim um deles é metade de uma cor e metade de outra e sim, é verdade que tenho um olho às pintas e o outro às riscas .
Mas ele diz que é sexy *.* e o resto não me importa :D

É tão grande a quantidade de fotocópias que estão espalhadas pelo quarto que começo a ter dúvidas do sítio onde me encontro . Consigo avistar a janela mas a porta , já nem sei de que lado fica .
O que uma pessoa sofre , só porque estuda na Faculdade de Direito de Coimbra .
Era tão bom quando apenas estudava na véspera do exame , era mesmo . Enfim , infortúnios da vida a que este meu devoto amor pela justiça me levou . Há quem diga que correr por gosto não cansa , eu diria que até sentada já não sinto os membros inferiores .
Gostava muito de libertar aqui os meus sentimentos nostálgicos que me atormentam mas , por agora , o máximo que posso libertar é o Código Civil da camada de pó que o está a cobrir .
Adeus , o grandioso e imponente compêndio de Direito Constitucional já chama por mim . Por mim não , pela minha pessoa .
Regozijem-se todos aqueles que , por esta altura , podem disfrutar do sol imenso que brilha hoje lá fora . É por estas e por outras que bem que podia continuar a chover . Só mais uns míseros dias , não era pedir muito .

Depreendi que fosse a atitude mais correcta da minha parte , explicitar que o fundo aplicado no blog apenas indica que o que resta do meu cérebro encontra-se em plena combustão . Como podem denotar , hoje decidi deixar o meu lado mais amável vir ao de cima e não tratei mal ninguém .
Tenho dito .



quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tentamos mudar , apagar , corrigir . Sentimentos , momentos , atitudes . Tal e qual como se de bonecos nos tratassemos , como se fosse possível acordar num outro Mundo onde nada seria como dantes .
Não é assim . Não pode ser , pelo menos não totalmente . Mas também é preciso cortar tudo aquilo que nos faz mal , que nos magoa ou que simplesmente já não nos diz nada . Para quê ainda tentar manter vivo algo que já morreu , sentir o que já não sentimos e sem sequer nos lembrarmos de alguma vez o ter sentido ou porque o fizemos . Atitudes , são elas que ajudam a construir algo de bom mas são elas também que destroem tudo o que até então havia estado de pé . É neste momento que os sentimentos mudam , que todos aqueles momentos deixaram de fazer sentido na minha cabeça e tudo me leva a agir desta ou daquela maneira .
Claro que há coisas que permanecem sempre , independentemente do tempo que passe ou dos momentos que sobre elas vão sendo construídos . E dessas coisas fazem parte aqueles que nunca nos abandonam , nunca nos desiludiram , nunca se tentaram sobrepôr ao que quer que fosse . É isto que vale e continua a valer a pena , são eles e por eles que a luta continua a valer a pena .

terça-feira, 8 de junho de 2010

Trinta de Maio de 2008 .
Dois anos . Sim , passaram dois anos . E foram tão únicos , tão intensos e tão nossos que são por si só indescritíveis .
Tantas as provas , tantos os obstáculos , tantas as lutas ganhas e tantas as lutas deixadas para trás mas , ainda hoje , continuamos a provar que a vitória na maior de todas elas foi mais do que merecida e justificada .
Não importa se foi correcto , se estive bem ou mal , se podia ter sido de outra maneira . Cada pedaço , cada momento de tudo aquilo está enquadrado na nossa história e só assim a pudemos tornar tão especial , de uma maneira que mais ninguém conseguiria (:
Voltava a abdicar de tudo , voltava a tomar as mesmas decisões , voltava a ficar contigo , voltava sim .
Obrigada , por me fazeres tão feliz e por me tornares tão especial *.*
Certezas ? Duas . A de que este amor está a tornar-se ainda mais forte e indestrutível a cada dia e a de que o será para sempre .

Forever and ever , sabes bem @
- zxxnocopc , you know :D
a m o - t e ♥


sábado, 22 de maio de 2010

Palavras soltas . Noite . Estrelas . Lugar . Memórias . Calor . Brisa . Tu .
O regresso das noites que me faziam ficar acordada quase até o sol voltar a nascer , as estrelas que eu não me cansava de olhar , aquele lugar bem longe no horizonte , o calor nocturno típico de um Verão que tarda em chegar , a mesma brisa suave que em tantas noites eu senti , as memórias que em poucos minutos teimam em revirar a minha cabeça quase que me deixando sem forças , a única pessoa que consegue olhar tudo isto da mesma forma que eu , tu .
Tinha saudades , tantas que não há palavras que o possam transmitir ou quantificar . Quero de volta . Sim , quero . Todas aquelas noites , todas aquelas palavras , todas aquelas sensações , quero tudo e quero para sempre .
Mas é bom saber que nem tudo mudou . É bom sentir tudo isto de novo . É bom , nem que tudo não passe de puras palavras soltas .